sábado, 1 de março de 2008

Faltam medicamentos, fraldas e leite no Pediátrico de Coimbra

Faltam medicamentos fraldas e leite no Pediátrico
Utentes do Pediátrico queixam-se de falta de enfermeiros

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O Hospital Pediátrico de Coimbra atravessa graves carências materiais e humanas. Além da insuficiência de enfermeiros, há falta de medicamentos, de leites e papas, de fraldas de diversos tamanhos, de material clínico de consumo corrente - como cateteres - e até de cadeirões para os pais acompanharem, de perto, as crianças. A denúncia foi feita, ontem, por Paulo Anacleto, coordenador da delegação regional de Coimbra do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
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"São coisas simples, que custam pouco dinheiro e podiam ser resolvidas sem estar à espera da abertura do novo Hospital Pediátrico", criticou o dirigente sindical. Paulo Anacleto exemplificou "Há um serviço que requisita, mensalmente, 14 cateteres. Ora, 14 cateteres gasta um turno!".
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Mas estas são apenas algumas das preocupações relativamente ao Hospital Pediátrico, garantiu Paulo Anacleto. Há, ainda, as deficientes condições de higiene. "Os urinóis, as arrastadeiras e as taças são lavados, à mão, pelos auxiliares de acção médica, e faltam contentor do lixo com pedais funcionantes para lixo contaminado", contou o dirigente. Mais as crianças não cabem nas camas e as camas e macas, por sua vez, não cabem no elevador. "O único serviço que tem camas grandes é a Ortopedia, mas não dá o mínimo de privacidade aos adolescentes", explicou.
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Urgência "a abarrotar"
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Além disso, "a Urgência do Pediátrico está a abarrotar, com o fecho de outros serviços", assegura Anacleto.
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"No Hospital Pediátrico, e em conformidade com a Circular Normativa da Secretaria-Geral do Ministério da Saúde de 2006, sobre o cálculo da necessidade de enfermeiros, registamos uma efectiva carência de 33 enfermeiros. Há dois anos que não entra um", observou o responsável sindical. E acusou a administração do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) de dever aos enfermeiros daquela unidade mil dias de trabalho.
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O dirigente falou à entrada do Hospital Geral dos Covões, em Coimbra, numa iniciativa para assinalar o primeiro aniversário da passagem do CHC - que engloba o Hospital dos Covões, o Hospital Pediátrico e a Maternidade Bissaya-Barreto - a Entidade Pública Empresarial (EPE). O balanço, assegura, "é negro", com uma degradação generalizada das condições de trabalho e dos direitos dos enfermeiros, em prejuízo dos utentes.
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Cultura do medo
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"Esta é uma gestão virada para os números e para a contenção. Se os profissionais de saúde não estão motivados, se não têm boas condições de trabalho, o doente não pode ser o centro das atenções", lamentou Paulo Anacleto. Para o sindicalista, o Conselho de Administração do CHC é "autista" e responsável pela instalação da "cultura do medo". O aumento da semana de trabalho de 35 para 40 horas, a celebração de contratos de trabalho a termo certo de um ano com enfermeiros que exercem funções há seis, sete ou mais anos, a "não valorização dos enfermeiros qualificados" ou a redução da ceia distribuída nos turnos nocturnos estão no centro das críticas de Paulo Anacleto. O dirigente acusa, também, a administração do CHC de contratar jovens enfermeiros licenciados "a troco de nada".
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O JN tentou insistentemente contactar o presidente do CHC, Rui Pato, mas todos os esforços resultaram infrutíferos. (Jornal de Negócios)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Saiba o que causa stress aos médicos

Saiba o que causa stress aos médicos
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Recém-chegados a hospitais não estão preparados para condições de trabalho, diz psiquiatra
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Os médicos recém-chegados aos hospitais portugueses não estão, em muitos casos, preparados para as condições de trabalho e as lutas pelo poder nestas instituições, onde há critérios cada vez mais economicistas, afirma o psiquiatra Marcelo Feio, informa a Lusa.
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«Há uma grande diferença entre a formação e o exercício da profissão, pois muitas vezes é necessário trabalhar com barulho constante, em locais com um entra e sai de gente e sem acesso ao material que faz falta», assinalou o coordenador da Urgência de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria.
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Além destes causadores de ansiedade, há factores agravantes, que resultam também «da perda de espírito de grupo entre os médicos», disse o responsável, que se licenciou em 1981 e fez a especialização em 1990.
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O curso geral de Medicina é composto por seis anos, seguindo-se quatro ou cinco de especialização em que o novo médico fica sob a tutela de um especialista e é nesta fase que começam a surgir alguns problemas.
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«Se nos primeiros seis meses a um ano há alguma condescendência, a seguir a exigência acentua-se e nem sempre o novo médico tem segurança para tomar decisões com uma elevada componente de ambiguidade», afirmou Marcelo Feio, segundo quem, «pessoas menos confiantes ou mais susceptíveis» podem ficar pelo caminho.
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«Muitos médicos que não aguentam ambientes de tensão ou competição são marginalizados, não conseguindo entrar em determinadas equipas e ficando numa situação de exclusão que pode reflectir-se ao longo de toda a carreira», sublinhou o coordenador da Urgência Psiquiátrica, que também lecciona, dá consultas e faz alguns internamentos.
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Para o psiquiatra, de 52 anos, mais do que o confronto com casos chocantes, «como acidentados graves, crianças com neoplasias [que podem ser malignas, como alguns carcinomas] ou pessoas com malformações», os maiores causadores de stress nos médicos são problemas de índole laboral.
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Na opinião de Marcelo Feio, além de existir «uma grande variedade de vínculos laborais e até a ausência de qualquer vínculo», actualmente procura-se «rentabilizar ao máximo - e por vezes de forma desumana - o pessoal médico, o que origina rupturas».
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O coordenador da Urgência de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria revelou ainda que «há muitas lutas internas pelo poder e para subir na hierarquia dentro dos hospitais portugueses» e criticou que, na avaliação dos médicos, «critérios que no passado eram clínicos se tenham tornado quase exclusivamente quantitativos». (Portugal Diário)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Estudo: eritropoietinas aumentam risco de coágulos sanguíneos e morte em pacientes

Estudo: eritropoietinas aumentam risco de coágulos sanguíneos e morte em pacientes
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Os resultados de uma meta-análise revelaram que os pacientes oncológicos que receberam agentes estimulantes da eritropoiese (ESA), para tratar a anemia, apresentaram um aumento estatisticamente significativo do risco de coágulos sanguíneos e morte, em comparação com aqueles que não receberam os fármacos.
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Na meta-análise, publicada na "Journal of the American Medical Association (JAMA)", os investigadores examinaram os dados de 51 ensaios clínicos que envolveram 13 611 pacientes com cancro. Os resultados demonstraram que aqueles que receberam os fármacos para a anemia, o Epogen (epoetina alfa) ou o Aranesp (darbepoetina alfa), da Amgen Inc., ou o Procrit (epoitina alfa), da Johnson & Johnson, apresentaram um risco 10 por cento mais elevado de morrer, em comparação com aqueles que não receberam os fármacos.
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Os dados também revelaram que os fármacos para a anemia aumentaram o risco de tromboembolismo venoso por 57 por cento, o que os investigadores afirmaram que confirma descobertas anteriores.
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O investigador principal, o Dr. Charles Bennett, oncologista da Universidade de Northwestern em Chicago, referiu que as descobertas sobre a mortalidade são novas e diferentes em relação a relatórios anteriores.Os resultados, em conjugação com estudos científicos, aumentam a preocupação relativamente ao facto de estes fármacos poderem estar a estimular o cancro e a reduzir a sobrevivência de pacientes oncológicos.
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O Dr. Bennett acrescentou que as recomendações actuais da agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) sustentam que estes fármacos são seguros para pacientes com cancro, desde que os níveis de hemoglobina não estejam demasiado elevados. Os dados desta análise não suportam essas afirmações.
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A anemia é uma complicação comum do tratamento oncológico. Milhões de pacientes com cancro e doença renal tomam ESAs, versões fabricadas de uma hormona humana chamada eritropoietina. Estes fármaco actuam ao estimular a produção de glóbulos vermelhos que transportam oxigénio.
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Em Novembro passado, a FDA já tinham lançado um alerta para a actualização da rotulagem de aviso dos fármacos para a anemia induzida por quimioterapia, devido a preocupações de segurança ligadas à utilização deste tipo de fármacos por pacientes oncológicos, como noticiou o farmacia.com.pt em "FDA emite novos alertas sobre fármacos para a anemia", no dia 12 de Novembro. (Farmácia)

Deixar de fumar

Acupunctura e hipnose não são eficazes para deixar de fumar
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Todos os médicos devem abordar a cessação tabágica com os doentes fumadores. As mulheres precisam de mais do que ajuda farmacológica.
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Os substitutos de nicotina (adesivos e pastilhas) estão entre os métodos mais eficazes para deixar de fumar. Já "a acupunctura e a hipnose têm efeito negligenciável ou nulo", afirmou o director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, da Faculdade de Medicina de Lisboa, António Vaz Carneiro, que coordenou um livro onde diz aos médicos o que resulta e o que não resulta em cessação tabágica."Não é opinião minha, nem opinião deste centro. É ciência", disse ontem o médico na apresentação de Norma de Orientação Clínica para Cessação Tabágica, um manual quefaz um resumo dos principais estudos científicos internacionais (foram incluídos 54) sobre a eficácia dos métodos para deixar de fumar.
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O livro pretende ser um manual pronto-a-usar para médicos que queiram levar os seus doentes a abandonar o vício ou mesmo promover consultas de cessação tabágica. O director-geral da Saúde, Francisco George, referiu que é um dever dos 35 mil médicos que exercem em Portugal abordar a questão com os doentes, não precisando de haver recurso a consultas da especialidade - existem apenas 200 no país.
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Vaz Carneiro sublinhou que basta uma conversa de cinco minutos com o médico de família para que a probabilidade de o doente deixar de fumar aumente em 30 por cento. Os métodos farmacológicos - substitutos de nicotina, ansiolíticos e antidepressivos - revelaram-se, nos estudos analisados, os mais eficazes.
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Mas há situações em que são precisos auxiliares. Por exemplo, as mulheres são um grupo em que é importante conjugar os medicamentos com outro tipo de apoios, lê-se.
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O manual também aborda métodos alternativos. No caso da acupunctura e técnicas relacionadas, como a auriculoterapia (que em vez de agulhas usa choques eléctricos), "não há evidência consistente de que sejam intervenções eficazes na cessação tabágica". Não foi possível concluir se os seus efeitos são diferentes do "efeito placebo", lê-se. O livro não deixa de se referir que os estudos seleccionados "apresentam inúmeras falhas metodológicas".
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Também o uso da hipnose para deixar de fumar "não demonstrou um efeito superior nas taxas de abandono do tabaco, aos seis meses, face a outras intervenções" ou mesmo "à ausência de tratamento". "Essas intervenções são basicamente inúteis, infelizmente", o que não quer dizer que não funcionem com algumas pessoas, ressalvou Vaz Carneiro.
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O coordenador do livro afirmou "que técnicas como a auto-ajuda [panfletos, meios audiovisuais ou programas de computador] são discutíveis" e que "o apoio telefónico perde-se ao fim de poucas semanas". A terapia de grupo é mais eficaz do que a auto-ajuda, mas exige do fumador "o tempo e o esforço necessários para participar nas reuniões".
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Responsáveis e técnicos na área da acupunctura e hipnoterapia contactados pelo PÚBLICO são unânimes: só o "desconhecimento" e a "má vontade" justificam que se diga que as técnicas são ineficazes.João Morais, hipnoterapeuta, sente que os resultados ontem apresentados se devem ao "descrédito com que a hipnose clínica tem sido tratada no meio académico", o que leva a que pessoas não credenciadas a pratiquem sem sucesso, "quando ela devia ser obrigatória nas licenciaturas na área da saúde".
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Carlos Machado Saraiva, da clínica NãoFumoMais, frisa que a auriculoterapia (próxima da acupunctura) "também se baseia na evidência": as 15 clínicas já receberam "mais de dez mil clientes com uma taxa de sucesso superior aos 90 por cento nos primeiros seis meses". O responsável diz que basta uma sessão para que o doente fique curado, "podendo pedir o dinheiro [370 euros] de volta se recair".
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Pedro Choy, responsável por 18 clínicas de acupunctura, diz que afirmações sobre a ineficácia da técnica têm a ver com "má vontade" da "medicina convencional" e "de órgãos de cúpula da medicina" e lembra que a Organização Mundial de Saúde a recomenda para várias patologias, entre elas o tabagismo, onde as taxas de eficácia atingem os 90 por cento. Em países como a Suécia e o Reino Unido, o tratamento é comparticipado pelo Estado, sublinha.
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Um dos pioneiros da técnica em Portugal afirma que hoje existem no país cerca de cinco mil pessoas a exercer e entre mil a duas mil clínicas.
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A Lei do Tabaco dá um "novo direito aos portugueses" e deixa poucas dúvidas, pelo que "não faz sentido discutir formas de a contornar", disse ontem o director-geral da Saúde, Francisco George. Defendeu que o diploma se aplica a todos os espaços colectivos, "quer sejam públicos, quer privados". Assim, a proposta da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto de transformar os estabelecimentos nocturnos em associações culturais e recreativas não é exequível, já que "não vão estar só os sócios" no espaço que, ao ser de "uso colectivo, está sujeito à lei". (Público)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

PROZAC não é eficaz na maioria dos doentes de depressão

Trabalho analisou tanto os resultados dos ensaios clínicos publicados como outros que as empresas farmacêuticas não divulgaram. Os fabricantes já criticaram o estudo.
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Se encara o popular Prozac e outros antidepressivos da sua classe como panaceia para qualquer estado de depressão, do mais grave ao mais moderado, então pode andar enganado. Pelo menos, é o que conclui a equipa de cientistas que analisou os resultados de 47 ensaios clínicos, uns publicados, outros que as empresas farmacêuticas decidiram nunca tornar públicos, dizendo que esta nova geração de antidepressivos só ajuda os casos mais graves. Nos outros doentes, é como tomar placebos, comprimidos sem qualquer acção biológica, como se fossem açúcar.
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A equipa de cientistas, liderada por Irving Kirsch, da Universidade de Hull, no Reino Unido, publicou ontem o seu estudo de análise de outros estudos na revista PLoS Medicine, de acesso livre na Internet.
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Ao abrigo da legislação de acesso à informação, pediram os resultados dos ensaios clínicos submetidos, entre 1987 e 1999, à Food and Drug Administration (FDA), a entidade norte-americana responsável pelos medicamentos, relativos a antidepressivos conhecidos por "inibidores da recaptação da serotonina".
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Quem está deprimido tem baixos níveis de serotonina, um mensageiro químico importante na comunicação entre as células cerebrais e no estado de espírito. Estes antidepressivos aumentam os níveis de serotonina, impedindo que torne a ser captada pelos neurónios que a libertam e que chegue àqueles que a devem receber.
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Quatro antidepressivos - a fluoxetina, celebrizada pelo nome comercial de Prozac, a paroxetina, a venlafaxina e a nefazodona - foram incluídos no estudo de Kirsch e de colegas dos EUA e do Canadá. Só o Prozac, o mais vendido no mundo, é tomado por 40 milhões de pessoas.
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Pela primeira vez, a equipa pensa estar na posse da informação completa sobre os quatro antidepressivos, incluindo aquela que as empresas farmacêuticas cederam à FDA para obter autorização de venda - mas que não foi divulgada publicamente. Os cientistas queriam estes dados, pois poderia dar-se o caso de terem ficado por publicar resultados desfavoráveis quanto à eficácia dos antidepressivos.
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Ao compararem todos os dados, repararam que os doentes moderadamente deprimidos, tratados com os antidepressivos, não apresentavam melhorias significativas em relação aos doentes que recebiam placebos.
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Só um grupo muito restrito de doentes, extremamente deprimidos, parece ter beneficiado dos antidepressivos e ultrapassado o chamado "efeito de placebo", um fenómeno que faz com que as pessoas se sintam melhor porque pensam que estão a tomar um medicamento que lhes faz bem.
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"Embora os doentes melhorem quando tomam antidepressivos, também melhoram quando tomam placebos e a diferença não é muito grande. Isto significa que as pessoas deprimidas podem melhorar sem tratamentos químicos", diz Irving Kirsch, citado numa nota de imprensa.
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Perante estes resultados, acrescenta a equipa, excepto quanto os tratamentos alternativos não funcionam, parece haver poucas razões para prescrever antidepressivos, a não ser aos doentes gravemente deprimidos.
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A Eli Lilly, fabricante do Prozac, reagiu em comunicado: "Estudos e experiência médica vastos mostraram que a fluoxetina é um antidepressivo eficaz. Desde a sua descoberta em 1972, tornou-se dos medicamentos mais estudados.
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" Também a GlaxoSmithKline, fabricante do Seroxat (paroxetina), considerou: "Só foi examinada uma pequena parte da informação, enquanto as autoridades do mundo inteiro já conduziram vastas avaliações de todos os dados. É só um estudo, que não deve ser usado para causar alarme nos doentes." (Público)

Hospital dos Covões com cirurgia para diabetes tipo II

Técnica inclui tratamento para obesidade
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O Hospital dos Covões, em Coimbra, já algum tempo que realiza cirurgias designadas laparoscópicas, utilizadas para o tratamento da diabetes tipo II.O director do hospital, Carlos Magalhães, explicou que «o que está em causa não é a cura da diabetes, mas sim o seu tratamento cirúrgico».
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Esta diferença existe porque em ambas as situações ainda não está estabelecido quais os resultados a longo prazo em relação a esta patologia, mas a «grande maioria dos doentes deixa de necessitar de insulina ou baixam significativamente as doses utilizadas» explicou o director do hospital.
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A equipa do Hospital dos Covões, liderada por Carlos Magalhães, utiliza duas técnicas cirúrgicas, que são, primeiramente decididas, de acordo com a situação clínico-metabólica dos pacientes.
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A cirurgia para os diabéticos é baseada nas hormonas intestinais que regulam a homeostase da glicose, que fica reservada a estes pacientes que sofram de patologias ligadas à vascular periférica, neurológica e ou oftálmica.Segundo adianta o Diário As Beiras, a outra é direccionada para uma cirurgia gastrectomia vertical, para pacientes que sofram de obesidade.
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Carlos Magalhães explicou ainda que «trata-se de um procedimento cirúrgico que associa a uma diminuição do tamanho do estômago à retirada da parte deste que segrega a grelina, também chamada a hormona do apetite».(Fábrica de Conteúdos)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Fármaco para hiperactivos triplica vendas

O consumo de medicamentos para as perturbações do défice de atenção mais do que triplicou em quatro anos em Portugal. O metilfenidato (substância activa) é um medicamento estimulante que actua ao nível do sistema nervoso central, aumentando a atenção e concentração e reduzindo os comportamentos impulsivos.
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Segundo o pediatra Miguel Palha, especialista em doenças de comportamento, o aumento do uso destes medicamentos explica-se, sobretudo, pelos seus "eztraordinários benefícios". Mas o aumento das vendas justifica-se também com a comparticipação de uma terceira marca do medicamento em 2006, o que terá contribuído, de acordo com o Infarmed, para que as vendas de 207 ultrapassassem as 100 mil embalagens, quando em 2006 foram contabilizadas pouco mais de 70 mil.
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De acordo com Miguel Palha, haverá em Portugal entre 100 mil e 120 mil crianças e jovens com hiperactividade com défice de atenção. (Público)

Conheça os sinais de alarme do enfarte e do AVC

Conheça os sinais de alarme do enfarte e do AVC
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Os outdoors não deixam ninguém indiferente. Um coração e um cérebro, parcialmente cortados, são a imagem de marca de uma campanha de sensibilização pública, que arrancou no passado dia 15 de Janeiro, e cujo objectivo é alertar a população para as doenças cardiovasculares.
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“Mais rápido que…” um acidente vascular cerebral (AVC) e um enfarte agudo do miocárdio (EAM) é o slogan de uma campanha, promovida pela Coordenação Nacional das Doenças Cardiovasculares do Alto Comissariado da Saúde, que, desde 15 de Janeiro, está nas ruas de todo o País. Em vários locais públicos, foram espalhados cartazes e outdoors com um objectivo cirúrgico: reduzir a mortalidade cardiovascular em Portugal.
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“É possível ganhar vidas se o tratamento for instituído a tempo, mas, para que tal aconteça, é preciso que a população conheça os sinais de alerta, de modo a poder accionar, através do 112, o sistema médico pré-hospitalar”, explica o Prof. Ricardo Seabra Gomes, coordenador nacional para as doenças cardiovasculares.
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Para servir este propósito, foram criadas as Vias Verdes que, como descreve Ricardo Seabra Gomes, “são estratégias organizadas de diagnóstico, encaminhamento e tratamento expedito, sobretudo na fase pré-hospitalar”. Mas, para que o doente seja encaminhado rapidamente para o hospital mais adequado, “é preciso actuar com urgência”.
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O factor tempo é, aliás, uma condição essencial para que a terapêutica seja administrada dentro das três primeiras horas, após o início das queixas. Só assim será possível “abortar” o evento cardiovascular e impedir eventuais sequelas que, no limite, podem conduzir à morte.
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“A primeira reacção do doente é esperar que os sintomas passem”, lamenta o coordenador nacional para as doenças cardiovasculares. E apela à população para que não se dirijam pelos seus próprios meios ao hospital, já que, através das Vias Verdes, os doentes beneficiam de um acesso directo e em tempo útil às unidades de intervenção mais apropriadas.
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Sinais de alerta
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Segundo Ricardo Seabra Gomes, perante uma dor forte no peito, suores, náuseas ou vómitos, o doente não deve ignorar os sintomas, principalmente se os mesmos persistirem por mais de 5 minutos. “O primeiro passo é ligar o 112”, afirma.
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O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) – local onde são recebidas as chamadas de emergências médica – “conhecedor das queixas, desloca os meios necessários a casa do doente”. Tratando-se de um enfarte, “o objectivo é realizar, rapidamente, um electrocardiograma: um exame que poderá ser feito no domicílio ou na ambulância”.
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Confirmado o diagnóstico, o INEM transporta o doente para o hospital mais adequado, podendo iniciar o tratamento antes mesmo da chegada ao Hospital.
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A instalação súbita de boca de lado, a dificuldade em articular palavras e a falta de força num dos membros são sinais que, à partida, podem denunciar a ocorrência de um AVC. Contudo, neste caso particular, será necessário realizar uma TAC, em ambiente hospitalar, para confirmar se o evento é de origem trombolítica, ou seja, se resulta do entupimento de uma artéria. Para se proceder à realização deste exame, o INEM encaminha os doentes para um dos hospitais, definidos pela coordenação, onde exista uma unidade de AVC. “É preciso ressalvar que, em ambos os casos, deve ser accionado o INEM, através da linha 112. Com o mecanismo das Vias Verdes, o doente carimba directamente o passaporte para as unidades de tratamento especializado”, completa.Fonte: Jornal do Centro de Saúde

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mulheres pós-menopausa ignoram hipertensão



Após a menopausa, as mulheres ficam mais vulneráveis a um conjunto de doenças, mas desconhecem ainda que nesta fase a hipertensão é um factor agravante da sua condição de saúde. Isto porque de acordo com a prática clínica, após a menopausa a hipertensão torna-se progressivamente mais frequente e mais intensa em mulheres do que em homens, fazendo delas as maiores vítimas das doenças cardiovasculares. Esta foi uma das matérias abordadas no 2º Congresso Português de Hipertensão.
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As razões para as diferenças relativas aos valores da tensão arterial e na incidência de hipertensão entre os dois sexos ainda são especulativas. Uma possibilidade, ainda não comprovada, é que os estrogénios naturais são responsáveis pelos níveis de pressão arterial mais baixos, observados em mulheres jovens, assim como a sua diminuição contribui para a maior incidência de hipertensão após a menopausa.
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“Com a menopausa, a mulher hipertensa toma uma terapêutica de substituição que não aumenta o risco cardiovascular. Mas, à medida que a mulher se afasta da menopausa, o risco em mulheres sob terapêutica de substituição é superior do que as que não a fazem”, declara a Dra. Paula Alcântara, especialista de Medicina Interna no Hospital de Santa Maria e membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Hipertensão.
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Até esta fase, as mulheres hipertensas são as mais controladas, as que mais tempo dedicam à saúde, indo regularmente às consultas e, por isso, são diagnosticadas precocemente, ao contrário dos homens. Denota-se uma maior incidência de mulheres tratadas e controladas relativamente à hipertensão. Apesar disso, as mulheres têm maior mortalidade do que os homens, sobretudo morte de doença cardiovascular.
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“Na generalidade durante a infância, as raparigas têm uma pressão arterial mais elevada do que os rapazes e a, partir da adolescência, esta relação inverte-se. Também durante a idade adulta, a prevalência de hipertensão tende a ser superior nos homens do que nas mulheres. Contudo, após a menopausa, as mulheres têm uma prevalência de hipertensão igual ou superior à dos homens”, acrescenta a mesma especialista.
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A hipertensão arterial é o maior factor de risco para a doença cardiovascular. contribuindo significativamente tanto para a morbilidade como para a mortalidade globais. Considerando a população geral, os homens têm níveis de pressão arterial mais elevados do que as mulheres, como também têm a maior prevalência de hipertensão arterial.
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De acordo com dados divulgados em 2007 pela Coordenação Nacional para as Doenças Cardiovasculares, em 2003 - último ano com dados apurados - as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 37,6% de todas as mortes em Portugal. A cada 14 minutos que passam morre um português de doença cardiovascular (estatísticas da Saúde INE,2005).(Farmácia)

Abusos na infância podem originar obesidade mórbida


Os abusos de infância poderão estar na origem de muitos dos casos de obesidade mórbida que afectam actualmente 300 mil portugueses. Um estudo realizado pelo Departamento de Psicologia da Universidade do Minho indica que, quando assim é, a banda gástrica não soluciona o problema e a cirurgia pode mesmo ser prejudicial se não for acompanhada de apoio psicológico.

O trabalho de investigação, da autoria da estudante Susana Silva e conduzido pela psicóloga Ângela Maia, permitiu observar índices elevados de experiências adversas na infância em adultos com obesidade mórbida. Segundo explicou a investigadora, citada pelo jornal Público, foi o facto de terem constatado que "comer de uma forma compulsiva pode ser uma forma de tentar resolver os problemas" que as levou a averiguar se na origem da obesidade mórbida estão experiências adversas na infância. "Comer dá imenso jeito para resolver questões mal resolvidas", acrescentou.

Através deste trabalho, as responsáveis pretenderam fazer uma caracterização das histórias de vida das pessoas obesas, sempre acompanhadas pela suspeita de que "a cirurgia bariátrica [colocação de uma banda gástrica] não resolve tudo".

O resultado do estudo, acedido pela Lusa e divulgado pelo Público e que avaliou a prevalência de experiências adversas na infância numa amostra de 75 obesos mórbidos (com peso médio de 118,57 quilogramas) candidatos a cirurgia bariátrica, indica que a esmagadora maioria (88 por cento) dos participantes relatou a existência de pelo menos uma experiência adversa. A maioria (51 por cento) dos inquiridos relatou pelo menos quatro experiências de adversidade.

Face aos dados recolhidos o estudo refere que o comportamento alimentar de cada indivíduo "deve ser compreendido tendo em consideração a totalidade de vida do sujeito". Nesse sentido, Ângela Maia salienta a importância de os doentes obesos terem um acompanhamento psicológico, antes, durante e após a colocação de uma banda gástrica contra a obesidade mórbida.

O trabalho de investigação visou apurar se os obesos em questão foram expostos a abuso emocional, físico ou sexual, bem como a violência doméstica, abuso de substâncias no ambiente familiar, divórcio ou separação parental, prisão de um membro da família, doença mental ou suicídio, negligência física e emocional.

As conclusões indicam que "existe uma elevada prevalência de experiências adversas ocorridas durante a infância". "A maior parte dos sujeitos não era obeso durante a infância, o que reforça a ideia de que a obesidade está associada a factores ambientais e relacionais". (Farmácia)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Aumento da obesidade e do risco de AVC nas mulheres de meia-idade



Problema mais grave que nos homens
EUA: aumento da obesidade e do risco de AVC nas mulheres de meia-idade

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As mulheres de meia-idade estão hoje mais obesas e têm mais possibilidade de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que há uma década atrás, revela um estudo divulgado na conferência internacional da Associação Norte-americana de AVC, em Nova Orleães.

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Uma análise dos níveis de prevalência de AVC nos Estados Unidos entre 1999 e 2004 revelou que as mulheres de meia-idade, entre os 35 e os 54 anos, tinham mais do dobro de hipóteses do que os homens da mesma idade de sofrerem um AVC, segundo Amytis Towfighi, o investigador do Departamento de Neurobiologia da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles que liderou este trabalho.

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Os investigadores analisaram dados dos institutos nacionais de Saúde norte-americanos em dois períodos, entre 1988-1994 e 1999-2004, para tentarem perceber se era um fenómeno novo e para explorarem as potenciais contribuições de factores de risco vascular para a prevalência dos níveis de AVC. Descobriram que enquanto 1,79 por cento das mulheres com idade entre os 35 aos 54 que participaram na segunda amostra relataram que tinham tido um AVC, apenas 0,63 por cento das mulheres das mesmas idades que participaram na primeira amostragem relatarem um AVC.

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Os investigadores compararam os dois grupos segundo variáveis baseadas em historiais médicos (se são ou não fumadoras, diabetes, ataque cardíaco, hipertensão), uso de medicação e marcadores clínicos.

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Não descobriram diferenças significativas quanto à presença de factores de risco cardiovasculares convencionais, como a pressão sanguínea, colesterol total, colesterol lipoproteico (conhecido como ‘mau colesterol’), tabaco, doença cardíaca, alta pressão sanguínea e diabetes.

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No entanto, a evolução dos marcadores clínicos mostrou um aumento da média de peso e da massa corporal (IMC) e também que mais mulheres do grupo mais recente tomavam medicação para controlar a pressão sanguínea e o colesterol.

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De facto, 14,8 por cento das mulheres no segundo grupo relataram usarem medicação para baixar a pressão sanguínea, comparadas com 8,9 por cento do primeiro grupo, e quase quatro por cento das mulheres do segundo grupo usavam medicação para baixar o colesterol, contra 1,4 por cento de mulheres do primeiro grupo.

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“As mulheres do segundo grupo eram também significativamente mais obesas do que as mulheres de uma década atrás, com uma média de massa corporal de 28,67 kg/m2, contra os 27,11 kg/m2 da década anterior”, disse Towfighi.

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Um IMC de 25,0 a 30,0 é considerado sobrepeso, enquanto um IMC de 30,1 ou mais é considerado obesidade. As mulheres do segundo grupo tinham uma média de medida de cintura quase quatro centímetros superior à das mulheres do primeiro estudo e ainda tinham uma mais elevada média de hemoglobina glicosada (um indicador de pouco controlo do nível de açúcar no sangue).

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Os investigadores concluíram que, apesar de os factores de risco tradicionais, como a pressão sanguínea elevada, não serem mais altos hoje do que nos anos 90, a obesidade e os marcadores dos níveis de açúcar no sangue estão a aumentar entre as mulheres de meia-idade, relacionando este crescimento com o aumento de AVC no mesmo grupo etário.

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“A obesidade abdominal é conhecida por predizer a possibilidade de um AVC nas mulheres e deve ser considerado um maior factor de risco para os AVC que atingem as mulheres”, disse Towfighi, salientando a “necessidade de intensificar esforços em restringir a epidemia da obesidade”.

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Dados do estudo

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Apresentação: realizada no dia 20 de Fevereiro, durante a Conferência Internacional sobre AVC, realizada em Nova Orleães pela Associação Americana de AVC.

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Autores: Amytis Towfighi, M.D, professor assistente de neurologia da Universidade da Califórnia do Sul; Daniel T. Lackland, Ph.D., professor de epidemiologia da Universidade da Carolina do Sul. (Público)

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Stress pode aumentar risco de cancro de útero

Stresse pode aumentar risco de cancro de útero
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O stresse pode aumentar o risco das mulheres desenvolverem cancro de útero, sugere um estudo publicado na revista científica Annals of Behavioural Medicine. Segundo os cientistas do Fox Chase Cancer Centre, nos Estados Unidos, o sistema imunológico de mulheres que sofrem de stresse apresentam dificuldades de combater o vírus que causa a maioria dos tipos de cancro cervical.
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A maioria dos casos de cancro de colo do útero é provocada por uma infecção causada pelo vírus HPV, sexualmente transmissível.Estudos anteriores já haviam mostrado que a resposta do sistema imunológico das mulheres pode determinar o agravamento da infecção em um câncer no colo do útero.
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Para realizar o estudo, os cientistas fizeram um questionário para 78 mulheres que apresentaram anormalidades nos exames de colo de útero com perguntas sobre a rotina diária de stresse no mês anterior ao exame. O questionário também trazia perguntas sobre eventos importantes que poderiam contribuir para o stresse nas mulheres, como divórcios e outros incidentes.
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Depois da análise, os cientistas mediram as reacções do sistema imunológico das mulheres quando confrontado com o vírus HPV e compararam os resultados com os de 28 mulheres que haviam tido resultados normais nos exames de colo de útero.
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Os resultados da pesquisa indicam que a reacção do sistema imunológico das mulheres que tinham uma rotina diária de stresse era mais fraca do que nas mulheres que tinham uma vida mais tranquila."As mulheres com alto nível de stresse têm uma resposta fraca ao HPV16. Isso significa que elas têm um risco maior de desenvolver cancro cervical porque o sistema imunológico não consegue combater os vírus que causam este tipo de cancro", afirma Carolyn Fang, que liderou o estudo.
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Apesar dos resultados, o estudo não comprovou que o stresse pode ser a causa do cancro cervical. Os cientistas também admitem que, pela proporção do estudo, não é possível afirmar que o stresse prejudica o sistema imunológico ou é apenas um dos factores para o seu enfraquecimento.
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Segundo um porta-voz da ONG Cancer Research UK, o estudo precisa de mais pesquisas para comprovar a relação do stresse com o cancro. "Nós sabemos que um resposta eficaz do sistema imunológico contra certos tipos de HPV podem prevenir o câncer cervical - isso ajudou o desenvolvimento de vacinas contra este vírus", afirma."Este estudo pequeno não traz provas suficientes para comprovar que uma vida stressante pode suprimir as reacções do sistema imunológico. É preciso que os cientistas realizem mais pesquisas para determinar esta relação", afirma o porta-voz. (Diário dos Açores)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Cuidados Continuados

Investimento de 15 milhões de euros
Cuidados continuados contarão com cinco mil camas até final do ano

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A ministra da Saúde admitiu hoje serem insuficientes as camas de cuidados continuados existentes em Portugal, mas afirmou que até ao final do ano deverá haver 5000 vagas neste regime, mais do dobro das actuais. O investimento no sector será de 15 milhões de euros.
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De acordo com Ana Jorge, que hoje cumpre a sua primeira visita oficial ao Algarve, existem actualmente cerca de 1800 camas de cuidados continuados, prevendo-se que até ao final de Março sejam 2300 e até ao final do ano 5000.
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A titular da pasta da Saúde salientou, ainda, que há um ano e meio "não havia nenhuma cama aberta" e disse que a meta de 5000 camas poderá ser alcançada através de um concurso que abre no próximo mês e que envolve apoios financeiros de 15 milhões de euros.
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A Unidade de Cuidados Continuados de Média Duração e Reabilitação de Tavira, com cerca de 20 camas e que é gerida pelo núcleo local da Cruz Vermelha Portuguesa, entrou em funcionamento em Dezembro de 2007.
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Segundo dados do Ministério da Saúde, prevê-se que até ao final do ano o Algarve tenha 405 camas integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, quando actualmente há 195 camas.
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Destas 195 camas, 42 são de convalescença, 43 de média duração e reabilitação e 74 de longa duração e manutenção, havendo ainda 36 camas em Unidades de Internamento de Centros de Saúde.
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Questionada sobre o avanço do Hospital Central do Algarve, a instalar no Parque das Cidades, a ministra da Saúde afirmou que tudo corre a "bom curso" e que serão "provavelmente" mantidos os prazos que prevêem o arranque das obras em 2009 e conclusão em 2012. "O programa funcional está aprovado e em breve terão notícias", concluiu a ministra, que aprovou o programa no final da passada semana, cumprindo as intenções do seu antecessor, que previa fazê-lo até ao final do mês de Fevereiro. (Público)

Hepatite C - terapêutica única trata recidivas

Nova esperança para 150 mil portugueses com Hepatite C: terapêutica única trata recidivas
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A Comissão Europeia aprovou a primeira e única terapêutica combinada de peginterão alfa-2b e ribavirina para doentes adultos com Hepatite C crónica, cujo tratamento prévio não obteve os resultados pretendidos.
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Esta terapêutica combinada é uma excelente alternativa para os doentes com hepatite C que necessitam de ser retratados. Isto significa que são doentes que não apresentaram resultados positivos e continuados, isto é registou-se uma recidiva após o fim do tratamento.
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Agora, a Comissão Europeia afirma que a terapêutica combinada de peginterão alfa-2b e ribavirina permite obter uma resposta sustentada em doentes com Hepatite C que precisam de retratamento. Esta terapêutica combinada é igualmente eficaz em doentes com hepatite C não respondedores, ou seja, aqueles cuja terapêutica primária falhou em termos de resposta sustentada.
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A aprovação por parte da Comissão Europeia é válida para os 27 países da União Europeia, e ainda para a Islândia e a Noruega.
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O tratamento de peginterão alfa-2b e ribavirina constitui «uma segunda oportunidade e alternativa de sucesso para o grande número de doentes com Hepatite C», afirmou Nadine Piorkowsky, Presidente da Associação Trans-Europeia para Doentes do Fígado (ELPA – European Liver Patient Association).
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As estimativas indicam que a Hepatite C crónica afecte mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, metade dos quais na Europa. A Hepatite C é ainda a primeira causa de doenças crónicas hepáticas e uma das razões mais comuns para transplantes de fígado. Em Portugal, esta patologia afecta mais de 150 mil pessoas. (Farmácia)

Cancro da mama

Cancro de mama é responsável por um quarto dos novos casos de cancro
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Segundo dados recentemente revelados a incidência do cancro de mama está aumentar a cada ano pelo mundo inteiro, sendo actualmente responsável por aproximadamente 23% dos novos casos de cancro. Actualmente, são diagnosticados por ano cerca de 1100,000 mulheres com cancro de mama pelo mundo fora e 360 mil só na Europa, onde morrem cerca de 130 mil mulheres vítimas desta doença. Também na Europa, o risco de desenvolver cancro de mama é de uma em cada dez mulheres, e a incidência está a aumentar sendo responsável por mais de um quarto dos novos casos de cancro.
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Entre 11 países, a incidência de cancro de mama é maior na Dinamarca, que conta com 144,2 casos com 1390 mortes, seguida da Irlanda com 96,2 casos e 688 mortes, estando em terceiro lugar a Suécia com 148,1 novos casos e 1516 mortes.
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De acordo com a Sociedade Portuguesa de Senologia, todos os dias morrem quatro a cinco mulheres devido a cancro de mama e anualmente são diagnosticados mais de 3800 novos casos, um alerta constante já que apesar dos avanços em diagnóstico e tratamento, o cancro da mama é o mais frequente, sendo a principal causa de morte nas mulheres entre os 35 e os 55 anos. Além disso, o cancro da mama é a forma mais comum de cancro na mulher e as taxas de incidência têm vindo a subir na segunda metade deste século. Calcula-se que uma em cada 12 mulheres vão desenvolver este tipo de cancro ao longo da vida e mais de 1500 pessoas vão morrer anualmente vítimas desta doença.
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O cancro da mama é um processo oncológico em que as células da glândula mamária proliferam multiplicando-se descontroladamente formando o tumor.
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Na maior parte dos cancros, se o diagnóstico for feito precocemente existem abordagens terapêuticas curativas. Outros como a recente geração de fármacos chamados inibidores da aromatase, são capazes manter o doente livre de manifestações dessa doença para o resto da vida. No combate ao cancro, estes fármacos podem ter um papel fundamental pela sua função de inibir a aromatase, a enzima que metaboliza a passagem de androgénios a estrogéneos.
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Dois a três anos de uma terapêutica mais antiga, passando para mais dois anos de terapêutica com inibidores de aromatase, é o que aconselham os especialistas por motivos diversos entre os quais se destaca a redução em 17% do risco de morte em 56 meses de tratamento combinado. Num tratamento médio de 34 meses e meio, demonstra-se uma diminuição de risco de recorrência de cancro de mama na ordem dos 35%.
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Os inibidores da aromatase são uma nova classe de medicamentos que bloqueiam a enzima aromatase, , actuando não apenas na redução do risco mas também na qualidade e longevidade da sua vida.
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No tratamento do cancro da mama, os inibidores da aromatase são melhor tolerados, sendo administrados por via oral. Em Portugal estão indicados para o cancro da mama na pós-menopausa, refractário aos anti-estrogénios e no cancro da próstata. Os inibidores da aromatase são globalmente indicados no tratamento das mulheres na pós-menopausa, que tenham já realizado a terapêutica entre dois e três anos com um medicamento da anterior geração. (Farmácia)

LAGOA: Rapaz atacado por "pitbull"

Lagoa: Rapaz atacado por "pitbull" sofre ferimentos nos braços e perde um dedo
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Um rapaz de 12 anos foi hoje atacado por um cão de raça 'pitbull' em Lagoa, Algarve e ficou gravemente ferido nos braços, com amputação de um dedo, mas não corre perigo de vida, disse fonte hospitalar.
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O ataque do animal à criança registou-se no centro da cidade, na rua Coronel Figueiredo (centro da cidade de Lagoa), cerca das 15H00.
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A criança foi transportada para o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA) com ferimentos graves num dedo e no pulso. Segundo fonte do CHBA, a criança ficou "em observação" e está "estável", e será transferida em breve para uma intervenção de cirurgia plástica, mas a mesma fonte disse desconhecer se se trata da reimplantação do dedo.
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Uma fonte da GNR adiantou que o cão já foi transportado para o canil municipal e, como os proprietários "não tinham seguro", vai ser levantado um auto de contra-ordenação aos donos. O 'pitbull' estaria preso numa propriedade privada e terá fugido, encontrando-se à solta na cidade, altura em mordeu ao rapaz adiantou a mesma fonte policial.
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Este ataque de um cão a uma criança é o segundo caso registado no Algarve este mês, tendo a primeira ocorrência sido registada a 14 de Fevereiro, quando um cão de raça "rottweiler" atacado uma criança de 20 meses e a deixou em estado grave.
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A menina de 20 meses saiu dos Cuidados Intensivos para a unidade de internamento de Pediatria esta semana e está a recuperar "muito bem", disse fonte do Hospital de Faro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Hipertensão

Abordagem da hipertensão no contexto do risco global

As novas recomendações europeias da HTA, apresentadas em Junho de 2007, estabelecem as regras de diagnóstico e tratamento dos doentes hipertensos, com base no cálculo do “risco cardiovascular global”.
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Não se vê, não se sente, mas a verdade é que, quando não controlada, pode conduzir à morte. Fala-se, pois, da hipertensão arterial (HTA), tantas vezes denominada de “assassina silenciosa”. Devido à ausência de sintomas, muitos doentes deixam que a situação se arraste, porque, simplesmente, desconhecem os níveis da sua pressão arterial.
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Através do último estudo epidemiológico nesta área, patrocinado pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão e apresentado pelo Prof. Mário Espiga de Macedo, chegou-se à conclusão de que cerca de 40% da população portuguesa é hipertensa e metade da qual ignora sofrer deste problema. Mas os números não ficam por aqui: do total dos doentes hipertensos, apenas 11% têm os níveis da sua pressão arterial controlados.
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“É, de facto, uma matéria preocupante, principalmente se pensarmos que Portugal, comparativamente aos restantes países da Europa Ocidental, tem muito mais acidentes vasculares cerebrais (AVC): a principal causa de mortalidade no nosso País”, diz o Dr. José Nazaré, chefe de serviço de Cardiologia do Hospital de Egas Moniz.
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Por estar intimamente ligada à ocorrência de AVC, a pressão arterial elevada deve ser alvo de uma “vigilância apertada”. Assim, como afirma o cardiologista, “para que se possa diagnosticar, é necessário que as pessoas façam medições regulares da pressão arterial, nas farmácias, em casa ou no consultório médico”.
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As últimas recomendações europeias da HTA, elaboradas pela Sociedade Europeia de Hipertensão, em parceria com a Sociedade Europeia de Cardiologia, fixam as normas de diagnóstico e tratamento dos doentes hipertensos, enquadradas num contexto de risco cardiovascular global. “Olhar para a hipertensão como um factor de risco isolado não é suficiente. É preciso considerar outros elementos, nomeadamente se se trata um doente diabético, se tem outros factores de risco associados ou se já teve, previamente, um evento cardiovascular”, prossegue.
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Segundo o especialista, o conceito de normalidade da pressão arterial depende do tipo de doente e do número de factores de risco associados. “Se estivermos perante um doente apenas com HTA, sem outras complicações, o objectivo da terapêutica é alcançar valores abaixo dos 140/90 mmHg. Mas, se por outro lado, for um doente diabético, se tiver insuficiência renal ou houver registo de antecedentes de enfarte ou AVC, a meta será atingir níveis inferiores a 130/80 mmHg.
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”Muito embora os medicamentos sejam uma “ferramenta fundamental” na normalização dos níveis de pressão arterial, o cardiologista defende que os resultados terapêuticos não devem depender, em exclusivo, da sua administração. A modificação dos estilos de vida, de onde se inclui a cessação tabágica, prática de exercício físico regular (recomenda-se andar a pé 30 a 40 minutos diários), redução do peso e uma alimentação equilibrada, com baixo teor de sal, são medidas complementares que, em simultâneo, concorrem “para a diminuição dos níveis da pressão arterial e aumentam a eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos”.
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Classificação da PA (segundo as recomendações europeias)
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-Pressão arterial “óptima”: - valores abaixo dos 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio: unidade de medição da pressão arterial);
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-Pressão arterial normal: valores situados entre os 120/80 e os 130/85 mmHg;
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-Pressão arterial “média alta”: quando os valores se situam no intervalo de 135/85 e 140/90. Segundo o especialista, “este grupo tem uma maior probabilidade de, nos anos seguintes, evoluir para uma situação de verdadeira HTA”. Recomenda-se, por isso, especial atenção para a modificação do estilo de vida e uma medição mais frequente da pressão arterial;-
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-Pressão arterial alta: valores acima dos 140/90. Dentro deste grupo, a HTA pode classificar-se como ligeira ou grave; nas palavras de José Nazaré, este grupo “necessita de instituição de terapêutica com fármacos”. Fonte: Jornal do Centro de Saúde

PJ investiga venda ilegal de anfetaminas

Na segunda-feira foi preso em Lisboa um "correio" com 110 mil cápsulas,
a maior quantidade apreendida de uma só vez em Portugal
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Uma parte significatiava das clínicas de emagrecimento e lojas de venda de produtos naturais e dietéticos de todo o Algarve, são suspeitos de serem utilizados como locais de venda de anfetaminas. Este tipo de droga, utilizada normalmente para melhorar os desempenhos físicos, chega a Portugal por via aérea, quase sempre proveniente do Brasil, e depois de embalada e vendida a preços que possibilitam margfens de lucro de quase 80 por cento - um negócio que rende quase tanto como o da cocaína.
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A Polícia Judiciária (PJ), por intermédio da Direcção Central de Investigação ao Tráfico de Estupefacientes (DCITE), está a investigar dezenas de estabelecimentos suspeitos, depois de na segunda-feira, no Aeroporto da Portela, em Lisboa, ter detido, numa acção preventiva de rotina, uma mulher de 57 anos, residente em Lagos, que transportava em duas malas, 110.500 cápsulas de anfetaminas.
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As cápsulas não possuíam qualquer tipo de etiquetagem nem outros elementos relativos à sua composição, sendo convicção da PJ que se trata de um produto fabricado num laboratório clandestino. O Brasil, de acordo com alguns investigadores da DCITE, é um dos maiores produtores mundiais de anfetaminas.
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Os inspectores da PJ já apuraram que a mulher que detiveram na Portela, numa operação a que chamaram Manter a Linha, não será mais do que um "correio" utilizado para o transporte da droga. Admitem que os empresários ligados a ginásios e estabelecimentos de produtos naturais possam ser os líderes de uma ou mais redes a actuar em Portugal, país onde o culto do físico associado a medicamentação perigosa e proibida tem vindo a aumentar.
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A sofisticação das redes portuguesas não é menosprezada pela PJ, que lhes reconhece grande capacidade de distribuição (admitem-se eventuais ligações a Espanha) e logística que, entre outros, lhes possibilita fazer a etiquetagem e embalagem do produto, como se o mesmo já viesse originalmente nessas condições.
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A progressão deste tipo de crime a nível nacional está demonstrada estatísticamente pela própria PJ, a qual enfatiza, nos seus relatórios anuais, os números relativos às apreensões de cápsulas ou comprimidos de anfetaminas. Enquanto em 2005 e 2006 as apreensões não ultrapassaram a centena de unidades, no primeiro semestre do ano passado este número disparou, com um total de 33.870 comprimidos apreendidos. (Público)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

NOVA TÉCNICA PARA TRATAR INFERTILIDADE

CIÊNCIA: ESPERMA INJECTADO NOS ÓVULOS
São muitos os casais que mantêm vivo o sonho de ser pais, mesmo quando o corpo diz não ao desejo de ter um filho. Viram-se para a medicina, que procura respostas através de técnicas capazes de corrigir o que está menos bem com a natureza humana. Foi com esse objectivo que um grupo de cientistas chineses e da Universidade de Bona, na Alemanha, realizou um estudo em 124 mulheres, capaz de vir a dar esperança a casais que esgotaram todas as alternativas para engravidar.
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Quando tudo o resto parece falhar, para muitos a injecção intracitoplasmática de espermatozóides é a última possibilidade. Apesar disso, apenas um em cada três casais que recorrem ao método consegue alcançar o objectivo. No trabalho realizado na Alemanha os especialistas foram capazes de duplicar a taxa de sucesso.
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“O método é recomendado quando o homem produz poucos espermatozóides”, revela Markus Montag, um dos autores do trabalho. O que os médicos fazem é extrair do tecido testicular espermatozóides funcionais, posteriormente injectados nos óvulos, com o trabalho do homem a terminar quando começa o da mulher, submetida a um tratamento hormonal para que se dê a maturação de óvulos no ovário.
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“Injectamos o esperma em cada um dos óvulos”, explica o médico. “Depois são necessárias mais de 26 horas para se formar um embrião.” O passo seguinte é escolher qual o óvulo fertilizado que será implantado no útero.
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Para seleccionar os dois candidatos “é feita uma observação da membrana do óvulo ao microscópio, através da qual se consegue ver um anel alaranjado. Quanto mais forte e uniforme for o seu brilho maior a probabilidade de concepção”. E por meio de um software desenvolvido por Montag e pelos colegas tornou-se possível analisar as imagens obtidas através do microscópio e determinar quais as células mais e menos adequadas.
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Para Isabel Torgal, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, “a principal dificuldade consiste na escolha do melhor espermatozóide e não do melhor óvulo”, explica ao CM. Apesar de, acrescenta, “nos últimos anos terem aparecido vários programas informáticos que se dizem muito inovadores, a verdade é que na prática clínica não se tem observado efeitos positivos significativos”. Por isso, afirma, o melhor mesmo é “esperar para ver”.
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No caso de os resultados do estudo se confirmarem, a novidade é vantajosa, “pois com a tendência para se transferir menos embriões em cada ciclo de tratamento (para evitar a gravidez múltipla) tudo o que ajude a identificar os embriões com maior probabilidade de se serem implantados poderá ser altamente positivo”.
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À ESPERA DE FINANCIAMENTO
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Foi esperada durante muito tempo, mas a sua chegada, ainda que inicialmente saudada, não convenceu todos os que durante anos ansiaram por uma lei capaz de regulamentar a procriação medicamente assistida, que se desenvolveu e estende pelo País durante anos sem qualquer tipo de orientação. Depois de discutida, aprovada na Assembleia da República e promulgada pelo Presidente da República, foi há dias publicado o decreto que regula as técnicas de procriação medicamente assistida. E esclarece que “os centros públicos autorizados são financiados através de contratualização com a Administração Central do Sistema de Saúde”, enquanto “o Ministério da Saúde pode acordar com os centros privados autorizados o financiamento da utilização de técnicas”.
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VINTE POR CENTO DA POPULAÇÃO NÃO CONSEGUE TER FILHOS
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Foi no final da década de setenta que a ciência renovou a esperança dos casais inférteis espalhados pelo Mundo. O nascimento do primeiro bebé proveta da história, a britânica Louise Brown, foi um marco na luta contra a infertilidade. Desde então milhares de bebés nasceram através da mesma técnica, que se refinou e evoluiu, que se espalhou pelo Mundo e ajudou a realizar muitos sonhos. Como estas, surgiram outras técnicas de procriação medicamente assistida, desenvolveram-se novos métodos, diferentes tecnologias, mas para muitos casais a vontade de ter um filho permanece adiada. Diz a medicina que a infertilidade existe quando, após um ano de tentativas sem recurso a métodos contraceptivos, a cegonha continua por chegar. E dizem as estatísticas que 15% a 20% da população em idade reprodutiva integra a lista dos que se vêem por várias razões impossibilitados de conceber. Homens e mulheres partilham uma taxa de infertilidade semelhante, com 80% dos casos de incapacidade para ter um filho a resultarem de problemas de ambos os elementos do casal. Hoje, diz quem sabe, é cada vez mais difícil ter um filho. Os hábitos sedentários, o consumo de álcool, o tabaco, a correria do dia-a-dia, a poluição, o sucessivo adiar da maternidade são factores que ajudam a explicar por que para alguns concretizar o desejo de procriar é quase impossível.
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MÉTODOS QUE AJUDAM A ENGRAVIDAR
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A medicina já tem à sua disposição formas de ultrapassar muitos dos problemas que impedem os casais de ter um filho. A eles chamam-lhe técnicas de procriação medicamente assistida.
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ESTIMULAÇÃO DOS OVÁRIOS
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Quando o problema tem a ver com a ovulação e não há problemas masculinos, o tratamento hormonal pode ser a solução. Com recurso a medicamentos, pretende-se estimular os ovários.
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INSEMINAÇÃO INTRA-UTERINA
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Quando um casal não consegue ter um filho e a mulher tem trompas saudáveis, este tratamento, que consiste em colocar espermatozóides no interior da cavidade uterina, usando para isso um cateter, pode ser a solução. É usado nos casos em que há problemas de ejaculação, alterações do esperma, entre outros.
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FECUNDAÇÃO IN VITRO
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Uma das técnicas mais conhecidas, aqui os ovócitos são recolhidos a partir dos ovários, fecundados com espermatozóides em laboratório e os embriões que daqui resultam são transferidos para o útero. É usado quando há casos de infertilidade inexplicados ou ainda se ocorre obstrução ou ausência de trompas.
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INJECÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZÓIDES
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Desenvolvida por cientistas europeus, esta técnica, em que é microinjectado um único espermatozóide no ovócito, originando um embrião, obteve grande sucesso. É realizada nos casos em que o homem tem número reduzido de espermatozóides, quando todas as outras técnicas falharam, como por exemplo, em doentes com cancro, que congelaram esperma. (Correio da Manhã)

Telemóveis inofensivos

Telemóveis não provocam cancro no cérebro
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Estudo efectuado no Japão sugere que o uso do telemóvel não aumenta o risco de contrair tumores no cérebroA pesquisa foi a primeira a observar os efeitos dos níveis de radiação em diferentes partes do cérebro.
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A universidade médica para mulheres em Tóquio não encontrou quaisquer sinais que contribuíssem para aumento do risco dos três principais tipos de cancro do cérebro entre os utilizadores de telemóveis.
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O estudo comparou 322 pacientes com cancro do cérebro e 683 pessoas consideradas saudáveis, sendo que os investigadores classificaram os pacientes consoante o tempo que tinham vindo a utilizar o telemóvel, bem como o número de horas que o utilizam diariamente.
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Analisaram ainda os níveis de radiação emitidos pelos diversos tipos de telemóveis, colocando-os em um de entre quatro categorias, consoante o nível de radiação.
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"Recorrendo a novas técnicas descobrimos que não existe qualquer associação entre a utilização do telemóvel e o cancro do cérebro", afirmou Naohito Yamaguchi, investigador responsável pela pesquisa.
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Investigações conduzidas previamente haviam sugerido que estes resultados são contraditórios. No entanto, a maioria dos estudos efectuados sobre os efeitos do telemóvel não provaram que aumentava o risco de cancro."
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Até agora, nenhum estudo demonstrou quaisquer provas que o uso do telemóvel fosse prejudicial, mas não podemos estar completamente seguros relativamente aos seus efeitos a longo prazo", afirmou Lesley Walker, da Cancer Research UK. (Farmácia)