terça-feira, 15 de abril de 2008

Riscos na compra de medicamentos pela Net

A Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) alertou esta terça-feira para os riscos de comprar ilegalmente através da Internet medicamentos, depois de ter observado que houve um crescimento “claro” da aquisição ilegal de fármacos para a oncologia, cardiologia e doenças do sistema nervoso central.
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Vasco Maria, presidente da Infarmed, fez o alerta hoje durante uma conferência de imprensa, onde apresentou os mecanismos de dispensa de medicamentos pela Internet, que arranca em breve.
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Segundo o responsável, a compra de medicamentos pela Internet em sites ilegais acarreta vários riscos, entre os quais a ausência da substância activa, a sua presença numa quantidade inadequada, ou ainda a possibilidade dos fármacos estarem toxicamente contaminados.
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Vasco Maria explicou ainda que esta forma de compra de medicamentos já não é nova entre os portugueses, sendo que, inicialmente, a procura incidia fundamentalmente em medicamentos contra a obesidade e a disfunção eréctil. A Infarmed identificou agora um “desvio claro” para as áreas da oncologia, cardiologia e as doenças do sistema nervoso central, indicou o responsável, acrescentando que esta aquisição ilegal de medicamentos em áreas tão complexas já tem um “impacto muito significativo”.
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Porém, Vasco Maria assegurou que em Portugal existe um controlo de medicamentos que tem impedido a existência de fármacos contrafeitos no sistema de distribuição legal.
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Por seu lado, as autoridades reconhecem que estes sites existem, mas ninguém tem conhecimento onde, à semelhança de acontece no outros países. (Correio da Manhã)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

NUTRIÇÃO ARTIFICIAL NO AMBULATÓRIO

Programa nacional permitiria reduzir custos e melhorar qualidade de vida
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Porto, 14 Abr (Lusa) - Portugal é o único país da União Europeia que não dispõe de um programa de nutrição [artificial] no ambulatório, um projecto que permitiria reduzir os custos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), defendeu hoje, no Porto, o especialista Paulo Martins.
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Este médico do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital da Universidade de Coimbra (HUC), afirmou à Lusa que inúmeros doentes que precisam de suporte nutricional artificial ficam muitas vezes internados nos hospitais, consumindo recursos e ocupando vagas.
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"Os doentes que necessitam deste tipo de tratamento sofrem de patologias que condicionam perturbações da deglutição, digestão e/ou absorção de nutrientes", disse.
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O especialista, que falava no Porto no âmbito do X Congresso anual da Sociedade Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica (APNEP), adiantou ainda que os doentes que dependem deste tipo de nutrição podem até ter alta, "mas a breve prazo regressam ao hospital por uma complicação, em regra infecciosa, condicionada pela malnutrição".
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"É necessário mudar este cenário", defendeu Paulo Martins, acrescentando que a criação de um programa nacional de nutrição no ambulatório permitiria melhorar a qualidade de vida dos doentes ao mesmo tempo que libertava recursos e se reduzia o custo global para o SNS.
Segundo frisou, "a nutrição entérica é fundamental para a redução de complicações enquanto a nutrição parentérica é essencial para a vida".
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Questionado pela Lusa sobre quantos doentes em Portugal precisam de nutrição [artificial] no ambulatório, Paulo Martins adiantou que não há um levantamento desse número.
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"Perspectivam-se entre um e 100 por milhão de habitantes para nutrição parentérica" e "dois mil a quatro mil doentes por cada milhão de habitantes para a nutrição entérica", revelou.
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Paulo Martins defendeu que o Estado deve comparticipar este tipo de nutrição, que deve estar disponível nas farmácias, em vez de apenas ser administrada nos hospitais.
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O médico referiu que, por exemplo, a administração do Hospital de Faro, "consciente de que este é um problema", contratou uma empresa farmacêutica para distribuir diariamente, porta-a-porta, este tipo de nutrição aos seus doentes.
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O médico lembrou que, desde 2001, a APNEP, em colaboração com a Associação Nacional da Industria Dietética (ANID), tem participado na discussão de um plano nacional de nutrição no ambulatório, mas que nada foi concretizado até agora.
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Acrescentou que o projecto encontra-se "na gaveta" da secretaria de Estado da Saúde.
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"Pensámos que este projecto de nutrição no ambulatório seria contemplado no programa de cuidados continuados, implementado pelo governo, mas nada aconteceu", concluiu. (RTP)

domingo, 13 de abril de 2008

Faro na rota do "Saúde em Movimento"


Unidade Móvel esclarece sobre diabetes, hipertensão e disfunção eréctil
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Depois de Lisboa, Faro é nos dias 19 e 20 de Abril, a cidade anfitriã do “Saúde em Movimento”. Uma Unidade Móvel de Apoio e Aconselhamento vai estar entre as 09:00 e as 19:00 horas, junto à Marina, no Jardim Manuel Bívar.
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A iniciativa de sensibilização, promovida pela Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA), tem em vista elucidar a população sobre a diabetes, a hipertensão, a disfunção eréctil e as suas causas e quebrar alguns dos tabus que estão associados a esta última.
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Assim, os utentes vão poder medir a pressão arterial e os níveis de glicemia, através do atendimento personalizado, anónimo e confidencial, efectuado por psicólogos e no gabinete de enfermagem.
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A iniciativa é agora alargada à Europa. De 5 de Maio a 15 de Junho, a Unidade Móvel Saúde em Movimento e a equipa de profissionais vão continuar a informar e aconselhar em cidades como Copenhaga, Estocolmo, Praga, Bratislava, Berlim, Munique ou Amesterdão.
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“É com grande satisfação que alargamos esta iniciativa ao resto da Europa. Iniciativas como esta são fundamentais para alertar e sensibilizar as pessoas para patologias tão presentes na nossa sociedade como a Diabetes, a Hipertensão e a Disfunção Eréctil. É imperativo que se informem e estejam conscientes das possibilidades de tratamento” refere o presidente da SPA, Lafuente de Carvalho. (Região Sul)

sábado, 12 de abril de 2008

Saúde: PCP exige medidas para combater falta de médicos no Baixo Alentejo

Saúde: PCP exige medidas para combater falta de médicos no Baixo Alentejo
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A Direcção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP exigiu hoje que o Ministério da Saúde, através do Centro Hospitalar do Baixo Alentejo (CHBA), adopte "medidas urgentes" para combater a falta de médicos na região.
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A posição dos comunistas, expressa em comunicado enviado à agência Lusa, surge dois dias após o CHBA ter reconhecido que a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), afecta ao hospital de Beja, esteve inoperacional, em alguns períodos, entre 31 de Março e 08 de Abril, devido à falta de médicos.
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Em declarações à Lusa, Rui Sousa Santos, presidente do conselho de administração do CHBA, que gere o hospital de Beja, justificou a situação com "dificuldades em garantir médicos para completar a tripulação da VMER".
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A inoperacionalidade da VMER verificou-se também durante a operação de socorro a um casal de idosos, vítima de um incêndio ocorrido esta semana, em Beja, e que foi transportado em duas ambulâncias, uma dos bombeiros e outra do INEM, para o hospital da cidade, onde acabaram por morrer.
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Para a DORBE, situações como estas "são consequência da vergonhosa política governamental, que encara a saúde como um negócio e não como um direito consignado na Constituição da República". (RTP)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Cardiologista sanjoanense lidera investigação inovadora

Cientistas descobrem solução para a doença do aperto da válvula aórtica. Investigação doutorou médico sanjoanense.
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Os milhares de idosos que sofrem da doença do aperto da válvula aórtica vêem agora a sua vida facilitada, graças à descoberta da equipa de cientistas liderada pelo sanjoanense Luís Moura. A investigação coordenada pelo sanjoanense foi apresentada recentemente nos Estados Unidos da América, no âmbito do Congresso do Colégio Americano de Cardiologia, sendo a única portuguesa com direito a comunicação oral.
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A solução encontrada pelos portugueses passa pela descoberta da medicação certa para desentupir a válvula, permitindo o melhor funcionamento do coração e prolongando a vida dos doentes. O estudo dos cientistas foi desenvolvido com base na observação de doentes internados no Hospital de São João, Porto, e no Pedro Hispano, Matosinhos.
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A presença em Chicago representa “um importante reconhecimento da comunidade científica, pois o grande número de participantes e de novidades em debate obriga a uma complicada gestão do tempo”, afirmou Francisco Rocha Gonçalves, um dos supervisores do projecto, em declarações ao jornal “24 Horas” do passado dia 1 de Abril.
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O Congresso do Colégio Americano de Cardiologia é um dos maiores eventos mundiais da especialidade, reunindo mais de 20 mil cardiologistas de todo o mundo.
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Luís Moura tem 42 anos e é cardiologista no Hospital Pedro Hispano e professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. A investigação apresentada nos Estados Unidos foi coordenada no âmbito do seu doutoramento. (Labor)

Saúde 24 evitou mais de cem mil idas às urgências

Saúde 24 evitou mais de cem mil idas às urgências
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*Em onze meses de funcionamento, a Linha Saúde 24 terá conseguido evitar mais de 106 mil idas desnecessárias a uma urgência hospitalar. Anunciado, ontem, em jeito de balanço, este número é considerado satisfatório pelo director-geral da Saúde, Francisco George, mas ainda insuficiente. Uma opinião que encaixa na que tem sido veiculada pela ministra da Saúde sempre que é confrontada com a reforma das urgências a linha inaugurada a 25 de Abril de 2007 para ajudar as pessoas a gerir os seus problemas de saúde "não é suficientemente utilizada".
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E a prová-lo estão as estatísticas 40% das chamadas recebidas são provenientes do distrito de Lisboa. Setúbal é responsável por 15% dos telefonemas, enquanto Porto, Leiria, Faro, Braga, Coimbra e Aveiro estão abaixo dos 10%. No interior, a procura é quase inexistente. Ramiro Martins, responsável da empresa privada que gere a linha em parceria público-privada com a Direcção-Geral da Saúde (DGS), explica essa tendência pela facilidade com que a imprensa - e portanto a divulgação - chegam às populações das grandes cidades. A aposta no crescimento no interior passará por campanhas publicitárias, segundo os responsáveis.
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Quanto às urgências evitadas, trata-se do saldo entre os utentes que no início do contacto tencionavam deslocar-se a uma urgência e acabaram por não ir e aqueles que não pensavam ir e foram - por agravamento dos sintomas durante a conversa ou por desconhecerem a gravidade do caso - por ser encaminhados para lá pelos técnicos.
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Insatisfeitas, as autoridades de saúde querem transformar o atendimento da linha numa "verdadeira pré-triagem". O objectivo, insistiu Ramiro Martins, não é o de diminuir o acesso às urgências, mas de qualificar essas deslocações.
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"As capacidades deste serviço não estão esgotadas. É possível explorar ainda mais a linha", sublinhou, por seu lado, Francisco George, estando em negociação com o Ministério da Saúde novas "mais valias". Actualmente, quem se dirige a um centro de saúde e é referenciado para a urgência hospitalar tem prioridade no atendimento, excepto sobre casos mais urgentes. A ideia - que dependerá de decisão ministerial - é que o contacto prévio para a linha também seja entendido pelos profissionais de saúde como uma mais valia.
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Até porque, diz Ramiro Martins, "quem passa pela Saúde 24 tem, a garantia de que a sua situação está bem encaminhada" e "alguém que chegue a uma urgência tendo sido aconselhado e pré-triado [pela Saúde 24] é uma garantia de que vai com a prescrição adequada". Ligar é um acto de "bom senso" que garante "segurança" ao utente.
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À beira de completar um ano de funcionamento, as entidades apostam assim na divulgação e na necessidade de qualificação da triagem uma vez que, pelo menos para já, o "atendimento é rigorosamente o mesmo", acabou por admitir Ramiro Martins. Os responsáveis da Saúde 24 estão por isso a negociar novos serviços, um dos quais arrancou ontem, dirigido a problemas com alergias (ver texto em baixo). (Jornal de Notícias)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

ADDB - Associação dos Doentes com Disfunção da Bexiga

A partir de agora, todos os doentes que sofrem de incontinência urinária e de cistite intersticial (CI) podem obter ajuda técnica e científica na Associação dos Doentes com Disfunção da Bexiga (ADDB).
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Trata-se de uma nova instituição, que foi anunciada na semana em que se assinalou o Dia da Incontinência Urinária.
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As principais finalidades da Associação são informar sobre os sintomas inerentes à CI e à IU; divulgar as alternativas existentes para tratamento da IU; alertar para a adopção de medidas que poderão ter impacto na eficácia dos tratamentos, na melhoria de sintomas e, consequentemente, na qualidade de vida dos pacientes; incentivar um maior intercâmbio entre as instituições de saúde, e entre estas e os pacientes; facilitar a partilha de experiências de vida entre os membros associados.
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A Drª Lígia Almeida, impulsionadora e presidente da ADDB, explicou: "Ao longo dos últimos tempos, verificámos que existe uma grande necessidade de consciencializar e educar as pessoas para estas patologias. Hoje em dia, muitos doentes sentem constrangimento e vergonha em procurar ajuda médica".
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Sendo assim, "não podemos cruzar os braços perante a IU. É fundamental alertar as entidades governamentais para os problemas da disfunção da bexiga, nomeadamente, para incontinência urinária".
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Por fim, Lígia Almeida referiu que "os médicos de Clínica Geral desempenham um papel fundamental no diagnóstico e seguimento dos doentes que sofrem de incontinência urinária". (Saúde Pública - Expresso)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

OSTEOARTROSE pode afectar qualquer articulação

A osteoartrose é uma doença degenerativa das articulações que afecta principalmente a cartilagem articular e o osso subjacente..
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Segundo o Dr. Rui André Santos, presidente eleito da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), "a cartilagem desgasta-se e o osso desenvolve-se, acabando por se transformar numa estrutura que deixa de cumprir a sua principal função, ou seja, permitir e facilitar o movimento com o mínimo atrito".
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"Qualquer articulação pode ser afectada por este problema . No entanto, as mais atingidas são os joelhos, as mãos, as ancas, os pés e a coluna vertebral, em particular as regiões cervical e lombar".
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Quais são as principais causas da osteoartrose? Rui André Santos responde que "a doença pode aparecer devido a duas situações específicas: ou porque uma determinada articulação é submetida a um esforço anormal ou porque a articulação usada apresenta uma forma ou materiais deficientes, como é o caso de uma escoliose e/ou desvios axiais dos membros".
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Os sistemas da osteoartrose são a dor, a rigidez e a diminuição da mobilidade articular. "Estes sintomas provocam dificuldade na utilização da articulação, com disfunção e incapacidade".
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Actualmente, existem três grandes áreas para o tratamento da osteoartrose. "O tratamento não farmacológico assenta na fisioterapia (calor, frio e água) e na cinesioterapia (exercícios e movimentos). Por sua vez, o tratamento cirúrgico registou enormes avanços com a substituição das articulações doentes por próteses. Dentro do tratamento médico, deve-se separar os fármacos com acção sobre os sintomas daqueles que actuam na estrutura da articulação doente atrasando a progressão".
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Em relação a novidades terapêuticas, o especialista salienta que, "neste momento, existem novos dados referentes a analgésicos e a combinações de analgésicos, em anti-inflamatórios mais seguros do ponto de vista digestivo, nas infiltrações intra-articulares de derivados do ácido hialurónico e em novos modificadores da estrutura da doença. Na minha opinião, compreendem-se cada vez melhor as razões dos resultados positivos de modalidades terapêuticas antigas", informa, acrescentando:
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"Ainda não existem provas claras da eficácia da glucosamina, em geral, na doença. As novas informações estão relacionadas com o sulfato de glucosamina que, na sua fórmula original, tem vindo a demonstrar de uma forma consistente resultados positivos sobre os sintomas e até um atraso na progressão da doença, com uma tolerabilidade excelente. Não existem, por enquanto, trabalhos científicos que confirmem o seu papel na prevenção, mas sabe-se que será tão mais eficaz conforme a precocidade do início do tratamento".
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Rui André Santos aproveita a oportunidade para frisar que "existem várias profissões de risco que podem levar ao aparecimento de osteoartrose ou artrose. Falo, por exemplo, dos agricultores e dos mecânicos que trabalham com máquinas pesadas".
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O desporto recreativo, em geral, não danifica as articulações saudáveis, mas antes da prática de exercício "é essencial realizar uma avaliação médica prévia para detectar possíveis anomalias articulares. De seguida, deve-se partir para uma prescrição adequada de exercício e repouso de forma equilibrada. Contudo, não é completamente descabido o uso de certos suplementos nos grupos mais exigentes, desde que esteja salvaguardada a segurança do tratamento". (Saúde Pública - Expresso)

OSTEOPOROSE : uma doença silenciosa

A osteoporose é uma doença metabólica que atinge especialmente mulheres após a menopausa.
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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1/3 das mulheres brancas, com mais de 65 anos, são portadoras de osteoporose. No entanto, estima-se que um homem branco com 60 anos tem tem 25% de hipóteses de contrair uma fractura osteoporótica.
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Segundo a Drª Viviana Tavares, reumatologista, "calculamos que, em Portugal, cerca de 600 mil pessoas sofrem de osteoporose. Estima-se que, todos os anos, ocorrem 40 mil fracturas".
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Geralmente, a osteoporose é pouco sintomática. Em determinados casos manifesta-se através de uma fractura. Hoje em dia, os especialistas consideram-na como uma "doença silenciosa".
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O diagnóstica da osteoporose "pode ser suspeitado através de uma avaliação da história clínica e de um exame físico. De forma concreta, podemos recorrer à densitometria óssea para determinar a extensão da perda de osso e também para verificar a eficácia da prevenção e/ou tratamento".
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No entanto, "mais importante do que medir a massa óssea é avaliar o risco fracturário do doente", explica Viviana Tavares, sublinhando:
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"Hoje em dia, a realização de uma densitometria óssea não é suficiente para se poder chegar a um diagnóstico preciso do risco. Os médicos devem ter em conta uma série de factores de risco clínicos que são independentes da massa óssea, mas que, de forma geral, aumentam o risco fracturário do doente".
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Os factores de risco são o "tabagismo, alcoolismo, vida sedentária e índice de massa corporal baixo", bem como a história familiar de osteoporose, menopausa precoce e o envelhecimento".
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Viviana Tavares termina dizendo que "quando um doente tem mais de 65 anos e uma densitometria que indica a existência de osteoporose deve ser ponderado o tratamento".
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Se for uma pessoa que já tenha sofrido uma fractura prévia, ou com história familiar de fractura, ou fumadora, ou que esteja a fazer medicação com corticóides, ou que tenha doenças que provoquem osteoporose secundária, também deve fazer terapêutica. Estes são alguins dos critérios que devem levar um médico a iniciar terapêutica". (Saúde Pública - Expresso)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

1230 medicamentos de marca mais baratos




1.230 medicamentos de marca mais baratos

---------------------------------------------------Photo Credis: Trommetter



Paralelamente à descida de preço de 1.800 genéricos, a ministra da Saúde, Ana Jorge, anunciou também a redução em cerca de 1.230 medicamentos de marca. Segundo a governante, a descida está definida, porém, os novos preços só serão sentidos após o escoamento do stock existente nas farmácias.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) explicou que os medicamentos cujos preços vão baixar “são os não genéricos que têm um preço superior à média praticada pelos quatro países que Portugal usa como referência (Espanha, França, Itália e Grécia)”, concretizando que “a redução média do preço destes medicamentos será de 8%.”

Ressalvando que a baixa dos preços aplica-se aos fármacos de marca não abrangidos nos Grupo Homogéneos (GH) do Sistema de Preços de Referência, o Infamerd esclareceu que “cada Grupo Homogéneo é constituído pelo conjunto de medicamentos com a mesma composição qualitativa e quantitativa em substâncias activas, forma farmacêutica, dosagem e via de administração, no qual se inclua pelo menos um medicamento genérico existente no mercado.”

Em vigor desde Março de 2003, o Sistema de Preços de Referência (SPR) aplica-se aos medicamentos comparticipados incluídos em grupos de medicamentos com a mesma composição qualitativa e quantitativa em substâncias activas.

De acordo com a Autoridade Nacional do Medicamento, o escoamento de um produto pode demorar "no máximo dois meses". O Infarmed estima que a redução dos preços nos medicamentos de marca possa “permitir uma poupança anual de 10,5 milhões de euros para os utentes e 20 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).”

Em declarações à Lusa, a ministra da Saúde adiantou que dos 1.230 medicamentos de marca que baixaram de preço, "400 são de venda nas farmácias da comunidade e os outros de uso hospitalar", considerando que a medida constitui "um grande benefício para os cidadãos."Raquel Garcez Pacheco (Farmácia)

Rede de vigilância de mosquitos


Rede de vigilância de mosquitos pronta para começar
Programa visa detectar vírus com impacto na saúde pública
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O director-geral da Saúde anunciou hoje que as equipas da rede de vigilância de mosquitos em Portugal estão prontas para começar a funcionar. O programa visa detectar os vírus que representam ameaças à população, como é o caso da malária e o dengue.
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"Foi decidido criar um sistema de detecção e acompanhamento da população de vectores [mosquitos que transmitem doenças] para saber se representam ameaças à população portuguesa. É possível limitarmos localmente, resolvermos o problema na fonte e impedirmos a sua propagação", declarou Francisco George na cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Saúde, que este ano é dedicado às alterações climáticas.
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A rede de vigilância estará em todo o território nacional e funcionará pelo menos durante um ano com a colaboração das administrações regionais de saúde responsáveis pela colheita de mosquitos, que serão depois analisados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).
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A especialista do INSA Sofia Núncio explicou numa entrevista anterior à Lusa que foi dada formação aos profissionais das administrações regionais de saúde, e que serão também fornecidas as armadilhas, equipamentos próprios para capturar os insectos.
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A incidência de doenças infecciosas como a gripe das aves, dengue, malária, doença de Lyme ou Creutzfeldt-Jakob aumentou nas últimas décadas ou ameaça aumentar, e começam, por isso, a merecer uma atenção especial por parte de investigadores e autoridades europeia.
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A malária tem uma incidência anual de cerca de 120 milhões de casos clínicos e, segundo a Organização Mundial de Saúde, mata a cada 30 segundos uma criança, sobretudo em África.
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Na Região Autónoma da Madeira houve há dois anos o ressurgimento de um mosquito que transmite a febre amarela e o dengue, mas não há até ao momento casos clínicos de infecções, segundo explicou outra investigadora do INSA, Maria João Alves.
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No ano passado, em Itália, reapareceu um mosquito (aedes albopictus), que foi também detectado na Catalunha, e que é um bom vector também para o dengue, febre amarela e outras doenças emergentes.
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O crescimento demográfico, as alterações climáticas, a imigração e a resistência aos antibióticos são factores referidos pelas investigadoras do INSA como potenciadores destas doenças. (Jornal de Notícias)

domingo, 6 de abril de 2008

Cafeína tomada diariamente protege o cérebro

Cafeína tomada diariamente protege o cérebro

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--------------------Photo Credits: basak

Estudo sugere que o café pode reduzir o risco de demência através do bloqueio de colesterol que danifica o corpo.

A bebida já havia sido associada com a diminuição do risco da doença de Alzheimer, algo que foi explicado por uma equipa de cientistas norte-americanos.
Uma barreira vital entre o cérebro e o principal condutor de sangue do corpo em coelhos alimentados com uma dieta rica em gorduras foi protegida naqueles que foram administrados com um suplemento de cafeína. Segundo peritos britânicos, esta foi a melhor prova dos benefícios do café registada actualmente.

Estudos realizados anteriormente demonstraram que níveis elevados de colesterol no sangue podem diminuir a eficácia dessa "barreira". Os investigadores da doença de Alzheimer sugerem que este aspecto torna o cérebro mais vulnerável a danos que podem contribuir para a doença.

A University of North Dakota utilizou o equivalente a apenas uma chávena de café por dia nas suas experiências em coelhos. Após o período de 12 semanas de uma dieta rica em colesterol, os investigadores notaram que a "barreira" encontrava-se bem mais intacta naqueles que receberam o suplemento de cafeína.

"A cafeína parece bloquear diversos efeitos do colesterol", afirmou o médico Jonathan Geiger, líder da pesquisa.

"É uma substância segura e fácil de arranjar como medicamento, e as suas propriedades observadas nesta pesquisa revelam que pode ter um papel importante em terapias contra distúrbios neurológicos", afirmou o investigador. (Farmácia)

Nenhum suplemento para emagrecer resulta, revelam estudos científicos


Não há garantias de que o conteúdo dos suplementos para emagrecer corresponde ao descrito nos rótulos

Produtos não têm controlo e comportam riscos
Nenhum suplemento para emagrecer resulta, revelam estudos cientificos
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Todos os estudos científicos realizados a suplementos alimentares para emagrecer são unânimes: nenhum resulta. No entanto, todos os meses surge um novo no mercado. Sem qualquer controlo, estes produtos comportam sérios riscos para quem os toma.
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O alerta foi lançado pelo secretário-geral da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), Pedro Teixeira, que garante não existir “nenhum suplemento no mercado para ajudar a emagrecer que seja útil, eficaz e seguro”.
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“Já foram realizados vários estudos científicos e até agora comprovou-se que nenhum resulta”, disse à Lusa Pedro Teixeira, salientando que não existe qualquer fiscalização sobre estes produtos, pelo que não há garantias de que o conteúdo dos frascos corresponde ao descrito nos rótulos.
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Todos os meses surge no mercado um novo suplemento que é anunciado como sendo a fórmula mágica para perder os quilos indesejados. De venda livre, os suplementos “seduzem quem desespera por perder peso”, lembra Carlos Oliveira, responsável da Associação de Doentes Obesos ou Ex-Obesos em Portugal (ADEXO).
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“Dizem que servem para perder peso, mas é pura ficção. Servem apenas para tirar dinheiro às pessoas e até podem ter o efeito inverso, ou seja, fazer pior”, alerta Carlos Oliveira, lembrando que quase sempre são tomados sem acompanhamento de um especialista, podendo levar a situações de sobredosagem.
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O consumo excessivo de suplementos pode provocar intoxicações. O secretário-geral da SPEO sublinha que o risco de abuso é real até porque “as pessoas pensam que se um bocadinho faz bem, um bocadinho mais faz ainda melhor”.
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E quem controla o que está dentro da embalagem? “Ninguém”, avisa Pedro Teixeira. “Nenhuma entidade avalia a composição química destes suplementos nem verifica se o que está lá dentro corresponde ao que está na rotulagem”.
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Por isso, a recomendação do responsável da SPEO é que as pessoas com excesso de peso ou obesas recorram sempre a um profissional de saúde que pode avaliar a eficácia e segurança dos suplementos e até apresentar dietas alternativas.
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A venda do suplemento alimentar Depuralina foi terça-feira suspensa, na sequência da notificação de três casos de reacções adversas graves, que podem estar associadas ao consumo do produto.
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Num comunicado conjunto da Direcção-Geral da Saúde, Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e Infarmed, foi oficialmente divulgada a suspensão imediata da venda do suplemento alimentar devido a “fortes suspeitas de associação causal entre a utilização” do produto e o aparecimento de episódios tóxicos graves.
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De acordo com um relatório recente da Worldwatch Institute, existem mais de 300 milhões de pessoas obesas em todo o mundo. Em Portugal, 34,4 por cento das mulheres têm excesso de peso e 13,4 por cento são obesas, de acordo com um estudo publicado em Dezembro do ano passado sobre a prevalência da obesidade entre 2003 e 2005. No caso dos homens, o estudo português revela que o excesso de peso abrange 45,2 por cento da população masculina, sendo que 15 por cento dos homens portugueses são obesos. (Público)
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Portugueses compram por ano 850 mil embalagens de suplementos para emagrecer

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Diabéticos perdem apoio na compra das tiras-teste

Diabéticos perdem apoio na compra das tiras-teste
Os diabéticos que estão integrados em subsistemas de saúde, como a ADSE, não estão a beneficiar, desde dia 1 de Abril, da habitual comparticipação de dispositivos essenciais ao controlo da sua doença, como as tiras que medem os valores da glicemia. O novo protocolo assinado entre a tutela, a indústria e as associações de farmácias excluiu os subsistemas, deixando muitas pessoas sem acesso à comparticipação de 85%. Ontem, a situação ficou resolvida com a assinatura de uma portaria.

O ministério pretende que os subsistemas passem a articular-se directamente com as farmácias e não através do Serviço Nacional de Saúde, que era quem adiantava as verbas até agora. No entanto, esta situação ainda não estava regulada, o que levou as farmácias associadas à ANF a pedir aos doentes o valor global das tiras-teste (30 euros, em vez de pouco mais de três).

De acordo com Luís Gardete, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, "há doentes a quem tem sido negada a venda de tiras; outros, têm de pagar a totalidade do valor e houve até um caso em que foi cobrado mais do que devia", refere ao DN, acrescentando que já recebeu inúmeras queixas de doentes.

Desde 2006 que a ANF tem vindo a alertar o ministério para a exclusão dos subsistemas de saúde dos protocolos, segundo vários documentos a que o DN teve acesso. A Associação Nacional das Farmácias frisou que "já mostrou disponibilidade para encontrar uma solução para este problema, mas nunca teve uma resposta do ministério".

Ontem, o problema da falta de regulação foi resolvido e as farmácias vão mesmo passar a ter de se articular com os sistemas de saúde. O director-geral da Saúde, Francisco George, disse ao DN que "houve uma alteração à lei, através de uma portaria assinada" ontem.

O objectivo é uniformizar os pagamentos de comparticipações, para que as tiras sejam pagas como os restantes medicamentos", explica. A medida surgiu após uma recomendação do Tribunal de Contas, que apontava "a falta de controlo destas despesas".

Fonte da ANF disse que ainda não tinha tido conhecimento desta portaria e que, até lá, vai continuar "a não comparticipar estes doentes". Luís Gardete lamenta que esta falta de diálogo esteja a prejudicar doentes de todo o País, que "começam a ter dificuldades em controlar a diabetes e a sentir muita ansiedade". Apesar do despacho, "muitos doentes podem ainda ter de esperar alguns dias para que a situação seja resolvida".

O protocolo de colaboração assinado entre o Ministério de Saúde, associações de farmácias e indústria prevê a redução dos preços dos dispositivos, a garantia do acesso a eles pelos diabéticos e novas regras de facturação. No dia 2, a tutela informava que todos os diabéticos tinham os mesmos benefícios. (Diário de Notícias)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Mulheres hipertensas com maior risco de diabetes

Independentemente de terem ou não peso a mais
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As mulheres hipertensas correm até tres vezes mais riscos de desenvolver um tipo de diabetes, relativamente às mulheres que têm uma tensão sanguínea normal, segundo um estudo divulgado quinta-feira e que a Lusa noticia.
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Este risco é independente do peso a mais que favorece a ocorrência da forma mais comum de diabete (o chamado tipo 2) e é também independente de outros factores que favoreçam doenças cardiovasculares (tabaco, excesso de gordura sanguínea, por exemplo) ou a diabetes (falta de exercício ou antecedentes de diabetes).
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O estudo foi conduzido pelo cardiologista David Cohen, da Harvard Medical School, e abrangeu 38 mil profissionais de saúde, seguidas durante dez anos. No início do estudo, em 1993, nenhuma destas mulheres sofria de diabetes ou de doenças cardiovasculares.
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Cohen afirma que apesar de haver alguns estudos, há pouca informação no que respeita a relação entre hipertensão e desenvolvimento desta forma de diabetes nas mulheres. A obesidade é também um factor de risco independente da diabetes de tipo 2.
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«No entanto, a análise estatística mostra que a relação entre a hipertensão e o surgimento de diabetes de tipo 2 é similar entre as mulheres, quer elas tenham o peso normal, peso a mais, ou sejam obesas», explica Cohen.
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Segundo o estudo, que surge no European Heart Journal, uma revista da sociedade europeia de cardiologia, a associação entre a hipertensão e a diabetes não se pode explicar apenas pelo peso a mais.
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Para os autores do estudo, o risco acrescido de diabetes ligado a uma hipertensão, e à progressão para a hipertensão, oferece uma oportunidade de prevenção precoce, em particular pelo controlo dos níveis de açúcar no sangue, (que aumentam em caso de diabetes).
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A hipertensão favorece ataques cerebrais e as complicações da diabetes podem ser muito graves, desde ataques cardíacos, a amputações, diálise ou transplante de rins. (Portugal Diário)

Novo tratamento para a hipertensão grave

Comprovada eficácia de medicamento que gera menos efeitos secundários
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O tratamento da hipertensão grave poderá mudar, depois de comprovada a eficácia de um medicamento com a vantagem de gerar menos efeitos secundários que o habitualmente usado contra uma doença que só em Portugal afecta cerca de quatro em cada dez pessoas, noticia a agência Lusa.
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Este dado é o principal resultado de um estudo realizado durante quase três anos com mais de 25 mil doentes de alto risco cardiovascular oriundos de 40 países e que foi apresentado esta segunda-feira durante a 57ª edição do Congresso de Cardiologia do American College, que decorre até 2 de Abril na cidade norte-americana de Chicago.
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O director do serviço de Cardiologia do Hospital Amadora-Sintra, um dos participantes portugueses na realização do estudo, explicou à Lusa que este é um trabalho que surge anos depois de um estudo de nome Hope ter revelado a existência de um fármaco de nome Ramipril que «trazia grandes benefícios quando aplicado a doentes de alto risco cardiovascular».
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«Isso foi um grande salto em frente, mas até agora não se sabia se outro fármaco que apareceu mais tarde com menos efeitos secundários tinha os mesmo benefícios ou não e não se sabia se havia vantagem na associação deste outro fármaco ao primeiro», explicou o professor Vítor Gil.
As dúvidas deram então lugar à realização de outro estudo, o Ontarget, que veio agora provar a existência de uma alternativa ao Ramipril, o Telmisartan, com a vantagem de menos efeitos secundários.
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«O estudo mostrou que, e esta é uma informação absolutamente nova, que há de facto equivalência na utilização deste fármaco que é o Telmisartan, e como o Telmisartan é um fármaco com melhor perfil de segurança porque tem menos efeitos secundários, isto é uma vantagem no tratamento dos doentes», defendeu Vítor Gil.
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No que diz respeito à terapêutica, o especialista entende que os doentes intolerantes ao Ramipril têm agora «uma boa alternativa com o mesmo tipo de sucesso clínico, mas com um perfil de segurança ainda melhor».
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Com o Telmisartan, medicamento já usado no tratamento da hipertensão, mas só agora comprovado em estudo, os doentes de alto risco cardiovascular passam a ter a possibilidade de um tratamento que não lhes traga efeitos secundários, sendo a tosse o mais conhecido, de acordo com o especialista Vítor Gil.
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O Ontarget não provou, no entanto, os benefícios esperados na associação entre os dois fármacos. «Pensávamos teoricamente que haveria benefícios nessa associação, como a redução das complicações clínicas, morte ou enfarte do miocárdio, mas sabemos agora que não há benefícios», revelou o director de Cardiologia do Hospital Amadora-Sintra.
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No entanto, como sublinhou Vítor Gil, há ainda a possibilidade da associação dos dois fármacos aumentar a protecção renal, mas esses são estudos que ainda não estão concluídos e que não serão, por isso, conhecidos para já. (Portugal Diário)

Hipertensão "desvalorizada" em Portugal

Afecta 42 por cento mas só 12 por cento tem a doença controlada
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A hipertensão é uma doença que em Portugal está subvalorizada, situação que tem levado a hipertensões não controladas, responsáveis por lesões várias que podem provocar a morte do doente, alertou esta segunda-feira uma especialista portuguesa em Chicago, Estados Unidos, refere a Lusa.
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De acordo com Paula Alcantâra, uma entre muitos especialistas portugueses presentes no 57º Congresso Anual de Cardiologia, a decorrer na cidade norte-americana de Chicago, estado de Illinois, actualmente em Portugal a doença não está mal diagnosticada, está antes «subdiagnosticada» porque está «desvalorizada».
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Prova disso é o facto de a hipertensão afectar cerca de 42 por cento de portugueses, mas só 12 por cento desses ter a doença controlada, segundo os dados do único estudo feito sobre esta doença em Portugal, da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH).
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«Há uma grande preocupação da parte do doente quando tem o primeiro sintoma ou quando tem a primeira complicação devido a um acidente vascular cerebral, mas até lá não há grande preocupação por parte da pessoa e às vezes são anos e anos de hipertensões não controladas que vão fazendo as suas lesões ao longo do tempo e quando vemos um paciente com um acidente do miocárdio ou um acidente vascular cerebral, já está na linha terminal da doença hipertensiva que começou anos antes», alertou a médica do Hospital de Santa Maria e dirigente da SPH.
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A desvalorização da doença hipertensiva traz, por um lado, doentes em quem a hipertensão segue a sua evolução natural e que só procuram um médico quando já é muito tarde e há a lesão terminal do órgão.
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Por outro lado, existem também doentes onde a hipertensão não controlada degenera numa hipertensão acelerada ou maligna e que tem uma alta taxa de mortalidade quando não tratada.
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O Congresso Anual de Cardiologia dos Estados Unidos terminou hoje em Chicago, deixando novas formas de tratar a hipertensão, uma doença que afecta 25 por cento dos europeus e 42 por cento dos portugueses. (Portugal Diário)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Parto por cesariana está a gerar polémica no sector da saúde


A ministra Ana Jorge está preocupada com a disparidade entre os números de cesarianas nos hospitais públicos e nos privados.

A ministra da Saúde não aceita que sejam as grávidas a decidir a forma como dão à luz, numa altura em que se discute a liberdade de escolha entre o parto natural e a cesariana.
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A Associação Portuguesa de Bioética defende que as mulheres devem poder escolher entre uma cesariana e um parto normal, no serviço nacional de saúde, tal como acontece no privado.
A ministra da Saúde, Ana Jorge, está preocupada com a disparidade entre os números de cesarianas nos hospitais públicos e nos privados.

A Associação Portuguesa de Bioética concorda e quer que as mulheres tenham liberdade de escolha no sector público tal como já acontece no privado, mas para quem pode pagar. Equidade e justiça social são as bases de um parecer onde se põe em causa se a cesariana é mais cara que o parto normal.

O parecer foi enviado ao Ministério da Saúde mas, ao que tudo indica, não vai sair do papel. Ministra da saúde e Bastonário da Ordem dos Médicos não querem medicina a pedido.

A ministra promete agir se as auditorias mostrarem práticas abusivas na privada.

A Ordem dos Médicos promete sanções para quem actuar de modo diferente nos dois sistemas.
(RTP)

Diabetes tipo 2

Cientistas descobrem seis novos genes ligados à diabetes tipo 2


Um grupo de dezenas de investigadores de vários centros europeus e americanos descobriu seis novos genes ligados à diabetes tipo 2, a qual costuma ser associada à obesidade e se desenvolve pela insuficiência de produção de insulina por parte do organismo ou quando a insulina produzida não trabalha de maneira adequada.
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De acordo com os especialistas, que publicaram o estudo na revista especializada ‘Nature Genetics’, os genes descobertos podem afectar o número de células no pâncreas que produzem insulina, que controla a glicose no sangue.
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Quando a glicose existe em demasia no sangue pode danificar a visão, os rins e o sistema nervoso, bem como levar a doenças cardíacas ou derrames.
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Os investigadores compararam informações de mais de 70 mil pessoas, tendo detectado seis diferenças genéticas, ou variantes: cada uma das quais aumenta o risco de desenvolver a doença.
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Ainda segundo os cientistas, a nova descoberta eleva para 16 o total de variações genéticas que estão ligadas à diabetes, acreditando que ainda serão descobertas outras.
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Os especialistas esperam que estes últimos resultados podem ajudar a desenvolver novos tratamentos para a doença, embora acreditem que ainda será necessário muito tempo para que se realizem exames de ADN para detectar a doença.
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A Organização Mundial de Saúde estima que mais de 180 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, um número que deverá duplicar até 2030.(Ciência PT)

Venda de "Depuralina" suspensa


DIETÉTICOS
Venda de «Depuralina» suspensa
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A venda de «Depuralina» foi suspensa, esta terça-feira, após uma reunião entre a Direcção-Geral de Saúde, o Infarmed e o Ministério da Agricultura, na sequência de uma «forte suspeição» de o produto estar relacionado com o «aparecimento de doença aguda grave em três situações».
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A venda do suplemento alimentar «Depuralina» foi suspensa, esta terça-feira, na sequência do três pessoas terem adoecido após administrarem o produto.A decisão foi tomada numa reunião, na manhã desta terça-feira, entre a Direcção-Geral de Saúde, a Autoridade Nacional do Medicamento e o Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura.
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Em declarações à TSF, o Director-Geral de Saúde explicou que a «Depuralina» não se trata de um «medicamento», mas sim de um «suplemento alimentar», e como tal «a entidade competente para aferir a qualidade da substância» é o Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura.
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Assim sendo, em articulação com os serviços do Ministério da Agricultura e com o Infarmed, tendo em conta «que os dispositivos de alerta identificaram uma forte suspeição» da relação entre o consumo da substância e «o aparecimento de doença aguda grave em três situações seguidas», foi decidido suspender a venda do produto, explicou.Francisco George adiantou que «para proteger a saúde dos portugueses» foi não só decidido «suspender de imediato a comercialização» do produto, mas também «aconselhar os consumidores a suspenderem a administração do dietético.
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Além disso, o Director-Geral da Saúde aconselhou os consumidores do produto que «identificarem alterações no estado de Saúde a contactarem de imediato um médico», referindo que estão a tomar a substância.(TSF)