domingo, 6 de setembro de 2009

Vitamina C importante para o desenvolvimento mental dos recém-nascidos

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Investigadores dinamarqueses sugeriram que a deficiência de vitamina C pode prejudicar o desenvolvimento mental dos recém-nascidos.
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O estudo realizado com animais, publicado na “The American Journal of Clinical Nutrition”, demonstrou que os porquinhos-da-índia recém-nascidos sujeitos a uma deficiência moderada de vitamina C apresentavam 30 por cento menos células do sistema nervoso no hipocampo cerebral e uma notória pior memória espacial, em comparação com os porquinhos-da-índia que receberam uma dieta normal.
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O investigador principal, o Dr. Jens Lykkesfeldt da Universidade de Copenhaga, sugeriu que os seres humanos, tal como os porquinhos-da-índia, dependem da dieta alimentar para receber vitamina C.
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O estudo estimou que entre 5 e 10 por cento dos recém-nascidos na Dinamarca e noutros países ocidentais podem sofrer de deficiência de vitamina C.
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O Dr. Lykkesfeldt referir que as crianças podem apresentar dificuldades de aprendizagem, porque não receberam vitamina C suficiente no início da vida.
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O investigador acrescentou que isto é intolerável, visto que seria tão fácil prevenir esta deficiência através da administração de suplementos a grávidas de alto risco e a novas mães.(farmacia.com.pt)
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Comer durante a noite pode aumentar o peso

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Estudo efectuado pela Universidade de Northwestern afirma que comer durante o horário de sono pode provocar aumento de peso.
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Segundo o jornal New York Times, a pesquisa foi conduzida para se averiguar se o comer durante a noite contribuía para o aumento de peso devido a razões comportamentais, tais como comer em excesso enquanto se vê televisão, ou por motivos psicológicos.
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Os resultados revelaram que os ratos que comiam durante as horas normais de sono tinham, em média, um aumento de 48% do seu peso, enquanto que aqueles que comiam o mesmo mas nas horas normais registaram apenas um aumento de 20%.
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Estudos realizados em humanos têm que ser realizados de forma a determinar se as horas de consumo de comida afectam realmente o peso, afirmaram os investigadores.
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"Após o pôr-do-sol não existem frigoríficos, nem comida disponível", afirmou Fred Turek, investigador principal do estudo, referindo-se ao tempo do homem primitivo."Simplesmente não comiam a essas horas, e as pessoas consomem a maior parte das suas calorias depois do pôr-do-sol", concluiu.(farmacia,com.pt)
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Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030

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Organização Mundial de Saúde aponta para que nos próximos vinte anos a depressão venha a tornar-se a doença mais comum a nível mundial.
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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão será ainda a doença que irá gerar mais custos económicos e sociais para os governos, afectando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo cancro e doenças cardíacas.
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A OMS afirma que os países pobres serão aqueles que vão sofrer mais com o problema pois têm registado mais casos de depressão comparativamente aos países desenvolvidos.Mais de 450 milhões de pessoas são afectadas actualmente por transtornos mentais, sendo a maioria delas de países em desenvolvimento, acrescentou ainda a OMS.
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"Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão (em termos de perdas para as pessoas afectadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde", afirmou à BBC o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS.
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"Nós poderíamos denominá-la por epidemia silenciosa, porque a depressão tem vindo a ser diagnosticada cada vez mais, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a ocorrência de outras doenças tem vindo a diminuir", concluiu.(farmacia.com.pt)
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Constrangimentos no trabalho podem prejudicar o sono

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Segundo um estudo publicado na revista Sleep, a exposição a situações humilhantes, abusivas ou constrangedoras no trabalho que se repetem podem estar associadas a um aumento de distúrbios do sono.
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Foram avaliados mais de sete mil trabalhadores, tendo os investigadores descoberto que 11% das mulheres e 9% dos homens tinham sofrido comportamentos hostis no ambiente de trabalho pelo menos uma vez por semana. Para além disso, 32% dos participantes admitiu ter presenciado casos desses no ano anterior.
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Uma análise mais detalhada, considerando outros aspectos como a idade, ocupação, horas de trabalho semanais e sintomas depressivos, revelou que a exposição a constrangimentos no trabalho estava associada de forma significativa a relatos de distúrbios de sono entre os participantes.
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Os investigadores acreditam que os homens que sofriam um assédio moral no trabalho quase todos os dias tinham uma probabilidade duas vezes superior de apresentar distúrbios do sono, algo que se verificava igualmente nas mulheres.
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Os especialistas afirmaram que não existe uma relação de causa e efeito, sendo por isso necessário efectuar mais estudos para confirmar essa relação.(farmacia.com.pt)
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sábado, 5 de setembro de 2009

Doentes aprendem a conhecer melhor o seu coração

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Iniciativa alerta para os perigos das arritmias cardíacas.
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O serviço de Cardiologia do Hospital São Sebastião (Santa Maria da Feira), com o apoio da Medtronic, está a promover um encontro de doentes, no próximo dia 10 de Outubro, às 15h30m, no Hotel Solverde, em Espinho.
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Esta iniciativa está integrada nas VIII Jornadas de Cardiologia da Medicina Familiar de Aveiro Norte, e tem como objectivos sensibilizar os portugueses para os perigos das arritmias cardíacas, a principal causa de morte súbita, e ao mesmo tempo incentivar a partilha de testemunhos entre os doentes, refere o Dr. Fernando Pinto, cardiologista do Hospital São Sebastião.
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O especialista médico adianta ainda que esta iniciativa também pretende contar com a participação dos familiares dos doentes que podem aprender, durante o encontro, os cuidados básicos de primeiros socorros em situação de paragem cardíaca, o que permite salvar a vida da pessoa.
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A participação no Encontro de Doentes do Coração é gratuita, mas sujeita a inscrição. A organização da iniciativa disponibiliza um autocarro gratuito com partida do Hospital São Sebastião às 15 horas com destino ao Hotel Solverde, e assegura igualmente o seu regresso.
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Uma arritmia é uma perturbação do ritmo cardíaco e pode ter consequências fatais quando não tratada. Os sintomas de alerta são as palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, enfraquecimento, falta de ar, dor de peito e ansiedade.(farmacia.com.pt)
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Exercício pode reduzir risco de cancro da mama

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Investigadores canadianos afirmam que a prática de exercício físico estava associada a um risco 52% menor de cancro da mama em mulheres na pós-menopausa.
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O estudo, publicado no Journal of Cancer Epidemiology, reforçou a correlação entre o cancro da mama e o excesso de peso e hábito tabágicos.
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Foram avaliadas 280 mulheres com cancro da mama e 280 mulheres sem cancro, sendo que todas eram descendentes de familiares que não eram portadores com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2.
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A pesquisa descobriu que o risco de aumento de peso era maior se o peso aumentasse mais tarde. Uma mulher que aumentasse mais de 9kg após ter ultrapassado 30 anos de idade, ou mais de 5kg após os 40 anos tinha uma probabilidade quase duas vezes superior de sofrer cancro da mama comparativamente a uma mulher com peso estável. O risco triplicava se o peso máximo fosse alcançado após os 50 anos de idade.
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"O cancro é uma doença complexa e pode estar latente durante vários anos", afirmou Vishnee Bissonauth, investigador principal do estudo. "Assim, é importante trabalhar nos factores que podemos controlar e ter um estilo de vida saudável, o que inclui vigiar o peso, evitar fumar e praticar exercício regularmente", concluiu.(farmacia.com.pt)
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Especialistas revelam sinais que podem indicar cancro dos ovários

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O cancro do ovário é o mais difícil de ser diagnosticado, tornando-se assim o mais perigoso. Quando descoberto é letal em 70% dos casos. Embora não seja o que mais mata em termos relativos, esta neoplasia também faz muitas vítimas.
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Foi com o intuito de minimizar estes dados que os investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, examinaram dados de 212 mulheres com mais de 40 anos de idade e diagnóstico de cancro dos ovários, e 1060 mulheres saudáveis.
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Existem sete sintomas que são reportados de forma frequente e que aparentam estar associados ao cancro dos ovários, e que foram relatados pelos especialistas como sinal de alerta.Os sintomas são os seguintes:
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- distensão abdominal (aumento progressivo do abdómen)
- maior frequência urinária
- dor abdominal
- sangramentos na pós-menopausa
- perda de apetite
- sangramentos no recto
- inchaço abdominal
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A distensão abdominal foi o que se revelou mais indicativo da doença, com uma em cada quarenta mulheres com esse sintoma a ter a doença.
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As análises revelaram ainda que a dor e a distensão abdominal, assim como uma maior frequência urinária, eram sintomas reportados cerca de seis meses antes do diagnóstico.
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Os investigadores recomendam assim que as mulheres estejam atentas a estes sintomas, especialmente aquelas com historial familiar deste tipo de doenças, aconselhando-as a realizar exames regulares para que a doença seja diagnosticada precocemente, facilitando assim o tratamento.(farmacia.com.pt)
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Comer devagar ajuda a reduzir consumo de calorias

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Estudo afirma que colocar porções mais pequenas de comida na boca e mastigá-la durante mais tempo pode ajudar a reduzir a ingestão de calorias, e assim a perder mais peso.
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Segundo os autores do estudo, efectuado pela Universidade de Wageningen, na Holanda, a prática faz com que as pessoas se sintam saciadas mais rapidamente, acabando assim por comer menos também.
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No estudo foram avaliados oito homens e catorze mulheres saudáveis, com uma média de idades de 21 anos, que passaram a consumir uma determinada quantidade de pudim de chocolate.
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Cada um dos participantes foi colocado em diversas situações, podendo escolher o tamanho da mordida do alimento, pequena ou grande, e ainda o tempo de mastigação, três ou nove segundos.
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Os resultados revelaram que as porções menores de comida na boca e mastigadas durante mais tempo estavam associadas a um menor consumo de alimentos de forma geral, levando os investigadores a recomendar esta prática para aqueles que pretendem combater a obesidade.(farmacia.com.pt)
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Quimioterapia provoca distúrbios do sono

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Estudo norte-americano afirma que tratamentos sucessivos de quimioterapia podem prejudicar o sono em pacientes com cancro da mama.
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Segundo a equipa de investigadores da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, estas descobertas não causam surpresa pois os distúrbios do sono são comuns em pacientes com cancro, sendo que entre 30 a 40% deles afirmam mesmo ter insónias.
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"Os resultados do estudo sugerem que o nosso relógio biológico é afectado pela quimioterapia", afirmou Sonia Ancoli-Israel, principal investigadora do estudo. "O relógio biológico, ou o ritmo circadiano, ajudam a manter o nosso corpo em sintonia", acrescentou.
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Durante o período de quimioterapia o relógio biológico fica "fora de sintonia", especialmente após o primeiro ciclo de tratamento, mas parece regular-se depois. No entanto, sessões de quimioterapia realizadas de forma repetida podem tornar mais difícil o reajustamento do relógio biológico, afirmaram os cientistas.(farmacia.com.pt)
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Dançar pode ajudar pessoas com doença de Parkinson e Alzheimer

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Hospitais e clínicas psiquiátricas estão a utilizar a dança, mais propriamente o tango, para o tratamento de doenças neurodegenerativas e outros problemas. Os especialistas acreditam que a prática apresenta melhorias ao nível do equilíbrio, auto-estima, coordenação motora e até mesmo na memória dos doentes com Parkinson e Alzheimer.
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A dança já é, de resto, utilizada na Itália e Austrália como tratamento das duas doenças degenerativas, para além de fobias e traumas gerados pela separação de um casal. Investigadores norte-americanos descobriram que as aulas de tango têm apresentado bons resultados no equilíbrio dos pacientes com Parkinson, enquanto que na Grã-Bretanha a mesma dança tem apresentado benefícios ao nível da memória.
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“O tratamento não é apenas terapia e medicamentos, é dar aos pacientes um bom momento para se divertir consigo mesmos", destacou a psicóloga Trinidad Cocha, que ensina tango no Hospital Borda, em Buenos Aires, Argentina.
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“Eles relaxam, e todos os rótulos desaparecem. Aqui, não somos médicos, enfermeiros, músicos ou pacientes. Somos apenas dançarinos de tango”, acrescentou a especialista.
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Apesar dos resultados promissores os investigadores ressalvam que são necessários mais estudos para confirmar os benefícios da dança e mecanismos envolvidos.(farmacia.com.pt)
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Poluição associada a um maior risco de problemas cardíacos em idosos

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A exposição ao monóxido de carbono, mesmo em níveis abaixo dos limites estipulados pela maioria dos países, aumenta o risco de problemas cardíacos em idosos, segundo um estudo norte-americano.
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Foi realizada uma análise a 126 comunidades dos Estados Unidos, tendo a mesma revelado que um aumento dos níveis de monóxido de carbono no ar de uma parte por milhão na exposição máxima diária em apenas uma hora estaria associado a um risco 0,96% superior de hospitalização devido a doença cardiovascular entre pessoas com mais de 65 anos.
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Os investigadores descobriram que a relação entre a poluição e problemas cardiovasculares permanecia significativa mesmo quando os níveis de monóxido de carbono eram inferiores a uma parte por milhão, demonstrando que se trata de um risco para a saúde que é bastante subestimado.
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Outro estudo, realizado pelo Hospital do Coração de São Paulo, no Brasil, revelou ainda que os hipertensos devem também ter mais cuidado no que concerne à poluição atmosférica pois pode agravar os sintomas da doença.(farmacia.com.pt)
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Exposição ao tabaco antes do nascimento afecta o ADN

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Cigarros podem alterar os genes do feto durante a gestação, levando a problemas de saúde mais tarde.
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As mulheres que fumam durante a gravidez podem estar a aumentar as probabilidades do filho vir a ter problemas de saúde, incluindo asma, doenças cardiovasculares e função pulmonar reduzida.
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A equipa de investigadores norte-americanos descobriu que tal acontecia pois fumar durante a gestação alterava os padrões de ADN do feto, nomeadamente no código epigenético. Apesar de desempenhar um papel importante nas pesquisas relacionadas com o cancro, pouco se sabe sobre como as alterações ao nível do código epigenético ocorrem devido a exposições ambientais.
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Os cientistas examinaram a respiração de crianças, bem como informações proveniente de questionários sobre o consumo de tabaco por parte das mães durante a gestação.
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"O estudo apresentou algumas das primeiras evidências de que a exposição in útero, como ao fumo de tabaco, podem estar associadas a alterações no código epigenético", afirmou um dos autores do estudo.
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"Isto pode conduzir a uma nova forma de investigação de mecanismos biológicos que podem explicar como certos efeitos na saúde estão associados ao consumo de tabaco pela mãe", concluiu o investigador, sublinhando a importância de não se fumar, sobretudo durante a gravidez.(farmacia.com.pt)
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Diabetes afecta o humor e a vida sexual de quase metade dos pacientes

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Estudo realizado nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha afirma que 44% dos diabéticos podem ter problemas sexuais devido à sua doença, sendo que metade deles admite também que a diabetes afecta o seu humor.
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De acordo com os especialistas, o sexo saudável exige uma interacção entre os sistemas nervoso central, circulatório e endócrino, e os níveis elevados de açúcar no sangue podem ser prejudiciais nesse sentido.
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O estudo incluiu dois mil participantes diabéticos do tipo 2, tendo sido investigado, através da internet, as atitudes, sentimentos, estado de saúde e programas de tratamento dos pacientes, para além das suas necessidades em lidar com a sua doença. Os resultados revelaram que a doença metabólica, frequentemente associada à obesidade, afectava de forma considerável a qualidade de vida dos pacientes.
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Apesar da maioria dos pacientes afirmar que sente ter a sua doença controlada, quase metade deles apresentava disfunção sexual devido à diabetes, incluindo problemas ao nível da erecção e desejo sexual. Para além disso, a doença afectava o seu humor, com os homens a manterem-se mais calmos e confiantes, enquanto que as mulheres eram mais propensas a sentirem-se frustradas e cansadas.
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As análises revelaram que a maioria dos pacientes tinha peso acima da média e estava em tratamento para a pressão e colesterol elevados. Um terço dos participantes afirmou não realizar actividades físicas e muitos estavam obesos, o que contribuía para o número elevado de pessoas com disfunção sexual e problemas de humor.(farmacia.com.pt)
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Berço especial evita o bolçar dos bebés

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Médicos belgas criaram um berço capaz de evitar a regurgitação, um problema que afecta um em cada cinco bebés e que pode provocar irritação no esófago.
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A técnica consiste em fazer com que a criança durma de barriga para cima e inclinada num ângulo de 40 ou 50 graus. Os benefícios foram observados num estudo realizado em 25 bebés num período entre três semanas e três meses, e que não correspondiam aos tratamentos convencionais, seja com medicamentos ou alimentação.
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Após o período de uma semana a utilizar o novo berço, os investigadores notaram que 75% dos bebés tiveram uma redução no índice de refluxo.
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"A regurgitação acontece quando o estômago do bebé está cheio, e um pouco dos líquidos estomacais sobe ao esófago. A inclinação proporcionada pelo berço antirregurgitação é ideal para evitar que isso aconteça, sem maior desconforto para o recém-nascido", explica Yvan Vandenplas, do departamento de pediatria do Hospital Universitário de Bruxelas.
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"Tendo em conta o período de desespero entre os pais quando os seus bebés não param de chorar, o berço oferece uma solução muito mais rápida que os tratamentos convencionais: as melhoras começam a ser observadas já no primeiro dia de uso", acrescentou.
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Apesar dos resultados promissores, o especialista adiantou que o estudo está ainda em fase inicial pelo que é necessário fazer uma avaliação num maior número de bebés.(farmacia.com.pt)
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Teste ao tornozelo pode ajudar a detectar doença arterial

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Segundo investigadores norte-americanos, um teste de apenas 15 minutos efectuado no tornozelo, medindo o fluxo sanguíneo, é o suficiente para detectar a doença arterial periférica.
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O teste pode ser particularmente benéfico para detectar a doença em pessoas que já tiveram um acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente isquémico transitório.
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Aqueles que se encontram nestes dois grupos têm um risco de sofrer um novo AVC, acidente isquémico ou ataque cardíaco que pode vir a ser fatal, alertou o investigador principal do estudo, Souvik Sen.
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O teste efectuado ao tornozelo utiliza um dispositivo similar ao utilizado para medir a pressão arterial. Fluxo sanguíneo mais fraco é um sinal indicador de doença arterial periférica, afirmaram ainda os investigadores.
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A doença arterial periférica caracteriza-se por uma diminuição do fluxo sanguíneo nos membros superiores e inferiores devido a obstruções existentes nas artérias. Estas obstruções devem-se ao acumular de placas de colesterol e gordura, causando um estreitamento gradual das artérias e dificultando a passagem do sangue e a chegada de oxigénio necessário aos músculos.(farmacia.com.pt)
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Desespero pode aumentar risco de AVC

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Investigadores norte-americanos afirmam que as mulheres de meia-idade com sentimentos de desespero podem estar em risco de desenvolver AVC's.
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A equipa de investigadores analisou 559 mulheres com uma média de 50 anos de idade, e que em geral eram saudáveis, sem sinais de problemas clínicos cardiovasculares.
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Foram realizados questionários de forma a averiguar as expectativas das participantes em relação ao seu futuro e objectivos pessoais.
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O estudo demonstrou que o desespero, isto é, pensamentos negativos e sentimentos de inutilidade, afectava as artérias independentemente da depressão clínica, e antes das mulheres desenvolverem doenças cardiovasculares relevantes.
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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença provocada por um distúrbio na corrente sanguínea de uma parte do cérebro devido à oclusão ou à ruptura de um vaso sanguíneo. A interrupção da corrente sanguínea priva o cérebro de nutrientes e oxigénio, resultando na lesão das células na zona do cérebro afectada.(farmacia.com.pt)
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Stress na infância associado a um maior risco de úlceras na idade adulta

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Estudo finlandês afirma que as pessoas que tiveram uma infância difícil podem enfrentar um risco maior de desenvolver úlceras no estômago na vida adulta.
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A pesquisa envolveu cerca de vinte mil adultos, tendo constatado que determinadas adversidades durante a infância, como problemas financeiros na família, conflitos crónicos ou doenças, estavam associadas a um maior risco de úlceras.
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Apesar das razões não terem sido ainda desvendadas, os investigadores acreditam que essa associação faz sentido, até porque essas adversidades podem ser marcadores de baixo rendimento e piores condições de vida.
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Estes factores aumentam os riscos de infecção pela bactéria Helicobacter pylori, que em determinadas condições pode ser responsável pela maioria das úlceras.
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Os autores do estudo acrescentaram que o hábito de fumar, o consumo excessivo de álcool e o uso regular de fármacos anti-inflamatórios são associados como os principais factores de risco para as úlceras pépticas.
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O stress também foi reconhecido como um factor de agravamento do problema, embora sejam necessários mais estudos para confirmar essa associação.(farmacia.com.pt)
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Substância presente no chocolate pode prejudicar a saúde do feto

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Estudo realizado em Porto Alegre sugere que alimentos ricos em flavonóides podem prejudicar a saúde do bebé.
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Segundo a equipa de investigadores, os alimentos ricos em flavonóides, como o chocolate, a uva ou azeite, podem prejudicar a saúde do bebé caso sejam consumidos em excesso pela gestante durante os últimos meses da gravidez.Os especialistas acreditam que os flavonóides inibem a produção de uma substância que regula a saída de sangue do coração do feto.
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Após a avaliação de 102 fetos expostos a alimentos ricos em flavonóides, e 41 fetos cujas mães não tiveram muitos desses alimentos na dieta, os investigadores notaram alterações na dinâmica do coração daqueles expostos a essas substâncias.
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As análises revelaram que a redução na produção de prostaglandina, causada pela ingestão dos flavonóides durante o terceiro trimestre da gravidez, diminui a passagem do sangue do coração do feto para a corrente sanguínea, podendo provocar um acumular do sangue no coração.
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Os investigadores acreditam que os flavonóides possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que são benéficas para a maioria das pessoas. No entanto, não é certo ainda qual a quantidade segura para o bebé durante a gestação, sendo por isso aconselhável que as grávidas limitem a ingestão de alimentos ricos na substância.(farmacia.com.pt)
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Natação pode ajudar contra a asma na infância

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Um estudo efectuado pela Universidade Médica de Taipei, na Tailândia, veio confirmar o que os médicos há muito acreditavam e recomendavam aos seus pacientes: a natação pode ser bastante eficaz contra a asma em crianças e adolescentes.
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Segundo os autores da pesquisa, para além de não provocar ataques de asma, como acontece em outros desportos, promove o desenvolvimento físico e psicológico, promovendo ainda o desenvolvimento do volume dos pulmões e técnicas de respiração.
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A equipa de investigadores dividiu as crianças com idades entre os sete e os doze anos em dois grupos. Um participou num programa de natação durante seis semanas, para além do tratamento regular para a asma, enquanto que o segundo fez apenas tratamento convencional.
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Apesar de todas as crianças terem apresentado melhorias, aquelas que fizeram natação tiveram melhores resultados e benefícios adicionais em termos físicos.
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"A natação não é apenas uma excelente forma de exercício para as crianças com asma, os seus benefícios para a saúde continuaram a ser observados por pelo menos um ano após a conclusão do programa de natação”, afirmaram os autores, recomendando a natação como uma abordagem complementar ao tratamento convencional da asma.(farmacia.com.pt)
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Novo remédio pode evitar quatro mil AVC por ano

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Fármaco para doentes com fibrilhação auricular é mais fácil de tomar e não interfere com outros remédios. Os doentes deixam de ter de fazer análises regulares e de ajustar as doses a tomar
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Um novo tratamento poderá evitar que quatro mil portugueses sofram um acidente vascular rerebral (AVC) todos os anos. Actualmente, há cem mil doentes com fibrilhação auricular, a forma mais comum de arritmia, e que é responsável por "cerca de cinco mil AVC todos os anos", um quinto dos registados no País, revela ao DN Jorge Ferreira, cardiologista no Hospital de Santa Cruz.
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O medicamento mais utilizado até aqui prevenia "66% dos AVC nestes doentes". No entanto, só 25% estavam devidamente controlados e só metade do universo total podia ser tratada com este fármaco. "Com o novo produto, só uma minoria ficará de fora", esclarece, acrescentando que se espera a aprovação no mercado europeu em 2010. Os primeiros resultados da substância dabigatran foram apresentados ontem no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia e publicados no New England Journal of Medicine. A fibrilhação auricular é a arritmia cardíaca e vai afectar 25% da população ao longo da vida. Esta perturbação que impede que o sangue seja bombeado, está associada à formação de coágulos, por- que o sangue estagna. É por isso que o risco de AVC quintuplica e o de morte duplica.
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Stuart Connoly, investigador principal do estudo RE-LY, explica que "o objectivo era encontrar um remédio com bons resultados em termos de segurança e eficácia, mas que não obrigasse a fazer monitorização regular" com análises. A varfarina, a molécula que era usada na prevenção de AVC e da formação de coágulos noutras áreas além do cérebro, era a solução mais eficaz até aqui (a aspirina é a alternativa com menos sucesso). No entanto, as doses administradas tinham de ser ajustadas frequentemente", refere Stefan Hohnloser, professor de Medicina e Cardiologia na Universidade Goethe, em Frankfurt (Alemanha).
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A monitorização dos doentes que tomavam varfarina tinha de ser feita pelo menos uma vez por mês. O objectivo era verificar o nível de coagulação do sangue. Se a coagulação for excessiva, formam-se trombos (coágulos); mas se a actuação do remédio for excessiva, o doente pode ter hemorragias.
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De acordo com os resultados do estudo, que envolveu 18 113 doentes de 44 países (117 dos quais portugueses), a ocorrência de AVC ou embolias sistémicas diminuiu 8% com a dose mais reduzida de 110 mg do novo produto e 34% com a dose de 150 mg, quando comparados com o remédio anterior. Já o risco de ter um AVC hemorrágico caiu respectivamente 69% e 74% em relação à varfarina, com a aplicação do medicamento nas diferentes doses e duas vezes por dia. O número de hemorragias graves na sequência do tratamento caiu 20% com a dose menor e apenas 7% com a dose maior de dabigatran. Ain- da assim, sempre abaixo do que acontecia com a varfarina, substância com mais de 50 anos. Também a mortalidade caiu 9% e 12% em relação com este produto, apesar da ligeira subida no nú- mero de enfartes e de algumas reacções adversas.(Diário de Notícias)
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