domingo, 21 de setembro de 2008

Hospitais públicos estendem passadeiras vermelhas aos médicos para saírem

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Saúde: Hospitais públicos estendem passadeiras vermelhas aos médicos para saírem
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Lisboa, 21 Set (Lusa) - João é obstetra há nove anos num hospital público, com o qual acaba de rescindir o contrato por estar "farto das passadeiras vermelhas" que o Estado "estende aos médicos" para abandonarem o Serviço Nacional de Saúde.
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Nos últimos anos, milhares de médicos têm saído dos serviços públicos. Mas ninguém sabe ao certo quantos. Nem a Ordem, nem o Ministério. Sabe-se que são muitos e que vão sobretudo para um sector privado em expansão e que oferecerá melhores condições de investigação e médicas.
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"Praticamente todos os hospitais do SNS perderam médicos para as instituições privadas nos últimos tempos", afirma o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes.
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Saber quantos e em que moldes é que é uma tarefa aparentemente impossível, pois "o médico não tem obrigação de informar a Ordem quando sai, ou para onde vai".
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"O médico sai do público para o privado, ou para a reforma, ou para se constituir como empresa prestadora de serviços, ou simplesmente muda de vínculo", explica Pedro Nunes.
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O próprio número rigoroso de médicos em actividade em Portugal é desconhecido. Conforme reconheceu o bastonário, há médicos que morrem, mas que os familiares não informam o organismo e outros que já não exercem, mas continuam a pagar quotas como se o fizessem.
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Dos 38 mil médicos que a Ordem contabiliza, existirão "mil ou dois mil" que não estarão em actividade, segundo as contas de Pedro Nunes.
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A Lusa tentou apurar junto do Ministério da Saúde quantos médicos deixaram o SNS nos últimos tempos, mas essa contabilidade ainda não está feita.
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Segundo as contas de António Correia de Campos, ex-ministro da Saúde e antecessor da actual ministra, Ana Jorge, só no ano passado foram mais de mil os clínicos que deixaram o serviço público, metade dos quais directamente para o sector privado.
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Em 2007, o Ministério da Saúde tinha avançado à Lusa que, entre o início de 2006 e Abril de 2007, 943 médicos tinham deixado o SNS, entre reformas e rescisões.
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Sobre as medidas que a tutela conta levar a cabo para resolver a carência de médicos nos serviços públicos de saúde, fonte do gabinete de Ana Jorge remeteu o anúncio das mesmas para quando for "oportuno".
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João, obstetra do Hospital S. Francisco Xavier, onde ajudou a nascer mais de mil crianças, já não acredita. Está desiludido. E decidiu que a sua vida "tem de mudar" e pediu a rescisão do Contrato de Provimento Administrativo que vem renovando há nove anos.
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Este vínculo precário, que lhe tem fechado as portas a uma carreira médica, vem funcionando como garantia da presença de muitos médicos nos serviços, sem que efectivamente pertençam ao Estado ou às instituições que servem, acusa.
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Sem hipóteses de progressão na carreira, a ganhar cerca de 2.000 euros mensais por 47 horas semanais, João tem assistido à saída massiva dos clínicos do seu serviço neste hospital, que inclusive encerrou as portas no final do mês passado por falta de profissionais.
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Faltam médicos, os que restam estão desiludidos e reina a desarticulação entre as equipas, principalmente desde que as administrações compram serviços a médicos que ganham por hora muito mais que os profissionais dos hospitais.
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Uma das consequências desta situação reflecte-se na formação dos futuros clínicos, já que a falta de médicos e de tempo dos que trabalham não permite o acompanhamento ideal dos internos que estão a especializar-se.
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Para isso mesmo alertou o presidente do Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI), Rui Guimarães, que sabe de casos de alguns internos que já se queixaram de se sentir "desacompanhados" na sua formação, o que preocupa este organismo.
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O aumento dos tempos de espera dos pacientes - como acontece na Maternidade Alfredo da Costa, onde a falta de médicos tem vindo a agravar-se - é outra das consequências desta situação e objecto do crescimento de queixas das utentes, como disse à Lusa a directora do serviço de urgência desta instituição, Clara Soares.
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A culpa? Para João, nem os directores de serviço nem os próprios administradores são os grandes responsáveis pela situação, mas sim as tutelas que, sucessivamente, têm como grande objectivo "a diminuição dos gastos com a Função Pública".
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E este nem é, para o médico, um mau propósito, mas desde que assumido com transparência e não "à custa de engenharias financeiras".
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Na prática, os hospitais apresentam menos despesas com pessoal, mas depois gastam mais "ao contratarem outros (ou os mesmos) a preços mais elevados", desde que pagos através de outras rubricas.
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"Todos sabem o que se passa", disse, mas "ninguém faz nada", até porque, "bem ou mal, as coisas vão-se fazendo e os números até demonstram que se fazem mais consultas, mais partos, etc.", explicou.
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Sobre o "assédio" das empresas de médicos e dos hospitais privados, este clínico alerta: "Com a falta de médicos, não é difícil estes encaixarem-se em qualquer lado" e a ganharem mais.
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O mais triste, disse, é que "as portas estão permanentemente abertas para os médicos saírem". Alguns aceitam o convite. João sai no fim do mês.(RTP)
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Atenção ao Paracetamol

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Levantamento epidemiológico envolveu mais de 200 mil crianças
Estudo associa uso de paracetamol a maior risco de asma infantil

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Os investigadores sublinham que o paracetamol é ainda a melhor resposta para a febre de uma criança e que os resultados do estudo não alteram as actuais recomendações internacionai, ou seja, administrar paraceptamol apenas quando a tempretaura do bebé atinge os 38,5 graus.
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Os resultados do estudo divulgado ontem na edição especial da The Lancet mostram apenas uma relação de associação e não de causalidade entre o paraceptamol e os casos de asma e também de um aumento da severidade dos sintomas.
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Trata-se de uma das fases do estudo epidemiológico de larga escala (ISAAC - Estudo Internacional da Asma e Alergias na Infância) que envolveu mais de 205 mil crianças com seis e sete anos de 31 países.
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Os investigadores inquiriram os pais das crianças sobre o uso do analgésico durante os primeiro ano de vida do bebé e também durante os 12 meses anteriores ao inquérito. Resultados: o uso de paracetamol durante os primeiros doze meses de vida foi associado a um aumento de 46 por cento do risco de sofrer os sintomas de asma em crianças entre os seis e sete anos (em qualquer dos países).
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No caso do consumo nos 12 meses anteriores ao estudo (ou seja, crianças com seis e sete anos) o risco aumenta para os 61 por cento. “O estudo constata factos, não os explica”, adverte Libério Ribeiro, pediatra e médico especialista em imunoalergologia, contactado pelo PÚBLICO, insistindo também que os pais devem continuar a optar pelo paracetamol (sobretudo nos casos de doenças como a asma).
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Segundo adianta, cerca de 90 por cento dos casos de asma são hereditários e, por outro lado, o facto de um bebé tomar mais paracetamol pode apenas significar que teve mais febres, é mais susceptível a sofrer infecções e que, por isso, pode ter mais doenças alérgicas como a asma.
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O médico reconhece a importância do ISAAC mas considera que este deve ser encarado como “um ponto de partida para estudos mais aprofundados”. Os próprios investigadores responsáveis pelo estudo concordam e sublinham que, para declarar uma relação de causalidade, era necessário um ensaio clínico com grupos de controlo.
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No entanto, a equipa liderada por Richard Breasley, do Instituto de Investigação Médica da Nova Zelândia, admite que há diversos factores que podem influenciar o aparecimento da asma e outras doenças alérgicas. Mas, conclui, “um deles pode ser o uso do paracetamol. É uma importante hipótese que deve ser explorada”.
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Em Portugal, a asma infantil regista uma taxa de incidência que ronda os 12 por cento. (Público)
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Vacina contra meningite só acessível aos mais ricos

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Vacina contra meningite só acessível aos mais ricos
CDS-PP considera "insultuoso" adiar a inclusão da Prevenar no Plano Nacional de Vacinação
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Apesar da opinião consensual dos especialistas em relação à importância de administrar nas crianças a vacina contra a meningite, a introdução da Prevenar no Plano Nacional de Vacinação continua sem data marcada.
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Se as infecções que a Prevenar evita são susceptíveis de serem contraídas por todos, a vacina pneumocócica propriamente dita - disponível no mercado desde Junho de 2001 - é acessível apenas a alguns: aos que têm capacidade financeira. Cada dose custa cerca de 75 euros e a posologia recomendada implica quatro doses, o que perfaz 300 euros. O custo, aproximado ao do salário mínimo nacional (426 euros), significa que as famílias mais pobres não conseguem proteger as suas crianças. "Algumas fazem empréstimos para conseguir adquirir a vacina", confessou um farmacêutico ao JN.
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Para eliminar esta desigualdade no acesso à saúde, o grupo parlamentar do CDS-PP propôs a inclusão da vacina no PNV a partir de Janeiro de 2009. E recomendou ao Governo que, até lá, a vacina seja comparticipada pelo escalão C, implicando uma subtracção ao preço de 37%. A ser aceite, cada dose custaria 47,25 euros.
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No entanto, em resposta à proposta centrista, o Ministério da Saúde argumentou que existe disparidade entre o preço que o Estado estará disposto a pagar e o valor proposto pelo laboratório Wyeth. O valor terapêutico em termos de racio custo/efectividade foi, em 2001, de 48,56 euros e a empresa propôs 71,88 euros.
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Ao JN, a Wyeth afirmou que, por duas vezes (2001 e 2006), submeteu ao Infarmed o pedido de comparticipação de 40%. E garante que "até hoje, nunca recebeu formalmente qualquer solicitação de preço por parte do Estado para aquisição da Prevenar".
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Teresa Caeiro considera "insultuoso" o protelamento da inclusão da vacina no PNV. Para a deputada centrista, "não faz sentido esperar por uma vacina mais polivalente" - argumento também usado pela tutela -, "nem ignorar que a Prevenar é unanimemente reconhecida pela sua eficácia".
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Contactado pelo JN, o Ministério da Saúde remeteu a resposta para a Direcção-Geral de Saúde que, por sua vez, afirmou não existir qualquer avanço. "A comissão técnica continua a reunir periodicamente e a fazer o ponto da situação à senhora ministra." (Jornal de Notícias - Helena Teixeira dfa Silva)
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Perda de peso ajuda após o diagnóstico da diabetes

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As pessoas que perdem peso logo após o diagnóstico da diabetes tipo 2 conseguem controlar melhor o açúcar no sangue, mesmo se o peso for recuperado.
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A investigadora principal, a Dra. Adrianne Feldstein do Centro de Pesquisa em Saúde Kaiser Permanente, em Portland, seguiu mais de 2.500 adultos com diabetes tipo 2 durante quatro anos. Aqueles que perderam peso numa média de 18 meses após o diagnóstico tinham duas vezes mais probabilidade de atingir os níveis de pressão sanguínea e açúcar no sangue, em comparação com aqueles que não perderam peso.
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Os benefícios podem ajudar a prevenir as doenças cardíacas relacionadas com a diabetes, cegueira, danos nos nervos e rins, e morte.
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De acordo com a Dra. Feldstein, o estudo, publicado online na "Diabetes Care", demonstrou que uma perda de peso precoce pode reduzir os factores de risco que frequentemente levam às complicações da diabetes e à morte.
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O estudo de quatro anos seguiu 2.574 pacientes com diabetes de tipo 2 entre 1997 a 2002. A maioria dos pacientes permaneceu com o mesmo peso durante os primeiros três anos, mas um pequeno grupo de 314 pacientes perdeu uma média de 10,4 quilogramas. Este grupo tinha mais probabilidade de atingir as metas de pressão sanguínea e glucose no sangue durante o quarto ano, embora a essa altura a maioria já tivesse recuperado o peso. (Farmacia.com.pt)
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Hipertensão: Diovan e Exforge aprovados como tratamentos de primeira linha

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A agência reguladora norte-americana (FDA) aprovou o pedido da Novartis para alargar os princípios activos dos fármacos Diovan (valsartano) e Exforge (amlodipina + valsartan) como tratamentos de primeira linha para a hipertensão.
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O Diovan já era utilizado para a patologia, embora como tratamento de segunda linha, e o Exforge também já havia sido aprovado como tratamento para a hipertensão em 2007, embora apenas em pacientes que tinham apresentado respostas inadequadas a outros fármacos.
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"Estas aprovações permitem uma flexibilidade e confiança nos profissionais de saúde para que passem a utilizar estas terapias como tratamentos de primeira linha", afirmou Kenneth Jamerson, do Departamenteo de Medicina Cardiovascular na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
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"Os pacientes irão ainda ter mais benefícios, já que poderão controlar a sua pressão arterial mais rapidamente e apenas com um comprimido", concluiu. (Farmacia.com.pt)
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Alguns sumos de fruta podem reduzir eficácia de medicamentos

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Sumos de toranja, laranja e maçã podem prejudicar a capacidade do organismo para absorver determinados medicamentos e fazer com que os fármacos sejam menos efectivos, segundo um estudo canadiano.
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A investigação demonstrou que estes sumos podem diminuir a efectividade de determinados fármacos utilizados para tratar doenças cardíacas, cancro, rejeição de órgãos transplantados e infecções, potencialmente eliminando os seus efeitos benéficos.
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David Bailey, professor de farmacologia clínica da Universidade Western Ontario e líder do estudo, foi o primeiro investigador, há duas décadas, a identificar o potencial do sumo de toranja para aumentar a absorção de determinados fármacos, possivelmente tornando tóxicas algumas doses.
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As novas descobertas fazem parte da sua investigação contínua sobre o assunto e foram apresentadas no encontro anual da Sociedade Americana de Química, na Pensilvânia.
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De acordo com Bailey, recentemente descobriu-se que os sumos de toranja e de outras frutas reduzem substancialmente a absorção oral de determinados fármacos que passam pelo transporte intestinal.
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A preocupação centra-se na perda dos benefícios da medicação essencial para o tratamento de doenças graves.Voluntários saudáveis tomaram fexofenadina, um anti-histamínico utilizado para combater as alergias, juntamente com um copo de sumo de toranja, ou um copo de água com naringina (que dá o gosto amargo ao sumo de toranja), ou um copo de água simples.
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Aqueles que beberam sumo de toranja absorveram apenas metade da quantidade de fexofenadina, em comparação com os que beberam água simples.
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Os investigadores revelaram que a água com naringina serviu para bloquear um transportador chave de fármacos, chamado OATP1A2, envolvido no transporte dos fármacos do intestino delgado para a corrente sanguínea. Bloquear este transportador reduz a absorção dos fármacos e neutraliza os seus potenciais benefícios.
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Entre os fármacos afectados pelo consumo de sumos de toranja, laranja e maça estão: a etoposida, um agente anticancerígeno; beta bloqueadores (atenolol, celiprolol, talinolol) utilizados para tratar a pressão sanguínea elevada e prevenir ataques cardíacos; e determinados antibióticos (ciprofloxacina, levofloxacina, itraconazol).
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O efeito da ciclosporina, um fármaco para a prevenção da rejeição de órgãos após transplante, também foi afectado e mais fármacos poderão ainda ser acrescentados à lista à medida que a investigação continuar.
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Bailey afirmou que os pacientes devem consultar o médico acerca da toma da medicação com sumos, e limitarem-se à água simples quando tomam a maior parte dos medicamentos. (Farmacia.com.pt)
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domingo, 14 de setembro de 2008

Apneia do sono pode despoletar ataque cardíaco nocturno


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A pressão sanguínea, os nervos e as alterações hormonais provocados pela Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) podem aumentar o risco de ataque cardíaco durante a noite, segundo sugere uma nova investigação.
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A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é um problema comum que se deve a uma obstrução temporária na garganta ou nas vias respiratórias superiores durante o sono, provocando vários episódios breves de respiração interrompida.
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A doença, que pode provocar extrema sonolência diurna, pode ser tratada eficazmente através de um aparelho especial de respiração que alivia o bloqueio ao enviar ar para a garganta.
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As alterações corporais que ocorrem com a apneia podem levar ao bloqueio das artérias coronárias e a ataque cardíaco, segundo explica o Dr. Virend K. Somers na edição de Julho da "Journal of the American College of Cardiology".
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Se a apneia for um despoletador do ataque cardíaco, um pico de sintomas deve ser esperado durante a noite. Para investigar esta premissa, o Dr. Somers, na Clínica Mayo, em Rochester, no Minnesota, estudou 92 pacientes que sofreram ataques cardíacos, nos quais o período quando as dores no peito começaram podia ser documentado.
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Os pacientes submeteram-se a testes do sono duas a três semanas após o ataque cardíaco, tendo a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono sido identificada em 64 pacientes (70%).
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Desde a meia-noite às 6 horas da manhã, a frequência de ataques cardíacos foi maior nos pacientes com apneia, enquanto que das 6 horas ao meio-dia foi maior nos pacientes sem a doença.
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No total, os pacientes com apneia apresentaram uma probabilidade seis vezes maior de terem um ataque cardíaco do que os pacientes saudáveis. Estas descobertas sugerem que os ataques cardíacos nocturnos podem contribuir para aumentar a probabilidade de morte súbita durante a noite que tem sido registada em pacientes com apneia.
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Os investigadores sugerem que os pacientes que sofreram ataques cardíacos sejam avaliados para verificar se têm apneia.A apneia é uma perturbação grave em que a respiração se suspende repetidamente durante o sono (apneia), num tempo suficientemente prolongado para provocar uma desoxigenação sanguínea e cerebral.Geralmente, a apneia obstrutiva apresenta-se nos homens obesos que, na sua maioria, costumam tentar dormir de costas. Esta perturbação é muito menos frequente nas mulheres.
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A obesidade, provavelmente em consequência do envelhecimento dos tecidos corporais e de outros factores, leva a um estreitamento das vias respiratórias superiores. O risco de desenvolver a apneia obstrutiva aumenta devido ao tabagismo, abuso de bebidas alcoólicas e a doenças pumonares, como o enfisema. Pode existir uma predisposição hereditária para a apneia do sono (estreitamento da garganta e das vias aéreas superiores), afectando neste caso vários membros da mesma família. (farmacia.com.pt)
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Vergonha ainda impede análise à próstata

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Saúde: Quatro mil novos casos e 1600 mortes anuais por cancro
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Em Portugal surgem por ano entre três a quatro mil novos casos de cancro da próstata, a doença oncológica que mais mortes provoca no homem: entre 1400 a 1600 anualmente. Doenças e mortes evitáveis se os homens perdessem a vergonha e fizessem o despiste da doença junto do médico, antes mesmo dos sintomas, e enquanto ainda existem mais hipóteses de tratamento eficaz.
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O alerta para a necessidade de fazer o despiste da doença surge na véspera do Dia Europeu das Doenças da Próstata, que se assinala amanhã, uma data que chama ainda a atenção para a incontinência e disfunção eréctil.
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O médico urologista Tomé Lopes, vice-presidente da Associação Portuguesa de Urologia, admite ao CM que muitos homens ainda sentem vergonha e não fazem o exame à próstata. "Sentem-se inibidos porque, apesar de ser um exame genital muito simples e necessário, implica o toque rectal e muitos não gostam", justifica o clínico.
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Segundo o especialista, os tratamentos são ma is eficazes quanto mais cedo e em fase inicial for detectada a doença. Um dos tratamentos mais recentes é a braquiterapia – colocação de sementes radioactivas no tumor –, uma técnica terapêutica que não é comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde e é suportada totalmente pelo doente. Pode ascender aos 15 mil euros, dependendo do número de sementes a colocar.
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Segundo Tomé Lopes, este tratamento não tem indicação clínica universal, apenas um número muito seleccionado de doentes se pode submeter, passando os critérios pela idade (não pode ser muito jovem) e o tipo de tumor. Outros tratamentos incluem a cirurgia, com remoção da próstata, e radioterapia. (Correio da Manhã)
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Genéricos até 5 euros não baixam preço

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Medicamentos - Preços baixam a 1 de Outubro, mas há excepções
Genéricos até 5 euros não baixam de preço
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O Ministério da Saúde acatou as reclamações dos laboratórios farmacêuticos e decidiu abrir duas excepções para a descida de 30% dos preços dos genéricos. Os que custam até cinco euros vão manter o mesmo valor (para evitar que a indústria os retire do mercado por não serem rentáveis). E é criado um limite para a redução – só descem até metade do preço do medicamento de marca equivalente (quando, na prática, podiam ficar 65% mais baratos). A mudança entra em vigor a 1 de Outubro.
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Com estas alterações a previsão inicial de poupança até ao fim do ano foi revista. Em vez de 22,6 milhões o Estado poupa 20 milhões. Os doentes gastam menos dez milhões – e não 11,6 milhões.
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O secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, admite que está a pedir-se "um grande sacrifício ao sector", mas explica que esta descida imposta pelo Governo tem dois motivos: conter a despesa do Estado, que cresceu no primeiro semestre acima do previsto (5,1%) e combater o problema há muito identificado – os genéricos continuam muito caros. Prova disso é Portugal ser o único país onde as marcas brancas têm quotas de mercado em valor superiores às quotas de mercado em embalagens. O objectivo do Governo é "corrigir este excesso de preço" e equiparar a fatia de mercado nestas duas vertentes.
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Francisco Ramos adianta que as mudanças não ficam por aqui. Em estudo estão novas medidas para incentivar os genéricos. Acelerar a entrada no mercado e tornar a comparticipação automática são hipóteses. O objectivo é colocar os genéricos a competir pelo preço. O próprio modelo de comparticipação que será alterado. Hoje o Estado comparticipa uma percentagem do valor do genérico mais caro (mesmo quando o utente compra um remédio de marca). No futuro, a comparticipação poderá passar a ter um valor fixo em todos os medicamentos equivalentes, para incentivar doentes e médicos a optarem pelos mais baratos. (Correio da Manhã)
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Três dos quatro medicamentos suspeitos para artrite reumatóide à venda em Portugal

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Alerta da agência norte-americana de medicamentos
Três dos quatro medicamentos suspeitos para artrite reumatóide à venda em Portugal.

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A agência norte-americana dos medicamentos e dos produtos alimentares (FDA) alertou hoje para os riscos dos efeitos secundários graves apresentados por quatro medicamentos para o tratamento da artrite reumatóide, três dos quais estão à venda em Portugal.
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Os medicamentos Humira, Cimzia, Enbrel e Remicade apresentam perigo para os doentes, que podem contrair infecções pulmonares, indicou em comunicado a FDA. O PÚBLICO confirmou no site do Infarmed que o Humira, o Enbrel e o Remicade estão à venda no mercado português.
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A Agência Lusa contactou a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) para saber se os quatros medicamentos estão à venda em Portugal, que remeteu informações para hoje.
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Segundo a agência norte-americana, dos 240 casos de infecções chamados histoplasmoses assinalados pela FDA, pelo menos 12 pacientes morreram.
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"Nos termos da nova autoridade da FDA, requeremos uma modificação das notas de advertência e uma avaliação dos riscos", afirmou Bob Rappaport, um dos responsáveis pela agência.
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Tal medida permitiria que os médicos se tornassem mais vigilantes, sendo "necessário assegurar que os benefícios dos medicamentos ultrapassam os riscos", acrescentou.
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A FDA aconselha os doentes que tomam estes medicamentos e que tenham tosse, febres persistentes e falta de ar para contactarem os seus médicos.
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Além da artrite reumatóide, os quatro medicamentos são também prescritos para tratar a doença de Crohn e psoríase (dermatose crónica da pele).
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Os fabricantes destes medicamentos são o belga UCB Pharma (Cimzia) e os americanos, Habbott (Humira), Amgen (Enbrel) e Centocor (Remicade). (Público)
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

CE aprova dosagem semanal de Enbrel para psoríase moderada a grave



A Comissão Europeia (CE) aprovou a comercialização da versão de 50 miligramas de administração semanal do fármaco Enbrel (etanercept), da Wyeth, como alternativa à actual versão de 25 miligramas, administrada duas vezes por semana, para pacientes com psoríase em placas moderada a grave.
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A nova opção de dosagem fornece uma maior flexibilidade e conveniência para os controlarem efectivamente os sintomas debilitantes da sua doença.
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A aprovação baseou-se nos resultados de um estudo europeu, com pacientes adultos com psoríase em placas moderada a grave, que confirmaram que o Enbrel pode atingir eficácia sustentada tanto a curto como longo prazo.
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Segundo o Dr. Stevo Knezevic, a psoríase tem um grande impacto na vida quotidiana dos pacientes, como demonstrou o estudo, onde os pacientes antes do tratamento com etanercept relataram níveis de qualidade de vida comparáveis àqueles com doença pulmonar obstrutiva crónica grave.
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Na Europa, estima-se que existam 5,1 milhões de pessoas com psoríase, uma doença inflamatória crónica. Aproximadamente 80 por cento destes pacientes têm psoríase em placas, que é caracterizada por lesões vermelhas e com escamas. A psoríase pode ser extremamente perturbadora e tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. É uma doença que é frequentemente debilitante tanto física como psicologicamente, sendo em adultos associada a comorbilidades, como o aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças hepáticas e depressão clínica. (Isabel Marques - farmacia.com.pt)
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Tratamento oral demonstra eficácia para eczema crónica grave das mãos


Tratamento oral demonstra eficácia para eczema crónico grave das mãos.O novo tratamento oral alitretinoína, um derivado da vitamina A, demonstrou ser eficaz no tratamento do eczema (dermatite) crónico grave das mãos, em pacientes que não respondem a esteróides tópicos de alta potência. Esta doença pode alterar em grande parte a qualidade de vida de quem sofre dela e chega a ser altamente incapacitante.
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A alitretinoína (ácido 9-cis retinóico) demonstrou que pode curar até 50 por cento dos casos de eczema crónico grave das mãos de causa desconhecida, precisamente naqueles pacientes que até agora não dispunham de nenhuma outra opção de tratamento eficaz, segundo o Dr. Jesús de la Cuadra Oyanguren, Chefe da Secção de Alergia Cutânea do Serviço de Dermatologia do Consórcio Hospital Geral de Valência. Esta foi a principal conclusão de um estudo publicado recentemente na "British Journal of Dermatology", o maior realizado até ao momento com alitretinoína.
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O estudo de Fase III envolveu 1.032 pacientes eczema crónico grave das mãos que não tinham respondido a tratamento com esteróides tópicos de alta potência. Os pacientes receberam uma dose única diária de 30 miligramas ou de 10 miligramas de alitretinoína, ou de placebo, durante um período até 24 semanas. A variável principal de avaliação foi a proporção de pacientes cujas mãos foram classificadas como limpas ou quase limpas.
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Actualmente, as terapias existentes para os pacientes com eczema crónico grave das mãos são limitadas e consistem fundamentalmente na aplicação de tratamentos tópicos entre os quais se incluem os esteróides tópicos de alta potencia e a fototerapia.
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A dermatite (eczema) é uma inflamação das camadas superficiais da pele que é acompanhada de bolhas, vermelhidão, inflamação, supuração, crostas, escamação e, frequentemente, comichão. (Isabel Marques - farmacia.com.pt)
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Brócolos benéficos no cancro da próstata


Estudo britânico sugere que o consumo de brócolos provoca alterações na actividade de certos genes associados ao desenvolvimento da doença.
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Pesquisas anteriores já haviam associado uma dieta à base de verduras à diminuição do risco de desenvolver cancro da próstata, embora não fosse ainda esclarecedor para os cientistas o porquê disso acontecer.
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De acordo com os investigadores do Instituto de Pesquisas sobre Alimentos de Norwich (Inglaterra), o consumo de brócolos produz alterações na produção, desencadeada de certos genes, de proteínas denominadas por factores de crescimento, como o TGF Beta 1 e o EGF.
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Estes factores estimulam o desenvolvimento celular, actuando na evolução do cancro.Os resultados do estudo levaram os investigadores a considerar o papel de outros vegetais e frutas como benéficos na prevenção da doença.
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"Outras frutas e vegetais também demonstraram reduzir o risco de cancro na próstata, e provavelmente actuam por outros mecanismos", afirmou Richard Mithen, biólogo líder da investigação.
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"Quando nós entendermos estes factores, poderemos dar recomendações dietéticas muito melhores, em que combinações específicas de frutas e vegetais provavelmente terão benefícios especiais", concluiu o biólogo. (Pedro Santos - Farmacia.com.pt)
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Idade do pai pode aumentar o risco de doença bipolar nos filhos

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Estudo sueco
Idade do pai pode aumentar o risco de doença bipolar nos filhos
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Crianças cujos progenitores tenham idades mais avançadas têm maior probabilidade de vir a ter doença bipolar. Os investigadores dizem que o problema está nas mutações do esperma do pai.
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Os filhos de homens com idades mais avançadas correm maior risco de vir a desenvolver doença bipolar. Esta conclusão foi retirada de um vasto estudo sobre a ligação entre doenças mentais e a idades dos progenitores, publicado na edição de Setembro da revista científica Archives Of General Psychiatry.
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Segundo a pesquisa do Karolinska Institutet, embora no passado se tenha ligado a esquizofrenia e o autismo à idade dos pais, no caso da doença bipolar eram praticamente inexistentes factores de risco ligados a esta condição. Contudo, os cientistas revelam agora que o esperma de homens mais velhos tem mais probabilidades de sofrer mutações que podem originar distúrbios nos seus filhos, sendo no entanto o risco de doença bipolar muito baixo.
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A idade das mães não parece ter qualquer ligação e a explicação do estudo é simples: à medida que os homens envelhecem os seus espermatozóides são duplicados sucessivamente, acumulando novas mutações como resultado de erros de cópia do ADN. Já as mulheres nascem com o seu suprimento completo de óvulos, que passaram apenas por 23 duplicações, número que não muda conforme elas envelhecem o que faz com que os erros de cópia no ADN não aumentem com a idade.Risco cresce a partir dos 55 .
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Para esta investigação a equipa de Estocolmo analisou os registos nacionais de nascimentos na Suécia de mais de 80 mil pessoas, incluindo 13.428 doentes bipolares. O risco de desenvolvimento da doença começou a aumentar quando os pais tinham 40 anos, mas foi apenas a partir dos 55 que o número começou a crescer significativamente. Segundo as conclusões do estudo, crianças nascidas de progenitores destas idades tinham mais 37 por cento de possibilidades de desenvolver doença bipolar.
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Caracterizada por mudanças extremas de humor, com episódios de euforia e criatividade elevada, seguidos de baixa auto-estima e depressão, "a doença bipolar é uma condição cruel que traz alto risco de suicídio", relembra o estudo. (Expresso)
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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Cancro da próstata: Venda de testes suspensa

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Ordena Infarmed
Cancro da próstata: Venda de testes suspensa
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A venda de testes rápidos para a detecção do cancro da próstata, comercializados pela Innovacon, está suspensa, segundo uma decisão da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), anunciada esta terça-feira, que alega que os produtos em causa podem levar a diagnósticos falsos.
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A decisão surge depois de o Infarmed ter detectado uma alegado problema num dos testes rápidos de detecção do cancro da próstata e ter apresentado a questão ao fabricante. A Innovacon, por sua vez, deu instruções aos distribuidores para descontinuar o uso do produto e para proceder à sua destruição, segundo informação da autoridade do medicamento.
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Em causa estão problemas detectados na estabilidade dos dispositivos médicos para diagnóstico "in vitro" dos testes rápido e ultra rápido semi-quantitativo do antigénio específico da próstata, segundo aquela entidade.
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O fabricante está a desencadear uma acção correctiva de segurança para todos os lotes que possuam data de limite de utilização de Novembro de 2008 ou posterior, segundo a nota do Infarmed.
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O Infarmed recomendou ainda que sejam reavaliados os resultados obtidos com os testes afectados. (Correio da Manhã)
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Identificada causa da osteoporose

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Estudo de investigadores da Coreia do Sul
Identificada causa da osteoporose
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Cientistas sul-coreanos descobriram o mecanismo por detrás da osteoporose, uma doença que afecta em particular as mulheres depois dos 50 anos. A descoberta tem como base experiências em ratos de laboratório mas pode dar origem a novas linhas de investigação para remédios inovadores.
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De acordo com a equipa de cientistas da Universidade Nacional de Seul, liderada por Kim Hong-hee, as conclusões da investigação confirmam que existe uma proteína, a CK-B, que é responsável por activar o processo de deteorização dos ossos. Ao bloquear a proteína nos ratos, impediram a descalcificação dos ossos. As conclusões serão publicadas na revista da especialidade ‘Nature Medicine’.
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Actualmente os tratamentos para esta doença têm como base a ingestão de cálcio e vitamina D, mas podem causar outro tipo de complicações. Com a identificação do papel da proteína CK-B, podem surgir novas formas de abordar a doença, evitando os efeitos secundários.
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A osteoporose é hoje um problema de saúde pública. Em Portugal, estima-se que atinja 500 mil pessoas e afecte uma em cada três mulheres após os 50 anos. Traduz-se numa diminuição da massa óssea que faz com que haja uma maior fragilidade do osso. O resultado é um maior risco de se partir. Prevê-se que, nos próximos 50 anos, o número de pacientes duplique pelo aumento da longevidade. (Correio da Manhã)
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Hepatite B afecta cem mil em Portugal

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Saúde: Dois mil milhões de doentes em todo o mundo
Hepatite B afecta cem mil em Portugal
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para a situação dramática que se vive em todo o Mundo, com o vírus da hepatite B (VHB). Esta doença, que causa cirrose e cancro do fígado, infecta dois mil milhões de indivíduos nos cinco continentes e mais de 350 milhões têm uma infecção crónica.
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Em Portugal existem cerca de cem mil infectados com o vírus. Destes, dez mil desenvolverão cirrose. Os casos mais graves, entre 400 a 500 doentes, terão cancro do fígado.
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Este panorama negro da infecção da hepatite B agora traçado pela OMS não é desconhecido do hepatologista (especialista em doenças do fígado) Carneiro Moura. Ao CM critica a falta de atenção dos governantes para o grave problema. "Durante muitos anos todas as atenções voltaram-se para a sida e descuraram-se as hepatites B e C. É preciso investir mais no tratamento e prevenção desta doença."
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Não existem dados sobre o número de mortes emPortugal relacionadas com esta doença, que não tem sintomas. Segundo o especialista, continuam a existir novos casos de doença porque "muitos sectores da população não estão vacinados". É o caso dos imigrantes, "que não vão ao Serviço Nacional de Saúde", apesar da vacinação obrigatória aos recém-nascidos ter um papel importante na prevenção. A obrigatoriedade da vacina é comum a mais de 115 países.
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A hepatite B é uma infecção viral que ataca o fígado e causa doença crónica e morte. O vírus transmite-se através do sangue e fluídos orgânicos de uma pessoa infectada e não através de contactos sociais.
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Segundo a OMS, 25 por cento dos adultos que se tornaram infectados crónicos na infância, poderão morrer de cancro do fígado ou cirrose.
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O vírus da hepatite B é cinquenta a cem vezes mais infeccioso do que o da sida e a sua prevenção é possível graças às vacinas. (Correio da Manhã)
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Fumo passivo mata sete pessoas por dia, diz estudo

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Fumo passivo mata sete pessoas por dia, diz estudo
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Todos os dias, ao menos sete brasileiros que nunca fumaram na vida morrem por doenças decorrentes da exposição à fumaça do tabaco. Por ano, são 2.655 mortos. Os dados constam no estudo "Mortalidade Atribuível ao Tabagismo Passivo na População Urbana do Brasil", realizado por pesquisadores do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e do Iesc/UFRJ (Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
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Os números preocupam a pesquisadora Valeska Figueiredo, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca. "São mortes que poderiam ser facilmente evitadas. Isso mostra a necessidade de termos uma legislação mais rígida em relação ao cigarro", afirma.
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Ela defende, porém, que as estimativas são "conservadoras". É que a pesquisa considera como fumantes passivos apenas os habitantes de áreas urbanas com mais de 35 anos, que nunca fumaram e moram com pelo menos um fumante. Ficaram de fora do cálculo, portanto, aqueles expostos à fumaça no ambiente de trabalho e os moradores de áreas rurais.
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O estudo inclui apenas as três principais causas de morte por tabagismo passivo: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto e angina) e acidentes vasculares cerebrais. Outros problemas, como síndrome da morte súbita da infância e doenças respiratórias crônicas, não foram computados. "O número de óbitos provavelmente está subestimado", diz Figueiredo.
Segundo a pesquisa, de cada mil mortes por câncer de pulmão no país, sete podem ser atribuídas ao fumo passivo. No caso de doenças isquêmicas do coração, essa proporção sobe para 25 -e chega a 29 nos acidentes vasculares cerebrais.
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Dependendo da doença, as mortes de mulheres são de 1,3 a três vezes mais elevadas que as de homens. Das 2.655 vítimas anuais, 1.601 ou 60,3% são de mulheres. A faixa etária que registra maior ocorrência, tanto em homens quanto em mulheres, é de 65 anos ou mais.
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Segundo o Inca, o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável do mundo, atrás só do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.
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No Brasil, onde cerca de 16% da população é fumante, o fumo em ambientes públicos ou privados de uso coletivo é regulado pela lei federal 9.294, de 1996. O texto permite a criação de áreas reservadas para esse fim, o que é criticado por associações antitabagistas.
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Os fumódromos, porém, podem estar com os dias contados. O Ministério da Saúde propôs emenda que proíbe o fumo em qualquer ambiente fechado ou semi-fechado. O texto já foi aprovado pela Casa Civil e aguarda envio ao Congresso.
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"A lei atual está defasada e expõe as pessoas ao risco, especialmente os garçons que trabalham nessas áreas de fumantes. Não existe sistema de ventilação capaz de dissipar a fumaça, assim como não existem níveis seguros de exposição", diz a chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Tânia Cavalcante. (Folha.online)
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domingo, 24 de agosto de 2008

10% dos médicos das urgências vêm de empresas

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10% dos médicos das urgências vêm de empresas
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Saúde. A maior parte dos hospitais portugueses têm de recorrer aos serviços médicos de empresas. Não só no Verão, mas durante todo o ano. E os custos por hora chegam a ultrapassar o dobro ou o triplo do que é pago a médicos do quadro.
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O problema da falta de médicos nas urgências agrava-se no Verão. No entanto, o recurso às empresas prestadoras de serviços médicos começa a ser uma solução para todo o ano. Vários hospitais admitiram que o peso destes médicos tarefeiros na actividade diária ronda já os 10% a 12%. A situação está longe de agradar aos administradores hospitalares, por ser mais dispendiosa e porque a dedicação dos médicos é sempre diferente quando não integram o quadro. Mas a tendência destes serviços é para aumentar.
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Ninguém sabe quantas empresas prestam esses serviços, embora estejam ligadas à maior parte das unidades hospitalares. Na região do Alentejo, por exemplo, nenhum hospital abdica do contributo: "Sem eles não tínhamos médicos para dar resposta a todos os utentes", diz António Serrano, administrador do Hospital do Espírito Santo (Évora). Pelo menos 20 a 24 tarefeiros trabalham na unidade mensalmente, o que significa que "garantem 12% da actividade da urgência", diz.
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Tal como se verifica um pouco por todo o País, as carências são sobretudo de anestesistas, "que se agravaram com o aumento das cirurgias às cataratas". Por isso, até contactaram a Morpheus na esperança de ter mais um médico a tempo inteiro. Na urgência, têm vários especialistas a fazer horas. "Não sei se vamos conseguir responder a todas as solicitações até ao fim do ano", desabafa.
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Luís Ribeiro, administrador do Hospital de Portalegre, conta diariamente com dois médicos na triagem e um internista (o equivalente a 90 profissionais por mês), que garantem os tais "10% de produção". "A situação complicou- -se há vários anos e vai agravar-se". No Centro Hospitalar do Baixo Alentejo, também é prática regular, nas áreas de obstetrícia, anestesiologia ou pediatria. "Em 2007, contratámos novos serviços de 32 empresas, embora algumas sejam empresas com apenas um médico", diz o porta-voz. "São recursos que nos têm valido em muitas situações".
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No Norte, a época do Verão está a revelar-se calma, embora os tempos de espera no Hospital de Santo António estejam mais longos aos domingos. Ao que o DN apurou, o Hospital de São João tem ultrapassado as dificuldades com a constituição de equipas fixas, mas outras unidades da região têm apostado numa empresa de médicos dedicados à urgência.
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É frequente encontrar os tarefeiros na triagem. Tal como em Portalegre, o Hospital de São Marcos (Braga), onde a procura tem crescido no Verão, "já há muitos médicos de empresas nesta tarefa", diz o chefe de equipa António Carvalho. O Centro Hospitalar de Coimbra admite que os utentes com senhas azuis e verdes (menos urgentes) estão praticamente a cargo das empresas. "Ajudam-nos a resolver muitos problemas. Mas os casos mais complexos e especializados têm resposta das nossas equipas", diz Deolinda Portelinha, a directora clínica. "Preferimos que eles tratem das situações banais. É como se fosse um SAP". Apesar de não ter dados, acredita que esta equipa tenha algum peso (12%), calculando que lá estejam quatro médicos por dia.
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A Guarda recebe mais 50% de utentes nesta altura, diz o administrador hospitalar Fernando Girão. "Este ano tivemos de fazer um concurso para 144 horas na urgência geral (seis dias) e contratar médicos para a pediatria, o que significa que realizam 10% da actividade".
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Em Lisboa, tal como Viseu, o Centro Hospitalar de Lisboa Central não recorre a ajudas externas. Mas o Hospital de Santa Maria e Pulido Valente tiveram de contratar a Morpheus. "O seu peso é de 10% na urgência, mas só contratamos anestesistas. O resto garantimos com os nossos recursos", diz Correia da Cunha, director clínico. As maternidades da capital também acusam problemas . (Diário de Notícias)
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sumos alteram eficácia de medicamentos

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Toranja, laranja e maçã
Sumos alteram eficácia de medicamentos
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Uma equipa de cientistas norte-americanos e canadianos descobriu que os sumos de toranja, laranja e maçã podem alterar o efeito de determinados medicamentos, reduzindo a sua eficácia.
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Os investigadores levaram a cabo este estudo com base em pacientes medicados com anti-histamínicos, usado para as alergias, onde alguns voluntários tomaram o remédio com água e outros com sumo de toranja.
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Com este estudo, os cientistas detectaram que o principal ingrediente activo de toranja reduz para metade a absorção do medicamento.
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Também os sumos de maçã e de laranja podem, de igual modo, diminuir a absorção de alguns remédios passados à corrente sanguínea através do intestino.
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Deste modo, os investigadores assinalam que os medicamentos cujo efeito pode ser afectado por estes sumos são os receitados para doenças cardíacas, para o tratamento de cancros e para a hipertensão e infecções.
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Todavia, os cientistas referem que estes resultados são apenas “a ponto do iceberg”, na medida em que outros medicamentos poderão ter o seu efeito reduzido com o ingerir de sumos de toranja, laranja e maça.
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O chefe de investigação alerta que os sumos de fruta podem anular totalmente o efeitos dos remédios. (Correio da Manhã)
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