sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Homens que nunca fumaram vivem mais e melhor

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Estudo sugere que a qualidade de vida e a saúde de um homem piora em proporção directa à quantidade de cigarros fumados diariamente.
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A pesquisa foi realizada na Finlândia, um estudo que acompanhou 1658 indivíduos saudáveis nascidos entre 1919 e 1934, numa primeira avaliação realizada em 1974. Posteriormente, em 2000, eles realizaram um questionário para avaliar a sua saúde e qualidade de vida. Os investigadores procuraram ainda saber informações relevantes sobre aqueles que entretanto morreram.
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Os cientistas constataram que, no intervalo de 26 anos entre as duas avaliações, 372 (22,4%) dos homens morreram, e aqueles que nunca tinham fumado viveram uma média 10 anos superior comparativamente aos que consumiam mais de 20 cigarros diariamente.
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"Embora muitos fumadores tenham deixado de fumar entre a entrevista de base, em 1974, e a segunda avaliação, em 2000, o efeito do status de fumador sobre a mortalidade e a qualidade de vida na velhice continuaram fortes", afirmaram os autores. "Apesar de um índice de 68,9% de abandono do hábito no período seguinte, 44,1% dos que mais fumavam morreram, e aqueles que sobreviveram até uma idade média de 73 anos apresentaram qualidade de vida relacionada à saúde significativamente menor do que a dos que nunca fumaram", concluíram os cientistas. (farmacia.com.pt)
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Homens menos férteis

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Mais de metade com qualidade do sémen inferior ao normal
Homens menos férteis
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Mais de metade dos homens em idade fértil, entre os 18 e os 30 anos – 57,8 por cento –, apresenta uma qualidade do sémen inferior à que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera normal, revela uma investigação feita em Espanha. Especialistasportugueses alertam para os riscos da infertilidade masculina: industrialização, poluição ambiental e ainda os químicos presentes na alimentação, como os corantes.
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Em declarações ao CM, o médico urologista Mendes Silva, presidente da Associação Portuguesa de Urologia, considera preocupante o ritmo com que os homens estão a ficar inférteis. "Há estudos que demonstram que a fertilidade masculina está a diminuir devido à industrialização e poluição atmosférica e alimentar. A continuar a este ritmo poderá comprometer a sobrevivência da espécie humana", explica o especialista, alertando para o facto de o problema ter consequência na natalidade: "Há cada vez mais casais que querem ter um filho e não conseguem."
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A lista de substâncias que podem contribuir para a redução da fertilidade masculina inclui os pesticidas, desinfectantes, dissolventes e outros componentes utilizados no fabrico de metais, tecidos ou móveis. A infertilidade está a aumentar também na mulher e irá tornar-se um problema de saúde pública. Estima-se que os 15 por cento dos casais inférteis passarão para 30 por cento em 2015, causando acentuado declínio na população europeia.
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BANCO PREVÊ ADIAMENTO DA FERTILIDADE
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O projecto, que aguarda aprovação para a criação de um banco de óvulos e esperma apresentado pelo investigador em Genética Mário Sousa, inclui três componentes distintas: o banco para os casais inférteis, outro para crianças e adultos com cancro – que pretendam fazer a criopreservação (conservação no frio) dos gâmetas antes dos tratamentos oncológicos – e uma terceira área destinada a homens e a mulheres que querem adiar a fertilidade por motivos profissionais.
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"Seria um investimento a rondar os dois milhões de euros", sublinha o investigador Mário Sousa. O recrutamento dos dadores deve ser feito através de associações cívicas e sujeito a rigoroso processo de selecção. "Conseguimos compatibilizar os gâmetas em 85 por cento com os dados genéticos do casal", assegura.
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FALTA BANCO DE ESPERMA
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Portugal ainda não tem um banco de óvulos e esperma no sector público, apesar de a lei da procriação medicamente assistida já ter sido aprovada e promulgada pelo Presidente da República, Cavaco Silva. O investigador em Genética Mário Sousa, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, critica a lacuna: "Portugal ainda não tem um banco de gâmetas [células reprodutoras] por entraves políticos. Há dois anos o ministro da Saúde disse que não podia ser criado um banco de gâmetas porque a lei não fora ratificada. Hoje já podia tratar-se casais inférteis, mas não se sabe quando será criado um banco."
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APONTAMENTOS
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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Nos critérios para avaliar a qualidade no estudo do sémen foram registados o volume da ejaculação, a mobilidade e a concentração dos espermatozóides. Os resultados foram inferiores aos preconizados como "normais" pela OMS.
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MAIS DE MIL TESTADOS
No estudo participaram 1239 homens, dos 18 aos 30 anos, de 17 regiões autónomas, e foram avaliados pela Associação Espanhola de Andrologia e Associação de Clínicas de Reprodução Assistidas.
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ESTILO DE VIDA
Não foi encontrada relação entre a qualidade do sémen e o tabaco, álcool, drogas e stress. (Correio da Manhã)
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sábado, 11 de outubro de 2008

Estudo: Hipericão efectivo para depressão

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Uma análise de estudos anteriores revelou que a planta medicinal hipericão (Hypericum perforatum), ou Erva de São João, trata efectivamente os sintomas de depressão grave.
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Os investigadores relataram na "Cochrane Reviews", uma revista que analisa estudos médicos e científicos, que os extractos de hipericão, testados em diferentes ensaios, foram melhores do que placebos e tão efectivos como os antidepressivos standard, mas com menos efeitos secundários.
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Segundo Klaus Linde, do Centro de Medicina Complementar de Munique, na Alemanha, os estudos eram provenientes de uma variedade de países, testaram variados e diferentes extractos de hipericão, e a maior parte incluiu pacientes que sofriam de sintomas ligeiros a moderadamente graves.
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A planta actua de forma semelhante aos antidepressivos prescritos ao aumentar uma substância química no cérebro, a serotonina, que está envolvida no controlo do humor.
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A revisão da Cochrane analisou 29 estudos que, no total, incluíram 5.489 homens e mulheres com sintomas de depressão grave e compararam a efectividade da planta a placebos e tratamentos standard.
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Os investigadores descobriram que os extractos de hipericão eram não só efectivos, como também que menos pessoas que os estavam a tomar desistiram dos ensaios devido a efeitos secundários adversos.
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A depressão é a principal causa de suicídio e afecta cerca de 121 milhões de pessoas a nível mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). (farmacia.com.pt)
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Falta de vitamina D relacionada com cólon irritável e doença hepática

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Investigadores da Faculdade de Medicina de Wisconsin analisaram se a insuficiência de vitamina D em pacientes com síndrome do cólon irritável estava relacionada a uma qualidade de vida mais baixa ou a uma actividade da doença mais elevada, independentemente de outros factores de risco conhecidos e utilização de medicação.
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Este estudo, conduzido pelo Dr. Alex Ulitsky e colegas, analisou os níveis de vitamina D de 504 pacientes com síndrome do cólon irritável e registou as medições mais baixas da vitamina.
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A equipa de investigadores descobriu que cerca de 50 por cento dos pacientes tinham insuficiência de vitamina D em alguma altura, tendo 11 por cento uma insuficiência grave.
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Investigadores da Universidade do Tennessee, em Memphis, também mediram os níveis de vitamina D em 118 pacientes com doença hepática crónica. Os cientistas descobriram que 92,4 por cento dos pacientes tinham em algum grau insuficiência de vitamina D e, pelo menos, um terço tinha insuficiência grave. A deficiência grave de vitamina D era mais comum entre os pacientes com cirrose.
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De acordo com o principal investigador, o Dr. Satheesh P. Nair, uma vez que a deficiência de vitamina D é comum entre estes pacientes, a terapia de substituição poderá ajudar a prevenir a osteoporose e outras complicações ósseas relacionadas com a doença hepática em fase final. (farmacia.com.pt)
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Probióticos ajudam a aliviar sintomas de cólon irritável

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Investigadores norte-americanos revelaram que os probióticos podem ajudar a aliviar os sintomas e a normalizar a frequência do movimento intestinal em pacientes com síndrome do cólon irritável.
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Os probióticos encontrados nos iogurtes ou suplementos alimentares contêm bactérias ou leveduras potencialmente benéficos.
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Uma revisão sistemática da eficácia dos probióticos na síndrome do cólon irritável, que incluiu 19 ensaios aleatórios controlados, envolvendo 1.628 pacientes com a síndrome, descobriu que os probióticos são efectivos.
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Contudo, também revelaram que não existe informação suficiente para se ter a certeza se existe um probiótico que é particularmente efectivo ou se são necessárias combinações de probióticos.
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Esta meta-análise foi conduzida pelo autor principal, o Dr. Paul Moayyedi, e pelos colegas da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, e de Rochester, no Minnesota, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Ontário, da Universidade College Cork, na Irlanda, e do Centro Médico Montefiore, em Nova Iorque.
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Os resultados foram apresentados no congresso anual científico da "American College of Gastroenterology", em Orlando, na Flórida.
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Os probióticos são bactérias amigáveis que fortalecem o maior sistema de defesa do corpo humano, os intestinos, contra reacções inflamatórias, diarreia, stress, doenças infecciosas e acção dos antibióticos. Os probióticos são organismos vivos que, quando ingeridos em concentrações adequadas, são benéficos para a saúde do consumidor. (farmacia.com.pt)
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Estatinas retardam envelhecimento das artérias

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As artérias de pacientes que têm doenças cardíacas envelhecem de uma forma mais acelerada do que o resto do corpo, algo explicado pela forma como a doença afecta o ADN das células responsáveis pela protecção das paredes das artérias, limitando a sua capacidade de "limpar" os depósitos de gordura.
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Segundo os investigadores, as estatinas estimulam a produção de uma proteína denominada por NBS-1, capaz de detectar os danos do ADN nas células arteriais e acelerar a sua recuperação, atrasando ainda o seu envelhecimento.
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"É uma descoberta interessante, que as estatinas não reduzem apenas o colesterol, mas estimulam o "kit" de recuperação do ADN das células, atrasando o envelhecimento das artérias", afirmou Martin Bennett, coordenador do estudo.
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Para Peter Weissberg, director médico da Fundação Britânica do Coração, os níveis elevados de colesterol no sangue induzem um ciclo repetitivo de danos e recuperação nas paredes arteriais que provocam ataques cardíacos se o mecanismo de recuperação não for adequado.
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"As estatinas protegem contra ataques cardíacos através de uma redução dos níveis de colesterol, e os consequentes danos às paredes arteriais. Esta pesquisa demonstrou que as substâncias podem melhorar ainda os mecanismos de recuperação naturais das artérias", concluiu Weissberg. (farmacia.com.pt)

Pais podem passar para os filhos dependência da nicotina

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Pais podem passar para os filhos dependência da nicotina
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Investigadores canadianos alertaram para o facto de que os pais que fumam cigarros perto dos filhos, nos carros e em casa, poderem despoletar neles sintomas de dependência da nicotina.
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O principal investigador, Mathieu Belanger, da Universidade de Sherbrooke e da Universidade de Moncton, no Canadá, revelou que os participantes do estudo foram recrutados de 29 escolas do Quebec como parte de uma investigação que mede a utilização de tabaco e outros comportamento que comprometem a saúde.
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Aproximadamente 1.800 crianças entre os 10 e os 12 anos, de todos os níveis socioeconómicos, responderam a um questionário sobre a sua saúde e comportamentos.
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Os investigadores também colocaram perguntas sobre sintomas de dependência da nicotina e exposição ao fumo em segunda-mão.
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Segundo Belanger, de acordo com a percepção convencional, uma pessoa que não fume não pode experienciar a dependência da nicotina. Contudo, o estudo, publicado na "Addictive Behaviors", descobriu que 5 por cento das crianças que nunca tinham fumado, mas que foram expostas a fumo passivo, no carro ou em casa, relataram sintomas de dependência da nicotina.
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A Dra. Jennifer O'Loughlin, da Universidade de Montreal, que colaborou com os investigadores, afirmou que a exposição ao fumo em segunda-mão, entre os não fumadores, pode provocar sintomas que se assemelham aos da abstinência de nicotina, como humor depressivo, dificuldades em dormir, irritabilidade, ansiedade, inquietude, dificuldades de concentração e aumento do apetite. (farmacia.com.pt)
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Consumo diário de nozes ajuda a diminuir o crescimento do cancro da mama

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Um estudo em ratos de laboratório demonstrou que o consumo diário de nozes ajuda a diminuir o crescimento do cancro da mama. As nozes são o fruto seco com a maior quantidade de ácidos gordos Ómega-3.
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A investigação, desenvolvida na Universidade de Marshall, em Huntington, demonstrou os benefícios dos nutrientes das nozes na diminuição do crescimento das células cancerígenas. Alguns componentes das nozes, como os Ómega-3, são a chave para a obtenção destes resultados positivos.
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O estudo, publicado na última edição da "Nutrition and Cancer", revelou que as nozes possuem três características que explicam estes resultados: a elevada quantidade de ácidos gordos Ómega-3, de antioxidantes e de fitosteróis. Todos estes componentes já tinham demonstrado, noutros estudos, efeitos positivos na redução do crescimento das células cancerígenas.
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A investigadora principal, a Dra. Elaine Hardman, da Faculdade de Medicina Joan C. Edwards da Universidade de Marshall, assegurou que quando os ratos foram alimentados com nozes, o rácio de crescimento dos seus tumores reduziu drasticamente.
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Os ratos seguiram uma dieta diária na qual 18,5 por cento das calorias era proveniente de nozes, o equivalente a duas mãos de nozes por dia para os humanos. Outro grupo de ratos seguiu uma dieta de controlo sem o consumo de nozes.
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Os resultados demonstraram que os ratos que ingeriram nozes demoraram o dobro do tempo a registar um aumento no tamanho dos tumores, em comparação com o grupo de controlo.
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Os resultados positivos do estudo confirmam os benefícios múltiplos de uma dieta rica em ácidos gordos Ómega-3 e a necessidade de reduzir as dietas com elevadas quantidades de gorduras saturadas. (farmacia.com.pt)
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Descoberto teste pré-natal mais seguro para síndrome de Down

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Investigadores norte-americanos revelaram que um novo teste sanguíneo pré-natal pode ser utilizado para determinar se um bebé tem síndrome de Down sem os riscos para o feto colocados pelos métodos invasivos, como a amniocentese.
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Os investigadores liderados por Stephen Quake, da Universidade de Stanford, na Califórnia, criaram uma forma de procurar os cromossomas extra que provocam a síndrome de Down, e defeitos de nascença semelhantes, nas pequenas quantidades de ADN fetal que circulam no sangue da mãe.
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O teste, que requer uma pequena amostra de sangue da grávida, é mais seguro do que a amniocentese, no qual uma agulha é introduzida no útero, e pode ser efectuado mais cedo na gravidez.
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O teste também detecta outras doenças cromossómicas, tais como a síndrome de Edward, que mata metade dos bebés na primeira semana de vida, e a síndrome de Patau, que mata mais de 80 por cento das crianças durante a infância.
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A equipa de investigadores demonstrou a precisão do novo teste genético num pequeno estudo com 18 mulheres, publicado na "Proceedings of the National Academy of Sciences". O teste identificou com exactidão as nove mulheres com um feto com síndrome de Down e outras três com diversas doenças cromossómicas.
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De acordo com Quake, este é o primeiro teste universal e não-invasivo para a síndrome de Down, sendo que este deve ser o primeiro passo para acabar com os testes invasivos, como a amniocentese e a amostra das vilosidades coriais, que podem apresentar um pequeno risco, cerca de 1 por cento, de aborto ou defeitos à nascença.
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A síndrome de Down, que provoca atrasos mentais e outros problemas, acontece quando a criança tem três cópias do cromossoma 21, em vez das duas normais. (Farmacia.com.pt)
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domingo, 5 de outubro de 2008

Obesidade aumenta risco de abortos espontâneos recorrentes

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Estudo em Inglaterra
Obesidade aumenta risco de abortos espontâneos recorrentes

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As mulheres que registam abortos espontâneos, sem explicação aparente, correm mais riscos de voltarem a sofrer do mesmo problema se forem obesas, revela um estudo do London's St Mary's Hospital.
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Segundo a BBC, a equipa de investigadores acompanhou 696 mulheres que tiveram abortos considerados inexplicáveis por especialistas clínicos. Destas, mais de metade tinha peso normal, 30 por cento tinham excesso de peso e 15 por cento eram obesas.
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Quanto mais velhas estas mulheres, maiores as possibilidade de terem outros abortos, mas os cientistas ajustaram os dados a este facto e verificaram que a obesidade pode explicar também a reincidência de abortos. Este problema pode atingir as mulheres com excesso de peso significativo em mais 73 por cento do que as mulheres com peso normal, afirmou a equipa de investigadores durante uma conferência científica internacional realizada Royal College of Obstetrics and Gynaecology, em Montreal, Canadá.
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“Este foi o primeiro estudo a olhar directamente para a ligação entre o índice de massa corporal e o aborto recorrente. Mostra que mulheres obesas que tiveram reincidência de abortos correm mais riscos de terem novamente uma gravidez falhada. Todas as mulheres com este problema devem ser pesadas logo na primeira consulta. As que sofrem de obesidade devem ser aconselhadas sobre os benefícios em perderem peso”, defendeu Winnie Lo, enfermeira especialista no hospital londrino e uma das autoras do estudo.
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Nick Finer, endocrinologista no Hospital de Addenbrooke, perto de Cambridge, não ficou surpreendido com os resultados do estudo, pois trabalhos anteriores já apontavam para as consequências dos elevados índices de massa corporal na fertilidade ou na malformação de fetos. Contudo, este especialista avisou que a perda de peso deve ser encetada antes da gravidez e não durante, pois “poderá causar problemas”. (Público - Peso & Medida)
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Dores nas costas custam milhões

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Alerta: Especialistas pedem mais unidades especializadas
Dores nas costas custam milhões
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Um milhão e quatrocentos mil portugueses sofrem actualmente de dor moderada a grave. A principal causa de dor crónica é a dor de costas (lombalgia), cujos tratamentos custam ao País cerca de 997 milhões de euros por ano. Esta verba inclui os custos directos e os indirectos, como as faltas ao trabalho e as reformas antecipadas.
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Estes números merecem uma reflexão no Dia Mundial Contra a Dor, que se assinala a 11 de Outubro, e justificam a criação de Unidades de Dor, de diferentes níveis de assistência, nos hospitais. A medida está prevista no Programa Nacional de Luta Contra a Dor Crónica e é defendida pelos especialistas; no entanto, estes dizem que existem em número insuficiente. Um dos hospitais que dispõe não de uma unidade, mas de uma Consulta da Dor, é o Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, a funcionar desde 1998.
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O número de doentes ali tratados para o controlo da dor tem vindo a crescertodosos anos, a um ritmo médio de cem por ano. Hoje, são ali assistidos cerca de 800 doentes por ano. Alguns sofrem de cancro, outros padecem de dores musculares (músculo-esquelético) ou dores nas articulações (osteoarticulares).
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HÁ FALTA DE MEIOS
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A médica anestesista Margarida Frias, coordenadorada Consulta da Dor no Hospital do Barreiro, reconhece ao CM a insuficiência de meios face à quantidade de doentes: "A consulta funciona um dia por semana, mas devíamos ter, pelo menos, dois dias."
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A maioria dos doentes tem entre 50 e 60 anos, mas, segundo Margarida Frias, já "começam a surgir doentes mais jovens, com menos de 40 anos e alguns, poucos, com 18 anos a queixarem-se de lombalgias."
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O investigador dos mecanismos da neurobiologia da dor e coordenador da Comissão Nacional de Controlo da Dor, Manuel Castro Lopes, revela conclusões de um estudo da Faculdade de Medicina do Porto: 31 por cento dos portugueses com mais de 18 anos sente dores; 14,3 por cento – um milhão e 400 mil portugueses – queixa-se de dores moderadas a grave. (Correio da Manhã)
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sábado, 4 de outubro de 2008

Diabetes: Hospital de Santo António cria consulta

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Para ajudar a lidar com doença
Diabetes: Hospital de Sto António cria consulta
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O Hospital de Santo António, no Porto, anunciou esta quinta-feira a criação da Consulta Terapêutica Educacional da Diabetes (CTED), que tem por objectivo fornecer ao doente estratégias para uma melhor compreensão e relação com a doença que afecta cerca de um milhão de portugueses.
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A consulta será orientada por uma equipa formada por médico, enfermeiro, nutricionista, podologista, assistente social e psicólogo. Pretende-se que durante cerca de cinco meses, os doentes frequentem quatro sessões da CTED, durante as quais serão abordados “conceitos que, devidamente aplicados, lhes permitirão ter uma vida saudável com a sua diabetes".
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De acordo com Isabel Mangas Palma, médica Endocrinologista responsável pela consulta, a diabetes Mellitus (DM) tipo 2 é a principal causa de cegueira, insuficiência renal e doença cárdio e cerebrovascular. A CTED visa uma abordagem global do doente, permitindo identificar e tratar eficazmente problemas de várias ordens que poderão estar na base do mau controlo metabólico.
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"No início e no fim do processo, os doentes são avaliados analiticamente de modo a ser traçada com maior precisão a sua evolução e de forma a tornarem-se independentes no controlo da doença", assinalou a especialista, precisando que na fase piloto da CTED foram atendidos 120 diabéticos. (Correio da Manhã)
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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ambiente de Trabalho pode acelerar aparecimento de artrite reumatóide

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Os investigadores do Instituto Karolinska de Estocolmo divulgaram que há muito tempo se sabe que determinados factores ambientais, como fumar e beber álcool, assim como a hereditariedade, aumentam o risco de desenvolver a doença.
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O estudo, publicado na "Psychotherapy and Psychosomatics", sugere que o stress e uma pesada carga de trabalho, assim como ter pouco controlo sobre os resultados, aumentam a probabilidade de desenvolver artrite reumatóide.
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Os investigadores principais, Lars Alfredsson, do Departamento de Medicina Ambiental, e Lars Lareskog, do Departamento de Medicina, expuseram correlações claras entre a doença e empregos nos quais as pessoas não controlam a sua própria situação.
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A artrite reumatóide é uma doença auto-imune, na qual as articulações se inflamam simetricamente, incluindo habitualmente as das mãos e dos pés, originando inchaço, dor e muitas vezes levando à destruição definitiva do interior da articulação. A artrite reumatóide também pode desencadear uma variedade de sintomas em todo o corpo.
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Desconhece-se a sua causa exacta, embora sejam muitos os vários factores (inclusive a predisposição genética) que podem influir na reacção auto-imune. Cerca de 1 % da população sofre desta doença, que afecta as mulheres duas ou três vezes mais frequentemente que os homens. (http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=6195)
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sábado, 27 de setembro de 2008

Índice de massa corporal elevado prejudica quimioterapia

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Eficácia afectada
Índice de massa corporal elevado prejudica quimioterapia
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A obesidade pode aumentar os riscos de se sofrer de cancro e a agressividade da doença. O mesmo pode acontecer em relação ao tratamento. Um estudo elaborado pelo M. D. Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, revelou que as pacientes com cancro da mama operável, que têm índices de massa corporal (IMC) elevados, têm menos possibilidade de obterem uma resposta eficaz do tratamento com quimioterapia do que os doentes com peso normal.
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Pesquisas anteriores demonstraram haver uma ligação entre a obesidade e a agressividade dos cancros da mama, mas os mecanismos que ditam essa relação ainda não eram conhecidos, segundo destaca a equipa do M. D. Anderson Cancer Center, liderada por Abenaa M. Brewster, num relatório publicado no “Journal of Clinical Oncology”.
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Nesse trabalho, os investigadores acompanharam 1169 pacientes, entre Maio de 1999 e Maio de 2004, recorrendo ao IMC para categorizar as doentes. Conclusão: as pacientes com peso normal têm maiores probabilidades de obterem uma resposta eficaz do tratamento com quimioterapia.
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Apesar de não haver diferenças nas possibilidades de as doentes obterem uma resposta completa da quimioterapia, as que têm peso a mais correm mais riscos de sofrerem de tumores de faseIII e têm menores taxas de sobrevivência no período pós-tratamento de 4,1 anos.
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A ligação entre um IMC mais elevado e a redução na resposta da quimioterapia “pode ser atribuída à influência do IMC na eficácia clínica da quimioterapia ou da dosagem insuficiente de pacientes obesos seguida pelos médicos por receio da toxicidade, apesar de os estudos terem demonstrado que essa prática contribui para uma menor sobrevivência livre da doença”.
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Dados do estudo
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Título: Relationship Between Obesity and Pathologic Response to Neoadjuvant Chemotherapy Among Women With Operable Breast Cancer
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Publicação: Journal of Clinical Oncology, volume 26, número 25, 1 de Setembro de 2008, páginas 4072-4077
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Autores: Jennifer K. Litton, Ana M. Gonzalez-Angulo, Carla L. Warneke, Aman U. Buzdar, Shu-Wan Kau, Melissa Bondy, Somdat Mahabir, Gabriel N. Hortobagyi, Abenaa M. Brewster(Peso & Medida - Público)
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cancro do colo do útero - jovens vacinadas já no próximo mês

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Cancro do colo do útero - Estado já escolheu a vacina
Jovens vacinadas no próximo mês
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As raparigas de 13 anos poderão começar a ser vacinadas já no próximo mês contra o papiloma vírus, que provoca o cancro do colo do útero.
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A vacina, que vai ser integrada no Plano Nacional de Vacinação (e dada gratuitamente), já está escolhida. Os dois laboratórios que têm produtos contra este vírus entregaram ontem as propostas. A Gardasil, da Sanofi Pasteur MSD, obteve a maior pontuação no concurso público, em detrimento da Cervarix, da GlaxoSmithKline. Não por ser mais barata, mas por imunizar contra mais tipos de vírus.
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De acordo com as regras do concurso, a escolha é feita tendo em conta uma fórmula: a eficácia e a abrangência de cada uma valiam 53%, o preço 47%. Na segunda ronda de propostas, os laboratórios baixaram os preços das ofertas. A Sanofi propôs vender por 55 euros e a Glaxo 39,39 euros, cada dose.
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Ao optar pela mais cara, o Estado irá pagar mais 2,6 milhões de euros por ano para vacinar 55 mil jovens (a cada uma são dadas três doses). Foram encomendadas 169 mil doses para o primeiro ano.
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O Governo tinha aprovado, em Conselho de Ministros já este mês, um orçamento de 14 milhões de euros para adquirir a vacina (acrescido de IVA). Mas, como cada concorrente baixou as ofertas nesta segunda fase do concurso, o Ministério da Saúde poupará mais de quatro milhões de euros em relação à verba prevista. A decisão do júri ainda não foi divulgada oficialmente e, por isso, o Ministério da Saúde não comenta se esta diferença de preços será utilizada para vacinar mais jovens.
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Anunciada há um ano pelo então ministro Correia de Campos, a vacina contra o cancro do colo do útero estava prevista para começar a ser administrada em Setembro. Mas o concurso público sofreu um atraso após um dos laboratórios ter entregue uma providência cautelar contra o outro concorrente, por não ter entregue toda a documentação no prazo. O concurso não chegou a ficar suspenso, pelo interesse público na sua conclusão.
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O QUE É QUE A VACINA VENCEDORA TEM?
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A Gardasil, vacina agora escolhida no concurso público, foi a primeira a entrar no mercado. Tal como a concorrente Cervarix, tem cem por cento de eficácia. A diferença é o facto de proteger contra mais estirpes de vírus (quatro, enquanto a concorrente se fica por duas). Além dos papilomas vírus humano 16 e 18 – os mais comuns e os que estão na origem da maioria dos cancros do colo do útero – apresenta protecção para os tipos 6 e 11, responsáveis por lesões como as verrugas genitais.
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Este vírus é transmitido por via sexual e representa a segunda causa de morte por cancro nas mulheres entre os 15 e os 44 anos. Portugal tem a taxa de incidência mais alta da Europa, com cerca de 900 novos casos por ano e mais de 300 mortes devido a este carcinoma.
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DGS PODE AVANÇAR 'NUM PRAZO DE DIAS'

O director-geral da Saúde, Francisco George, está apenas à espera da formalização da escolha do fornecedor para avançar com a vacinação. Francisco George garante que, depois do processo concluído, é uma questão de dias até que tudo seja posto em prática. Também a Sanofi Pasteur já fez saber que as vacinas estão em Portugal e disponíveis para ser adquiridas.
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De acordo com os prazos definidos, os concorrentes têm agora cinco dias úteis para recorrer.Caso não haja contestação, o júri publica o relatório final e a decisão segue para o Ministério da Saúde, para aprovação da ministra Ana Jorge. (Correio da Manhã)
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APONTAMENTOS
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Calendário

Este ano serão vacinas as raparigas nascidas em 1995. Em 2009, as jovens de 1996 e em 2010 as que nasceram em 1997. De 2009 a 2011, chegará às jovens de 17 anos.
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Redução do cancro
Calcula-se que 70% dos cancros sejam provocados pelo papiloma vírus. A vacina previne estas situações.
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Mortes
O cancro do colo do útero é responsável por mais de 300 mortes por ano em Portugal.
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Células estaminais sem efeitos secundários indesejáveis?

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Vírus da constipação poderá ser a chave
Células estaminais sem efeitos secundários indesejáveis?

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As células estaminais embrionárias são uma das esperanças da medicina do futuro: em princípio, devem permitir, a partir das células de um doente, gerar tecidos e órgãos biocompatíveis com esse doente. Porém, a sua produção levanta problemas; por isso, mais recentemente, o interesse virou-se também para células estaminais “quase embrionárias”, relativamente fáceis de produzir. Só que a sua utilização apresentava grandes riscos potenciais para a saúde. Agora, talvez a solução esteja à vista: na edição online de hoje da revista Science, cientistas de Harvard concluem que um vírus da constipação poderá ser a chave para a produção de células deste tipo desprovidas de efeitos secundários graves.
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Um pouco por todo o mundo, têm-se procurado maneiras de obter células estaminais embrionárias, pois elas prometem servir um dia para tratar a doença de Alzheimer ou resolver a escassez de órgãos para transplante. Mas, até há cerca de um ano, a obtenção deste tipo de células apresentava um grande obstáculo – que não era, aliás, de ordem científica: pensava-se que, para as criar, era necessário clonar embriões a partir das células dos doentes (da mesma forma como foi clonada a ovelha Dolly). Esses embriões humanos não se desenvolveriam mais do que uns dias no laboratório, até ao estádio de uma bolinha com um punhado de células – o suficiente para colher as suas células estaminais – mas, mesmo assim, a ideia levantava questões morais que muitos governos e uma parte da opinião pública não estavam dispostos a ignorar.
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Muitos cientistas continuam a explorar esta via mas, entretanto, ao longo de 2007, uma equipa japonesa primeiro e outras depois mostraram que não era obrigatório clonar embriões para se chegar a estas células (ou pelo menos a algo de muito parecido), ao conseguirem obter, por outra via, células aparentemente tão “embrionárias” como as verdadeiras células estaminais embrionárias. Para isso, simplesmente, “reprogramaram” directamente os genes de células da pele adultas (de ratinho e humanas). Estas novas células, a que deram o nome de células pluripotentes estaminais induzidas ou células IPS (induced pluripotent stem cells), forneciam uma alternativa à clonagem e fizeram com que o próprio George W. Bush e até o Papa louvassem a descoberta.
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Mas as células IPS apresentavam um grande problema – técnico, desta vez: é que, para introduzir nas células da pele adultas os genes necessários à sua reprogramação em células IPS, usavam-se vírus que se inseriam para sempre no ADN dessas células. Ora acontece que um dos genes necessários para efectuar a reprogramação celular e conseguir que as células da pele recuassem no tempo e se tornassem novamente “embrionárias”, era um gene, chamado c-myc, que tem o mau gosto de provocar cancros. E o que se constatou nos meses a seguir foi que embriões de ratinho a quem essas células IPS tinham sido injectadas – precisamente para mostrar que elas se comportavam como células embrionárias – desenvolviam tumores malignos.
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Agora, Matthias Stadtfeld e colegas deram um passo importante na eliminação desse obstáculo, utilizando um vírus da constipação – um adenovírus – para introduzir os genes de reprogramação em culturas de células adultas de ratinho. Os adenovírus, ao contrário de outros vírus, não precisam de se integrar no ADN das células que infectam para activar os genes que transportam e a sua presença nas células-alvo é portanto transitória. Isto seria um inconveniente se fosse preciso manter durante muito tempo a acção dos genes introduzidos, mas como para reprogramar as células adultas em células IPS apenas é preciso que os genes em causa se activem temporariamente, o estratagema funciona.
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Até agora, dizem os cientistas, ainda não observaram qualquer efeito adverso destas células IPS nos ratinhos em cujos embriões as injectaram – e que permitiram constatar que elas eram capazes de dar origem a células pulmonares, cerebrais, cardíacas, etc.. Resta porém, avisam, saber se o mesmo resultará com células humanas.(Público)
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Hipertensão fatal para as grávidas

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Saúde:
Doença não controlada é a principal causa da mortalidade materna
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O aparecimento da hipertensão durante a gravidez, sem controlo clínico, é em Portugal a principal causa de morte das mulheres grávidas. Porém, a mortalidade materna no nosso país é considerada das mais baixas do Mundo.
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Por ano regista-se uma média de cinco óbitos por cem mil partos. Nascem em média 103 mil bebés todos os anos.
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Luís Graça, presidente do Colégio da Especialidade de Ginecologia-Obstetrícia da Ordem dos Médicos, afirma ao CM que a mortalidade materna em Portugal é das mais baixas a nível mundial. "É das melhores do Mundo. Num ano podem morrer três grávidas, noutro ano cinco ou seis, por cada cem mil partos anuais." A média nos países da OCDE ronda as oito a nove mortes por cem mil nascimentos por ano.
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Segundo o especialista, a hipertensão arterial pode surgir na gravidez, pelo que é indispensável a mulher ser vigiada clinicamente para se controlar tanto a sua saúde como a do bebé. Deve ir às consultas e fazer análises e exames sempre que recomendados.
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Enquanto Portugal regista uma baixa taxa de mortalidade, outros países apresentam dados mais preocupantes. Um relatório da UNICEF, divulgado ontem, revela que mais de meio milhão de mulheres morre anualmente em todo o Mundo devido a complicações durante a gravidez ou no momento do parto e dez milhões sofrem lesões, infecções, doenças ou deficiências, muitas evitáveis.
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O relatório afirma que mais de 99 por cento de todas as mortes relacionadas com a maternidade ocorre nos países em desenvolvimento, das quais 84 por cento nos países da África subsariana e no Sul da Ásia.
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A hemorragia é a causa de morte mais comum, especialmente em África (34 por cento) e na Ásia (31 por cento). Seguem-se as infecções, como a sepsia – trata-se de uma intoxicção generalizada do organismo – e a anemia. (Correio da Manhã)
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Especialistas condenam prescrição de psicofármaco Ritalina a menores de cinco anos

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Aconselhado apenas para casos extremos
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Desta vez, os avisos vêm do Reino Unido. As novas linhas orientadoras ditadas pelo National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) referem que o conhecido medicamento chamado Ritalina (nome comercial do metilfenidato) usado para casos de défice de atenção e hiperactividade não deve “em caso algum” ser prescrito a menores de cinco anos e, apenas em último recurso, deve ser usado por crianças mais velhas. Em Portugal, os especialistas sublinham que a prescrição destes fármacos a crianças com menos de 5 anos abrange uma pequena minoria e situações muito especiais.
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As novas directivas britânicas neste campo foram divulgadas hoje pelo diário inglês "The Guardian". Segundo este jornal, os especialistas defendem que antes de receitar Ritalina é preciso assegurar que todas as outras estratégias foram tentadas e falharam. Assim, fala-se numa aposta na formação de pais e professores para que aprendam a lidar com estas situações delicadas antes de simplesmente prescrever o medicamento que acalma a criança. Para a formação é proposto um programa de 12 semanas e apenas nos casos mais graves e como último recurso deve ser usado o psicofarmaco, sublinham. Além disso, o uso destes medicamentos, diz o NICE, deve ser sempre acompanhado de apoio psicológico.
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A prescrição de medicamentos como a Ritalina sempre foi alvo de controvérsia e debate na comunidade científica. Ainda assim, há milhões de crianças em todo o mundo que parecem precisar desta medicação para resolver problemas de desatenção. Em Portugal, o problema deverá afectar entre 3 a 5 por cento da população escolar. “O manancial de experiência adquirido até hoje permite concluir que é um medicamento eficaz e seguro. Temos dados suficientes para concluir que a taxa de complicações a curto e longo prazo é muito baixa”, referiu ao PÚBLICO, o neuropediatra José Carlos Ferreira, especialista nesta área, admitindo que o fármaco pode produzir efeitos secundários já relatados como, por exemplo, palpitações e falta de apetite. “Há sempre muita vigilância nestas situações”, nota. O pediatra Pedro Cabral acrescenta: “É prescrito a muito poucas crianças com menos de cinco anos e com cuidados especialíssimos”, refere, notando que deve ser sempre investigada outra explicação para o problema como perturbações do espectro do autismo.
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Mais drogas na América
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Um estudo publicado hoje na revista Child and Adloescent Psychiatric refere que as crianças norte-americanas são três vezes mais alvo de prescrições de psicofármacos quando comparadas com as europeias. O artigo aponta para possiveis explicações admitindo que este cenário possa estar relacionado com as diferenças nas regras de prática clínica, com sistemas de classificação e diagnóstico distintos, bem como, com questões culturais. “Um reflexo da mentalidade”, referem os autores que apontam para um aumento dos diagnósticos de desordem bipolar nos EUA, A investigação levada a cabo nos EUA envolveu a Alemanha e a Holanda. (Público)
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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ataque cardíaco: os sinais de alerta

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Ataque cardíaco: os sinais de alerta
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A maioria dos portugueses tem dificuldade em identificar sinais e sintomas de um ataque cardíaco, como a dor na zona do peito e no braço, revela um inquérito que será divulgado esta terça-feira, a propósito do Dia Mundial do Coração.
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O estudo sobre "Enfarte agudo do miocárdio - gravidade associada, notoriedade dos factores de risco, reconhecimento dos sinais/sintomas e medidas preventivas" foi realizado pela Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), responsável pelas comemorações do Dia Mundial do Coração, que se assinala domingo.
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A investigação, a que a agência Lusa teve acesso, apurou que "a maioria dos inquiridos (400 indivíduos com idade igual ou superior a 30 anos) tem dificuldade em identificar sinais e sintomas do enfarte agudo do miocárdio".
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"Estes dados vêem comprovar que há ainda muito trabalho por fazer", segundo Luís Negrão, médico assessor da FPC.
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O enfarte agudo de miocárdio ocorre quando a obstrução de uma artéria coronária restringe gravemente ou interrompe o fornecimento de sangue a uma região do coração e tem como sintomas uma dor súbita e intensa na zona do peito e uma dor no braço.
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O inquérito revela ainda que quatro em cada dez portugueses, com idades acima dos 30 anos, continuam a não tomar medidas preventivas para evitar complicações cardiovasculares.
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Quase 30 por cento dos portugueses não efectua exames médicos regulares de prevenção, em particular a população com menos de 50 anos, segundo as conclusões do inquérito.
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A investigação apurou que "dois dos principais factores de risco cardiovascular - o mau colesterol e a hipertensão - ainda não são tidos como tal junto da esmagadora maioria de portugueses acima dos 30 anos".
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Entre os inquiridos que conhece ou já ouviu falar de enfarte agudo do miocárdio, quase metade não associa a alimentação rica em gorduras, o tabagismo ou a ausência de exercício físico regular a comportamentos de risco que podem ter consequências a prazo no desenvolvimento de doenças cardíacas.
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De acordo com este inquérito, a maioria dos portugueses (cerca de 57 por cento) tem a percepção de que as doenças cardíacas são a principal causa de morte em Portugal, 96 por cento já ouviu falar do enfarte do miocárdio e cerca de 53 por cento já contactou ou conhece pessoas afectadas por um enfarte do miocárdio.
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Dos que conhecem a doença, metade não receia vir a sofrer um enfarte e aponta como principais factores de risco a alimentação rica em gorduras, tabagismo e ausência de exercício físico regular. -
Os indivíduos que afirmaram conhecer os aspectos da doença identificam a dor súbita ou intensa na zona do peito e a dor no braço como principais sintomas da doença. Do total deste grupo, 38 por cento assume não tomar medidas preventivas para evitar males maiores.
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Entre os seis em cada dez portugueses com mais de 30 anos que fazem uma prevenção no dia-a-dia, as medidas chave de prevenção cardiovascular passam pela prática de exercício físico regular e hábitos alimentares.
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Para o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Manuel Carrageta, "as doenças cardiovasculares são largamente evitáveis através de um estilo de vida saudável, que inclua uma vida activa, uma alimentação saudável e um ambiente livre do tabaco."
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As doenças cardiovasculares e os ataques cardíacos são responsáveis por 17,5 milhões de óbitos em todo o mundo, mais que a soma do número de mortes causadas por HIV/Sida, tuberculose, malária e diabetes, todas as formas de cancro e de doenças respiratórias crónicas.
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O Dia Mundial do Coração tem este ano o lema "Sabe qual o seu risco?". A efeméride é assinalada em mais de cem países, incluindo Portugal, onde as câmaras municipais aderentes irão desenvolver várias iniciativas durante a manhã de domingo.
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Rastreios, caminhadas organizadas, corridas, sessões de ginástica, fóruns científicos, concertos e torneios de desporto são algumas das iniciativas previstas. (Jornal de Notícias)
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Nestlé envolvida no escândalo da melamina na China

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Demissão de alto cargo em Pequim
Nestlé envolvida no escândalo da melamina na China

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Há já mais de 13 mil bebés internados em hospitais por causa do leite contaminado com melamina. Hoje, o responsável máximo pela segurança alimentar na China demitiu-se e os mercados asiáticos reagiram banindo os produtos vindos da China. De dia para dia o escândalo vai aumentando as suas proporções e hoje a Nestlé foi envolvida no caso após terem sido descobertas amostras de leite UHT em Hong Kong que acusaram a presença do produto tóxico, ainda que em quantidades alegadamente inofensivas. Em Portugal não há perigo, assegura a empresa.
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A Nestlé, uma das maiores companhias de produtos alimentares, anunciou hoje a retirada de leite UHT em Hong Kong após uma acção de fiscalização que detectou vestígios de melamina (1.4 ppm/partes por milhão) numa embalagem de litro de leite pasteurizado. Com efeito, a dose de melamina detectada na embalagem de leite continha uma dose de melamina 25 vezes inferior ao máximo autorizado na Europa.
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O produto não estaria à venda ao público mas estaria a ser distribuído para organizações comerciais e empresas de catering, exclusivamente de Hong Kong, segundo adiantou fonte da empresa da Nestlé numa declaração oficial, citada pela Reuters. “Apesar do produto não representar risco para a saúde, a Nestlé iniciou um processo de retirada deste produto de Hong Kong, na sequência de um pedido do Centro de Segurança Alimentar de Hong Kong”, adiantava a comunicação da empresa acrescentando ainda: “Outros produtos lácteos da Nestlé foram testados exaustivamente pelas autoridades chinesas e de Hong Kong e foi confirmado o que já tinha sido avançado ontem... que todos os outros produtos Nestlé testados são seguros”.
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Em declarações à TSF, o responsável pelo controlo de qualidade da divisão portuguesa da Nestlé assegurou que não há qualquer hipótese de haver lotes de leite em pó chinês contaminado com melamina em Portugal. Ainda assim, adiantou, serão feitas despistagens a esta substância nos produtos da marca, mas apenas por precaução.
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O envolvimento da Nestlé - que - desta forma, se junta a uma lista de empresas que vem crescendo todos os dias - no escândalo que rebentou no início da passada semana na China foi apenas o desenvolvimento mais recente deste caso que assume proporções cada vez mais dramáticas. Hoje, as autoridades fizeram mais uma actualização dos números. Há cerca de 53 mil crianças que foram afectadas pela contaminação com melamina, dos quais 13 mil se encontram internados e, destes, 104 estão em estado grave. O número de mortes declaradas fixou-se em quatro desde o final da semana passada.
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A gravidade da situação fez com que o responsável máximo da segurança alimentar na China, Li Changjiang, apresentasse hoje a sua demissão, naquela que foi a primeira demissão de um alto cargo em Pequim na sequência desta crise. O Conselho de Estado aceitou a demissão e já nomeou para o cargo o seu substituto: Wang Yong. (Público)
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