segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Mãe depois dos 40: uma alegria e um risco

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Há cada vez mais mulheres a serem mães depois dos 40. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pelo «Diário de Notícias», em apenas uma década, o número de crianças cujas mães tinham mais de 40 anos aumentou 50,7%: em 1997 nasceram 2046 bebés e em 2007 esse número cresceu para 3083.
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No entanto, os perigos, nesta idade, também são maiores. para o bebé e para a mãe. O médico obstetra Carlos Aguiar explica ao DN que quanto mais velha é a mãe, maiores as probabilidades de o bebé nascer com deficiências.
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O DN cita inclusivamente estudos norte-americanos segundo os quais em 100 mil nascimentos de mulheres entre os 30 e os 34 anos, 49 bebés tinham trissomia 21, também chamada de mongolismo. Um número que aumentava para mais do dobro quando as mães tinham entre 35 e 39 anos.
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Carlos Veríssimo lembra, no entanto, que «a maioria dos centros de diagnóstico pré-natal propõe a realização de amniocentese» para diagnosticar essas alterações de cromossomas.
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Para a mãe com mais de 40 anos aumenta também o risco de diabetes gestacional ou hipertensão.
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Apesar de todos os riscos, aquele obstetra sublinha ao DN que «a gravidez após os 40 não deve ser encarada como um abismo repleto de perigos. Há que vivê-la com tranquilidade e naturalidade». (Portugal Diário)
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