domingo, 11 de maio de 2008

Cardiologia: Campanha de prevenção alerta para saúde cardiovascular durante Maio, Mês do Coração


Hipertensão custa 1,5 mil milhõesEm 2006, as doenças cardiovasculares custaram ao Estado português, em medicamentos, internamentos e reabilitação, mais de 1,5 mil milhões de euros. As contas, feitas pelo Centro de Investigação Económica em Saúde, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, revelam ainda que, per capita, os gastos nacionais chegaram aos 151 euros. Na União Europeia, a despesa com as doenças que matam qualquer coisa como dois milhões de pessoas todos os anos chegou, em 2006, perto dos 110 mil milhões de euros.
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Razões de sobra – a que se juntam ainda as que dificilmente conseguem ser quantificadas, como o sofrimento humano – que obrigam a pensar na melhor forma de enfrentar este tipo de problemas. A prevenção continua a ser o melhor caminho.
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Apesar da informação, as doenças cardiovasculares mantêm-se como a principal causa de morte, morbilidade e incapacidade em Portugal, responsáveis por mais de 40 mil óbitos por ano. "Os factores de risco são, na maior parte das vezes, assintomáticos", justifica Eugénio Lisboa, responsável pelo Clube Rei Coração da Fundação Portuguesa de Cardiologia. "Este factor, e ainda a falta de consciencialização de que estas doenças são crónicas e exigem uma intervenção a vários níveis, ajuda a explicar porque é que, tantas vezes, os portugueses só procuram ajuda quando já têm um enfarte agudo do miocárdio ou um AVC."
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Médicos, Governo e Sociedade Civil têm, por isso, muito trabalho pela frente para inverter a tendência dos números. E porque Maio é o Mês do Coração a Fundação Portuguesa de Cardiologia preparou uma série de iniciativas com o objectivo de reforçar a informação e apostar na prevenção. Para além dos rastreios à saúde cardiovascular, faz ainda parte do calendário um peditório nacional, marcado para os dias 24 e 25 deste mês, uma reunião científica sobre a hipertensão, a 29, com um jantar de gala nesse mesmo dia, no Hotel Palácio do Estoril, para além de uma campanha de divulgação, presente em todos os meios de Comunicação Social, que, este ano, apela à medição regular da tensão arterial.
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Um pedido que faz todo o sentido, tendo em conta que, revela a Organização Mundial de Saúde, mais de 50% de todas as doenças cardiovasculares e quase 75% dos AVC são provocados pela hipertensão.
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Os dados mais recentes revelam que cerca de 40% dos portugueses adultos sofrem de hipertensão. Ao todo, mais de 50% não têm a doença diagnosticada e dos que sabem que a têm, apenas 11% a mantêm controlada.
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À ESPERA DE UMA VACINA
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Mais de mil milhões de pessoas sofrem com hipertensão no Mundo. É para elas e para todas as que, no futuro, podem vir a sofrer com este problema, tantas vezes silencioso, mas que pode ter consequências graves para a saúde, que uma empresa de biotecnologia suíça se dedica à criação de uma vacina. Os testes em humanos já começaram e os bons resultados obtidos, publicados na revista ‘The Lancet’, deixam a promessa de, no futuro, se poder usufruir de mais uma arma terapêutica para o combate à mais importante causa de mortes prematuras em todo o Mundo, contribuindo para cerca de metade das doenças cardiovasculares. A CYT006-AngQb, nome que, por enquanto, identifica o medicamento, tem como objectivo permitir o controlo da tensão arterial sem o recurso a qualquer tipo de medicação. (Correio da Manhã)

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