domingo, 25 de outubro de 2009

Maioria dos casos de asma infantil é mal controlada

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Investigadores norte-americanos afirmam que cerca de 67% dos casos de asma nas crianças não são controlados de forma correcta.
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A equipa de especialistas destacou a necessidade dos pais e educadores reconhecerem os sinais da falta de controlo desta condição de forma a reduzir a morbilidade e as faltas de aula de crianças com risco elevado.
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Recorrendo a um questionário, os investigadores avaliaram a prevalência e os indicadores de controlo inadequado da asma, identificando ainda quais as crianças que beneficiariam dos serviços de saúde existentes na região.
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A pesquisa foi distribuída para 716 pais que submeteram, à escola, o Formulário de Administração de Medicamento, autorizando-a a administrar o broncodilatador albuterol na criança em caso de emergência. O controlo inadequado foi definido como três ou quatro noites apresentando os sintomas em quatro semanas; três ou mais dias de sintomas ou de rápido alívio com o uso de medicamentos por semana; ou que os sintomas limitavam as actividades.
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Os investigadores notaram que mais de 65% das crianças de cerca de 74% dos pais que responderam tinham um controlo inadequado da doença respiratória. No período de um ano anterior à pesquisa, 72% das crianças tinham visitado, sem agendamento, um médico por causa da asma; 52% tiveram de usar esteróides orais, 54% visitaram o departamento de emergência; e 15% ficaram internados por causa dessa doença respiratória.
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Uma análise mais aprofundada revelou que o número de visitas não agendadas ao médico de atenção primária e o número de esteróides orais usados num ano, além da falta às aulas, seriam indicadores independentes do controlo inadequado da doença. No entanto, a gravidade persistente da doença e o número de visitas ao departamento de emergência num ano não indicaria o status do controlo da asma.
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"O relato dos pais de visitas ao médico relacionadas com a asma, de faltas à escola, ou da administração de esteróides podem ser usadas para identificar as crianças em que a asma é mais propensa a continuar descontrolada. Essas crianças podem ser melhores candidatas para os serviços de asma do que aquelas com mais visitas às salas de emergência ou hospitalizações", concluíram os autores do estudo.(farmacia.com.pt)
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